Redação Pragmatismo
Barbárie 15/Mar/2018 às 12:19 COMENTÁRIOS

Intelectuais e artistas repercutem a morte de Marielle Franco

Famosos, artistas, intelectuais, políticos, governos, partidos, ONU, OAB e Anistia Internacional comentam a morte de Marielle Franco – Negra da Maré, Socióloga, vereadora e lutadora em defesa dos menos favorecidos

morte de Marielle Franco
Artistas, políticos e famosos comentaram a morte de Marielle Franco

O assassinato de Marielle Franco repercutiu no Brasil e no mundo. Diversos veículos da imprensa internacional já tratam o caso como ‘execução’.

No Brasil, famosos, artistas, intelectuais, políticos, governos, partidos e entidades comentaram a morte da vereadora do PSOL.

Marielle Franco tinha 38 anos e se apresentava como “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”. Ela foi a quinta mais votada da cidade nas eleições de 2016, com 46.502 votos, em sua primeira disputa eleitoral.

A seguir, confira algumas das manifestações públicas sobre o assassinato da parlamentar.

Caetano Veloso. O artista publicou uma homenagem em forma de música. Em vídeo, o cantor interpretou sua música “Estou Triste”. No texto, usou as hashtags “Luto por Marielle” e “Marielle Presente”.

Elza Soares. “Das poucas vezes que me falta a voz. Chocada. Horrorizada. Toda morte me mata um pouco. Dessa forma me mata mais. Mulher, negra, lésbica, ativista, defensora dos direitos humanos. Marielle Franco, sua voz ecoará em nós. Gritemos”.

Monica Iozzi. “Ela acaba de ser assassinada. A doce e forte Marielle Franco. Estava vereadora no Rio de Janeiro. Eu a conhecia. Ela lutava pela paz, por oportunidades iguais para todos. Denunciava a corrupção na câmara, na polícia… É assim que terminam as pessoas que lutam por justiça neste país???? Estou em choque, arrasada.
Este assassinato tem que ser investigado muito seriamente. Estes monstros não podem sair impunes. NÃO PODEM!!!”

Marisa Monte. “Muita tristeza pelo assassinato covarde de Marielle, uma mulher, servidora pública que lutava contra forças criminosas e trabalhava por uma cidade menos desigual. Muita tristeza pela situação crítica em que chegamos e pela ineficácia vergonhosa do poder público”.

Gregório Duvivier. “Tiraram a vida de Marielle Franco. Assassinaram uma guerreira. Por ser negra, por ser mulher e por ser guerreira. Marielle dedicou sua vida à luta contra a injustiça e a barbárie. Isso não pode ficar assim. Não podemos nos calar!”

Lula. “Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marielle Franco, corajosa liderança política. O Rio de Janeiro e a democracia brasileira foram atingidos por esse crime político bárbaro. É preciso muita solidariedade para acabar com essa violência contra os inocentes. A violência é a irresponsabilidade da ausência do Estado. Esse país só tem um jeito: voltar a crescer, distribuir renda e dar oportunidade para o povo”

Dilma Rousseff. “Lamento e repudio a morte da ativista Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, e de Anderson Pedro Gomes, seu motorista. Um ato covarde praticado contra uma lutadora social incansável. As circunstâncias dessas mortes – baleados dentro do carro, no Centro do Rio –, são absolutamente chocantes e podem indicar que foram executados. Estou profundamente chocada, estarrecida e indignada. Espero que as investigações apontem os responsáveis por este crime abominável. As mortes violentas de Marielle e de Anderson precisam ser apuradas com o rigor da lei. Tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente assassinada. Ela lutava por tempos melhores, como todos nós que acreditamos no Brasil. Devemos persistir e resistir nesse caminho. Minha solidariedade e votos de pesar às famílias de Marielle e Anderson, seus companheiros e amigos, também aos militantes do PSOL. Suas mortes não serão em vão”.

Guilherme Boulos. “Difícil acreditar que a execução a sangue frio de Marielle e do motorista Anderson Gomes seja mera coincidência após as denúncias que ela vinha fazendo sobre a violência policial no Rio. Lutaremos por justiça até o fim. Marielle, honraremos sua caminhada!”

Marcelo Freixo. “Não havia qualquer ameaça sobre ela. O (vereador) Tarcísio (Motta) convivia na câmara com ela. Eu tinha contato diário com a Marielle, ela trabalhou 10 anos na minha equipe, não tinha qualquer ameaça. A irmã dela está aqui com a gente. A gente vai cobrar com rigor, todas as características são características de execução. Evidente que vamos aguardar todas as conclusões da polícia, cabe à polícia fazer a investigação, mas a gente, evidentemente, não vai nesse momento aliviar isso. As características são muito nítidas de execução, a gente quer isso apurado de qualquer maneira apurado o mais rápido possível. Não é por cada um de nós, é pelo Rio de Janeiro. Isso é completamente inadmissível, uma pessoa cheia de vida, cheia de gás, uma pessoa fundamental para o Rio de Janeiro, brutalmente assassinada. Marielle foi uma cria nossa. Conheci a Marielle muito jovem, saindo dos pré-vestibulares comunitários. Trabalhou 10 anos na minha equipe. É uma figura extraordinária. Isso é inadmissível”.

Chico Alencar. “Ela não estava sob ameaça, mas incomodava muito policiais truculentos e milicianos. Todos os indícios são de execução, ato bárbaro de quem sabe atirar”.

Michel Temer. “Lamento esse ato de extrema covardia contra a vereadora Marielle Franco. Solidarizo-me com familiares e amigos, e acompanho a apuração dos fatos para a punição dos autores desse crime”.

OAB-RJ. “A OAB/RJ não vai descansar enquanto os culpados não forem devidamente punidos. Os tiros contra uma parlamentar eleita e em pleno cumprimento do mandato atingem o próprio Estado democrático de Direito”.

OAB NACIONAL. “O assassinato da vereadora Marielle Franco é um crime contra toda a sociedade e ofende diretamente os valores do Estado Democrático de Direito. O Conselho Federal da OAB acompanha o caso e espera agilidade na apuração e punição exemplar para os grupos envolvidos”.

ONU. “A ONU no Brasil tem expectativa de rigor na investigação do caso e breve elucidação dos fatos pelas autoridades, aguardando a responsabilização da autoria do crime. Marielle Franco foi uma das principais vozes em defesa dos direitos humanos no Rio de Janeiro e desenvolvia plataforma política relacionada ao enfrentamento do racismo e das desigualdades de gênero e pela eliminação da violência, sobretudo nas periferias e favelas da cidade.

Anistia Internacional. “O Estado, através dos diversos órgãos competentes, deve garantir uma investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco. Marielle foi morta a tiros na noite desta quarta feira, 14 de março, no bairro do Estácio na cidade do Rio de Janeiro. Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial. Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco”.

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