Redação Pragmatismo
Índios 17/Jul/2015 às 16:41 COMENTÁRIOS
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Condenado por morte de índio Galdino tenta entrar na Polícia Civil

Publicado em 17 Jul, 2015 às 16h41

Condenado pelo assassinato do índio Galdino passa em concurso para se tornar policial civil, mas tem posse barrada. Gutemberg e mais quatro amigos de classe média foram responsáveis pelo crime bárbaro que chocou o Brasil em 1997

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Gutemberg [esq] é um dos responsáveis por atear fogo no índio Galdino em 1997. Na época, os jovens justificaram a barbárie dizendo tratar-se de ‘uma brincadeira’ (Pragmatismo Político)

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) negou o recurso de Gutemberg Nader Almeida Junior, de 35 anos, contra um ato que o excluiu do concurso público para o cargo de agente da Polícia Civil do DF. Ele é um dos responsáveis por assassinar o índio Galdino.

Por maioria de votos, a 4ª Turma Cível levou em consideração o fato de que ele reprovado na sindicância de vida pregressa e social, justamente por ter participado do crime.

Ele foi aprovado em todas as etapas de um concurso da Polícia Civil aberto em outubro de 2013. O rapaz havia superado as provas objetiva, física, médica, psicológica e toxicológica. O salário para o cargo de agente de polícia era de R$ 7,5 mil.

Depois de ser impedido de assumir a vaga, o candidato entrou com um mandado de segurança na 5ª Vara da Fazenda Pública do DF, que foi negado pelo juiz. A decisão mais recente se refere ao recurso impetrado na 4ª Turma Cível do TJ. A partir de agora ele só pode recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF).

O crime

Gutemberg e outros quatro jovens de classe média de Brasília atearam fogo no índio, que dormia em uma parada de ônibus da W3 Sul. Na época, o então adolescente foi encaminhado para um centro de reabilitação juvenil, condenado a cumprir um ano de medidas socioeducativas, mas passou apenas três meses internado. Na época, Gutemberg foi encaminhado para um centro de reabilitação juvenil, condenado a cumprir um ano de medidas socioeducativas, mas passou apenas três meses internado.

Cometido o crime, fugiram, mas um outro jovem que passava por ali, anotou o número da placa do carro dos assassinos e entregou à polícia. Horas depois, Galdino morreu vítima de queimaduras em 95% do corpo, que foi encharcado por 1 litro de álcool. Galdino chegara a Brasília no dia anterior, 19 de abril, Dia do Índio. Ele participou de várias manifestações pelos direitos dos índios.

com Correio Braziliense

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