Redação Pragmatismo
Polícia Militar 18/May/2018 às 12:22 COMENTÁRIOS

PM é baleada duas vezes ao reagir a assalto (vídeo)

Depois da repercussão nacional do vídeo de uma PM que matou um assaltante na porta de uma escola, muita gente está se sentindo encorajada a fazer a mesma coisa. Naquela ocasião, a policial foi homenageada até pelo governador de SP e ganhou status de heroína. Dessa vez, o episódio não acabou bem

Na semana passada, a policial militar Kátia da Silva Sastre ganhou status de heroína depois de matar um assaltante na porta de uma escola em Suzano (SP).

O vídeo de Kátia alvejando o ladrão ganhou as redes sociais e também foi amplamente repercutido pela grande imprensa. A policial chegou a ser homenageada até pelo governador de São Paulo, Marcio França, que a entregou flores.

Inspirados em Kátia, muitos policiais de São Paulo estão decididos a reagir em situações semelhantes. No entanto, o histórico aponta que os desfechos não costumam seguir o roteiro de filmes em que os ‘mocinhos’ se dão bem.

Nesta terça-feira (15), a policial militar Nicole, de 36 anos, foi baleada duas vezes por um ladrão na região de Campinas quando tentou reagir a um assalto. Ferida, ela foi levada para o Hospital Mário Gatti.

Niciole, do 47º Batalhão da Polícia Militar, saía do trabalho em trajes comuns em seu carro Hyundai HB20 branco quando dois homens em uma moto preta anunciaram o assalto. Ela reagiu, lutou com um deles e acabou levando dois tiros nas pernas. A dupla conseguiu fugir e ninguém foi preso até o momento.

Imagens de uma câmera de segurança (ver abaixo) mostram o instante em que ela tenta se desvencilhar do ladrão e leva o primeiro disparo. Em seguida, ambos caem no chão e o homem toma a arma de Niciole. Ele atira pela segunda vez.

Arrastando-se pelo chão e, depois, se levantando com dificuldades, a PM tenta pedir ajuda para um carro preto que passava pela avenida, mas ele não freia para socorrê-la.

Reagir a assalto?

Casos de vítimas de assalto que reagiram e balearam os bandidos costumam ganhar muita repercussão e são comemorados por parte da sociedade em comentários nas redes sociais.

Na internet, páginas estão ganhando dinheiro divulgando esses tipos de imagens, que atraem bastante audiência.

Por outro lado, especialistas na área de segurança pública, embasados em estatísticas e pesquisas, continuam a afirmar que a melhor opção é não reagir.

Professor de Criminologia da Unisinos e advogado criminalista, Alexandre Dargél explica que reagir costuma ser mau negócio para o assaltado, que está em desvantagem: “A vítima é pega de surpresa. Na estatística, em menos de 10% dos casos ela tem sucesso”.

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