Redação Pragmatismo
Meio Ambiente 22/Jun/2017 às 07:08 COMENTÁRIOS

Gisele Bündchen volta a mandar mensagem para Michel Temer

Gisele Bündchen escreve nova mensagem para Michel Temer. A modelo agradeceu ao presidente por ter vetado as MPs e disse que “continua de olho” nas medidas do mandatário

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A top model brasileira Gisele Bündchen voltou a usar a sua conta pessoal no twitter para enviar uma mensagem ao presidente Michel Temer.

Depois de pedir ao mandatário máximo da República que vetasse as medidas provisórias 756 e 758 (relembre aqui), que diminuiriam a área preservada da Amazônia, e ter sua solicitação atendida, Gisele agradeceu ao peemedebista, mas observou que “continua de olho”.

Em sua publicação, a modelo também compartilhou um pequeno texto, ponderando que o risco às florestas “ainda poderá voltar na forma de Projeto de Lei (PL)” e que “a nossa vida depende da saúde do nosso planeta”.

Em sua primeira mensagem endereçada ao presidente, na semana passada, Gisele também compartilhou o link da WWF-Brasil, ONG de conservação da natureza que colhia assinaturas contra a proposta.

As MPs alterariam os limites da Floresta Nacional de Jamanxim e do Parque Nacional de Jamanxim, no oeste do Pará, mas foram vetadas por Temer, que respondeu “pessoalmente” à modelo nas redes.

Entrega da Amazônia

Embora tenha vetado as MPs 756 e 758 após o pedido público da modelo brasileira, o jornal Valor Econômico informou há dois meses que o atual governo prepara a entrega à iniciativa privada de uma reserva gigante de ouro na Amazônia.

Segundo o jornal, em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, o Ministério das Minas e Energia abriu caminho para a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) “criada em 1984, ainda na ditadura militar”.

A portaria diz que “que a extinção da RENCA viabilizará o acesso ao potencial mineral existente na Região e estimulará o desenvolvimento econômico dos Estados envolvidos”, mas, na prática, abre caminho para a devastação de 46 mil quilômetros quadrados de floresta.

Para se ter uma ideia do que isso representa, é quase que a soma de todo o território dos estados de Sergipe e Alagoas. A área, situada em parte do Pará e em parte no Amapá é praticamente toda coberta de mata e habitada por indígenas.

Relatórios dos anos 80 relataram, além da existência de ouro em grande escala, também importantes reservas de titânio e de fosfato.

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