Redação Pragmatismo
Polícia Militar 27/Nov/2013 às 15:53 COMENTÁRIOS
Polícia Militar

Ativista que denunciou ameaças de PM morre após incêndio misterioso

Publicado em 27 Nov, 2013 às 15h53

Gleise havia denunciado sargento da PM após ser chamada de "maconheira, vagabunda de merda e responsável pela desordem no RJ". A filha de 9 anos da ativista estava no apartamento no momento do incêndio

gleise nana incêndio
A ativista Gleise Nana apareceu em duas matérias do jornal O Dia. Uma delas, na véspera do acidente (Arquivo pessoal)

A ativista Gleise Nana, 33 anos, que havia denunciado o sargento Emerson Veiga, do 15 BPM de Duque de Caxias, faleceu na madrugada de segunda-feira, 20 de novembro, após um incêndio suspeito em seu apartamento.

Gleise, que era atriz, poetisa e diretora teatral, havia denunciado o sargento após ele ter postado insultos na caixa de mensagens privada da ativista. Em um deles o PM a chamava de “maconheira, vagabunda e anarquista de merda, responsável pela desordem no Rio de Janeiro.” Com medo, Nana repassou as mensagens para os amigos. Passou, desde então, a receber telefonemas estranhos.

Leia aqui matéria do jornal O Dia (10 de outubro) sobre as ameaças do PM à ativista

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Com a ativista também havia muitas filmagens dos conflitos de junho. Nana tinha um vasto material com denúncia sobre abusos de PMs. Em um deles, o tenente-coronel Mauro Andrade admite que a PMERJ se excedeu.

Em um incêndio suspeito, no dia 18 de outubro, a ativista teve 35% do seu corpo queimado. Sua filha de 9 anos estava no apartamento no momento do incêndio. A menina sofreu queimaduras no rosto e nas mãos, mas teve alta poucos dias depois. Nana não teve a mesma sorte. Suas queimaduras foram de terceiro grau.

O misterioso incêndio em seu apartamento afetou os órgãos internos de Nana. Após quase 40 dias de coma, a ativista não resistiu e faleceu. Cabe frisar que, num primeiro instante, a Polícia Civil trabalhou apenas com a hipótese de incêndio acidental. Mas após insistência de amigos e o trabalho dos advogados da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, a própria Polícia Civil admitiu que o incêndio pode ter sido criminoso.

Israel Montezano. Edição: Pragmatismo Politico

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