Redação Pragmatismo
Barbárie 03/Nov/2017 às 16:46 COMENTÁRIOS

Envolvidos no assassinato da jovem que combinou carona no WhatsApp são presos

Polícia prende envolvidos no assassinato da jovem que combinou carona no WhatsApp. Em última troca de mensagens, Kelly Cadamuro recebeu um alerta do namorado

carona por WhatsApp Kelly Cadamuro
Última troca de mensagens entre a jovem morta após oferecer carona por WhatsApp e o seu namorado

Três homens foram presos nesta sexta-feira (3) por envolvimento na morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, que estava desaparecida desde quarta-feira (1).

Ela foi encontrada morta dentro de um córrego entre as cidades de Frutal e Itapagibe, em Minas Gerais. Segundo a polícia, o crime teria acontecido após a jovem programar uma viagem com carona via aplicativo WhatsApp.

Conforme a polícia, Jonathan Pereira do Prado confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. Ele estava foragido de uma unidade prisional desde março deste ano.

Os outros dois presos, Wander Luis Cunha e Daniel Teodoro da Silva, são suspeitos pelo crime de receptação: o primeiro teria ficado com as calotas do carro, enquanto o segundo comprou o celular e outros objetos.

Os três foram presos durante a madrugada, em bairros distintos de São José do Rio Preto (SP), e já tinham passagens por roubos. Eles foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Frutal, onde seguem as investigações.

Últimas mensagens

Kelly conversou com o namorado horas antes de desaparecer. A jovem, que inicialmente daria carona a um casal, relatou por mensagem enviada pelo aplicativo de bate-papo que apenas o rapaz decidiu viajar.

O engenheiro civil Marcos Antônio da Silva, de 28 anos, namorado de Kelly, chegou a demonstrar preocupação com a viagem: “Cuidado”, escreveu horas antes do desaparecimento.

Marcos relatou que, durante as últimas trocas de mensagens entre o casal por WhatsApp, na noite de quarta, a jovem escreveu, por volta de 18h35, que estava iniciando a viagem e que uma menina havia desistido da carona.

Já às 19h23, ela voltou a enviar notícias, comunicando que estava abastecendo o veículo. A última vez que Kelly acessou o aplicativo foi às 19h24.

“Ela era acostumada a viajar e compartilhar carona e, geralmente, me mandava foto de quem era a pessoa que iria acompanhá-la. Dessa vez, como foi uma moça que ligou para ela combinando por telefone, não tinha imagens. Na ligação, ela me contou que iria esta moça e o namorado dela, mas, na hora de embarcar, só o rapaz apareceu. Eu sempre ficava preocupado com ela e mandei mensagem pedindo para ela tomar cuidado. Às 20h23, voltei a procurá-la e ela não apareceu mais”, contou o engenheiro civil.

“Assim que percebi que ela estava demorando muito eu comecei a procurá-la e como não achei acionei a polícia. Durante as buscas em uma mata perto da MG-255, eu achei a calça dela, que estava do avesso, bem suja e um pouco molhada. Depois disso, os militares encontraram o corpo”, disse Marcos.

O casal namorava há cerca de dois anos e iria se encontrar para comemorar o aniversário da mãe de Marcos no rancho da família em Itapagipe.

“A Kelly era tudo de bom. Uma menina meiga, brincalhona, companheira e sensível. Aquela pessoa alegre, que gostava de se vestir bem. Ela era batalhadora, estava fazendo estágio e trabalhava como atendente em uma loja de conserto de óculos. Sempre responsável, ela corria sempre atrás dos seus sonhos”, declarou o namorado.

O assassinato

Kelly estava desaparecida deste quarta-feira quando, segundo contou a família à polícia, havia deixado a cidade de São José do Rio Preto, onde residia, para viajar até a cidade de Itapagibe, em Minas Gerais, para visitar o namorado.

A jovem fazia parte de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal até a cidade mineira. Na hora da viagem, a mulher desistiu e foi apenas o homem que não era conhecido de Kelly.

Câmeras do circuito de segurança de um pedágio do estado de Minas Gerais mostram a jovem ao volante. Já em outro registro, o homem estava dirigindo o carro. A polícia ainda não confirmou se houve violência sexual.

O corpo da vítima já foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames.

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