Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 28/Feb/2018 às 21:07 COMENTÁRIOS

Mulher passa um dia inteiro apanhando com mangueira de gás e marido é preso

Mulher passa um dia inteiro sendo torturada pelo marido em Campinas (SP) com uma mangueira de gás e as agressões só acabam com a chegada da polícia. O agressor diz que suspeitava de traição. Vítima chegou à delegacia sem conseguir se locomover. Casal tem filhos de 2 e 9 anos

mulher apanha mangueira de gás
Mulher foi torturada pelo marido com mangueira de gás. A polícia divulgou outras imagens ainda mais chocantes, mas decidimos por não publicá-las (Reprodução/Polícia Civil)

Foi preciso que uma mulher passasse um dia inteiro apanhando do marido para que ele fosse preso. As agressões ocorreram na cidade de Campinas (SP) e só tiveram um fim quando a polícia chegou no local.

O agressor é um colombiano de 36 anos e alegou que suspeitava de traição. Ele usou uma mangueira de gás para torturar a esposa, que também é colombiana, nesta terça-feira (27).

Ao chegar na residência do casal, no bairro Vila Padre Ancheita, a polícia flagrou o fato. No boletim de ocorrência, os policiais destacaram que a mulher quase não conseguia se locomover depois de apanhar tanto.

A vítima apresenta diversos hematomas pelo corpo. Ela contou aos policiais que não é a primeira vez que o companheiro a agride, e que ele também bate nos filhos, de 2 e 9 anos. O casal mora no Brasil há quatro anos.

Segundo a Polícia Civil, a vítima contou que foi ameaçada pelo companheiro, que teria dito que compraria um revólver para fazer “roleta russa em sua cabeça” caso ela o denunciasse.

Questionado pelos policiais sobre as agressões, o homem alegou que agiu por suspeita que ela estaria o traindo. Sobre as agressões aos filhos, ele justificou que eram “corretivos”.

Autuado em flagrante por violência doméstica, o suspeito foi encaminhado para a cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.

Lei Maria da Penha

No início deste ano, a Lei Maria da Penha sofreu algumas alterações. Na nova legislação, está previsto o direito da mulher vítima de violência doméstica e familiar a ter atendimento policial especializado, ininterrupto e prestado preferencialmente por servidores do sexo feminino.

Além disso, apresenta procedimentos e diretrizes sobre como será feita a inquirição dessa mulher vítima de crime.

Entre as diretrizes está a de salvaguardar a integridade física, psíquica e emocional da mulher vítima desse tipo de violência; a garantia de que em nenhuma hipótese ela ou suas testemunhas tenham contato direto com investigados, suspeitos ou pessoas a eles relacionados; e a “não revitimização” do depoente, de forma a evitar “sucessivas inquirições sobre o mesmo fato nos âmbitos criminal, civel e administrativo”.

A lei propõe ainda que seja priorizada a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher.

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