Redação Pragmatismo
Homofobia 24/Jul/2017 às 14:32 COMENTÁRIOS

Jovem vai à delegacia registrar B.O. por roubo e é espancado por ser gay

Jovem tem celular furtado, vai à delegacia e é espancado por policial por ser gay. “Ele achou uma afronta eu ser um gay e querer fazer ele trabalhar às 4h da manhã”. Agressões foram tão violentas que o estudante parecia ter sido atropelado

jovem espancado por ser gay

Um jovem de 23 anos foi espancado por um policial na última semana dentro de uma delegacia em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O estudante Andrei Apolônio dos Santos havia procurado uma delegacia para registrar o furto de seu celular, mas acabou violentamente agredido. As agressões, segundo o jovem, tiveram motivações homofóbicas e a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) passou a investigar o caso.

Segundo Andrei, assim que entrou na Delegacia ele já foi vítima de xingamentos por parte do policial civil. “Eu cheguei e ele já começou a agressão com palavras homofóbicas e tapas no pé da orelha, que me deixaram com muito medo”, lembra o jovem.

Andrei disse que havia dois agentes na delegacia, mas que apenas um o agrediu, enquanto o outro assistia a tudo, sem reagir. Segundo ele, a única motivação para as agressões — que duraram cerca de uma hora e incluíram ainda socos e apertões no pescoço — foi sua orientação sexual.

Ele não quis fazer meu B.O. [Boletim de Ocorrência] e ficou muito invocado com meu estilo de ser. Dava para ver que ele estava incomodado com quem eu era, porque eu sou gay. Ele achou uma afronta eu ser um gay e querer fazer ele trabalhar às 4h da manhã”, afirma o estudante, acrescentando que ainda ouviu ameaças ao ser liberado.

“O agressor falou ‘Que bom, eu espero que você seja esperto, porque eu seria muito capaz de gastar todo um pente de munção em você'”, relembrou.

Andrei procurou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, onde recebeu apoio para ir à Coinpol e à Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Estado de Segurança, onde a ocorrência foi registrada.

Para Benny Briolli, assessora da comissão niteroiense, o jovem foi torturado. Apesar das ameaças, ele diz querer ir até o fim na apuração da denúncia.

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