Redação Pragmatismo
Lula 20/Jun/2017 às 14:30
3
Comentários

Edson Fachin retira de Sergio Moro investigações contra o ex-presidente Lula

O ministro Edson Fachin retirou do juiz Sergio Moro as investigações contra o ex-presidente Lula baseadas em delações da Odebrecht

fachin retira moro investigação lula lava jato

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), tirou do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, três casos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tiveram origem nas delações premiadas de executivos e ex-funcionários da Odebrecht.

Um diz respeito ao suposto tráfico de influência do ex-presidente, que em troca de vantagens indevidas teria atuado em favor da empresa em negociações referentes a Angola, mesmo que em prejuízo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O pedido de investigação sobre o assunto teve origem nos depoimentos de Emílio Odebrecht e Marcelo Bahia Odebrecht, controladores do grupo, e de mais três ex-funcionários da empresa.

Fachin determinou a remessa das provas referentes a esse caso para a Justiça Federal do Distrito Federal, por se tratarem “de fatos que supostamente se passaram na capital da República”, escreveu o ministro no despacho divulgado nesta terça-feira (20).

Assim, do cotejo das razões recursais com os depoimentos prestados pelos colaboradores não constato, realmente, relação dos fatos com a operação de repercussão nacional que tramita perante a Seção Judiciária do Paraná”, escreveu Fachin. O ministro acatou um recurso da defesa.

Outro caso trata da suposta atuação de Lula e também da ex-presidente Dilma Rousseff em favor da liberação de recursos do BNDES para a construção das Usinas Hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, ambas em Rondônia.

Eles também teriam agido para acelerar licenças ambientais, segundo o depoimento de Emílio Odebrecht e de Henrique Serrano de Prado, ex-executivo da área de energia. A investigação foi remetida por Fachin também ao Distrito Federal.

Um terceiro caso trata do suposto pagamento de uma mesada pela Odebrecht a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, líder sindical e irmão de Lula, segundo relatos dos ex-executivos da empresa Hilberto Mascarenhas Filho e Alexandrino Alencar.

Os repasses seriam feitos como um modo de prestigiar o ex-presidente, declararam os colaboradores. Fachin determinou que a investigação sobre o assunto seja remetida à Justiça Federal de São Paulo, também a pedido da defesa de Lula.

Nas três situações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a retirada dos processos de Moro, alegando que guardam relação com as investigações da Lava Jato conduzidas no Paraná.

Leia também:
Sergio Moro obriga Lula a ir a 87 depoimentos de testemunhas no Paraná
12 razões para Sergio Moro ser impedido de julgar Lula
STF e CNJ discutem excessos de Sergio Moro há 11 anos
Sergio Moro é denunciado por vazar processo sigiloso ao ‘Estadão’
TRF corrige decisão de Sergio Moro que provocou tentativa de suicídio
Áudio revela Sergio Moro debochando de advogado de Lula
Sergio Moro e advogados de Lula protagonizam audiência mais tensa da Lava Jato
Operação Lava Jato: como tudo começou

À época em que os casos foram remetidos a Sérgio Moro, no início de abril, o ex-presidente Lula negou qualquer ilegalidade, afirmando que as acusações eram “frívolas” e “sem nenhuma materialidade”.

Agência Brasil

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook.

Recomendados para você

Comentários

  1. Edson Fachin retira de Sergio Moro investigações contra o ex-presidente | Política Aplicada Postado em 20/Jun/2017 às 15:12

    […] post Edson Fachin retira de Sergio Moro investigações contra o ex-presidente apareceu primeiro em Pragmatismo […]

  2. Edson Fachin retira de Sergio Moro investigações contra o ex-presidente Lula Postado em 20/Jun/2017 às 18:27

    […] De Pragmatismo Político […]

  3. Edson Fachin retira de Sergio Moro investigações contra o ex-presidente Lula - Zé Otávio Postado em 21/Jun/2017 às 00:05

    […] À época em que os casos foram remetidos a Sérgio Moro, no início de abril, o ex-presidente Lula negou qualquer ilegalidade, afirmando que as acusações eram “frívolas” e “sem nenhuma materialidade”. Informações de Pragmatismo Político.   […]