Redação Pragmatismo
Barbárie 23/Feb/2018 às 13:30 COMENTÁRIOS

Universitária queimada pelo próprio pai morre após lutar 11 dias pela vida

Estudante universitária de 18 anos morre após passar 11 dias internada. A jovem sofreu queimaduras de 1º e 2º graus em 88% do corpo e não resistiu. O autor do crime ateou fogo em si próprio e nos filhos porque não aceitou o pedido de divórcio da esposa

Juliana Oliveira queimada pelo pai
Juliana Oliveira (Imagens: Reprodução/Facebook)

Juliana Oliveira, de 18 anos, estava internada desde o dia 10 de fevereiro no Centro de Tratamento de Queimados, no hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, capital do Ceará.

A jovem, que estudava Economia na Universidade Regional do Cariri (Urca), faleceu na última quarta-feira (21) após passar 11 dias internada, lutando pela vida. Juliana sofreu queimaduras de 1º e 2º graus em 88% do corpo e não resistiu.

O crime aconteceu na noite de 9 de fevereiro. João Batista, pai de Juliana, chegou bêbado em casa e ateou fogo na residência com toda a família dentro.

De acordo com as testemunhas, o homem não aceitou o pedido de divórcio da esposa. O agricultor ateou fogo nos filhos e em si próprio. Ao ver a fumaça, vizinhos arrombaram a porta da casa e conseguiram retirar a família das chamas. As informações foram confirmadas pelo delegado Bruno Sampaio, que investiga o crime.

A família foi atendida de imediato no hospital de Assaré (CE). No entanto, Juliana se encontrava em condições mais críticas e foi transferida de helicóptero para Fortaleza.

No último dia 20, o pai de Juliana e autor do crime já havia falecido. Ele tinha 90% do corpo queimado. A mãe e o irmão de Juliana tiveram queimaduras leves; ela permanece internada na cidade de Barbalha (CE) e o filho está com os familiares.

Esperança

No velório e sepultamento de Juliana, que ocorreram nesta quinta-feira (22), amigos e familiares contam que tinham esperança na recuperação da estudante.

“Sempre a notícia era de que ela estava melhorando um pouquinho, estava abrindo os olhos, estava começando a ouvir. Tanto que quando eu conversei, ela reagiu um pouco, e senti como se ela tivesse me escutando, então a morte dela foi um baque. É muito difícil aceitar, porque ela é muito nova, estava fazendo faculdade, todo mundo está muito abalado”, disse a prima Camila Alencar.

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