Redação Pragmatismo
Economia 07/Nov/2017 às 15:16 COMENTÁRIOS

As diferenças entre os mais ricos do Brasil e os da França

Dados divulgados nesta semana pelo estudo World Weatlh and Income Database mostram que a renda média de quem é rico no Brasil ultrapassa por larga margem a renda dos ricos em países desenvolvidos, com a França

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Dados divulgados nesta semana pelo estudo World Wealth and Income Database mostram que a renda média de quem é rico no Brasil ultrapassa a de moradores abastados em países mais desenvolvidos, como a França. Enquanto por aqui o 1% mais rico recebe, em média, US$ 541 mil por ano, em terras francesas esse valor varia entre US$ 450 mil e US$ 500 mil.

E, como se pode imaginar, a maior parte dessas pessoas não precisa de salário para sobreviver. Além de famosos e donos de grandes companhias, a lista de “mais ricos” do Brasil conta com empresários. juízes, médicos e executivos. De acordo com a pesquisa, outro dado importante é a participação dessas pessoas no PIB nacional. Enquanto na França o valor se aproxima dos 32,2%, no Brasil o valor supera os 50%, o que comprova a desigualdade social. A média de renda da população brasileira é de US$ 19,5 mil por ano, cerca de R$ 63,5 mil.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a probabilidade de conseguir ingressar no seleto grupo do 1% mais rico da população é maior para quem trabalha em áreas relacionadas à engenharia. Professores formados e pessoas sem nível superior possuem 54 vezes menos chances.

Gêneros

Ser mulher e, principalmente, uma mulher negra, pode dificultar bastante o caminho. “No 1% mais rico, 64% são homens brancos e 20% são mulheres brancas. Outros 12% são homens negros, partos ou indígenas e 4% são mulheres negras”, explica Juliana Galvão, pesquisadora da City University de Nova York.

Desigualdade perpetuada

Economistas apontam que o atual sistema de tributação brasileiro é responsável por perpetuar as desigualdades. Para Rodrigo Orair, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ele permite que grandes rendas paguem menos impostos, enquanto o trabalhador, com renda menor, acaba pagando mais.

Se eu sou um assalariado, posso pagar alíquotas marginais de atê 27,5% sobre meu salário, mas se sou uma pessoa jurídica prestadora de serviços enquadrados no regime do simples ou no lucro presumido e regimes especiais para pequenas e microempresas, eu posso pagar alíquotas de 9% a 15%. Não é crime, é um caminho para pagar alíquota menor sobre a renda”, indica.

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