Pragmatismo Político (P)
Europa 27/Set/2012 às 17:13 COMENTÁRIOS
Europa

Garçom vira herói após proteger manifestantes de truculência policial

Pragmatismo Político (P) Pragmatismo Político (P)
Publicado em 27 Set, 2012 às 17h13

Garçom vira herói após proteger manifestantes em Madri. Alberto Casillas, de 49 anos, agiu como um escudo humano para conter a ação da polícia madrilenha. “Havia mulheres feridas. Confesso que votei no PP, mas não concordo com isso, com um governo que se esconde atrás das pistolas”, desabafou o garçom

Frente à truculência da polícia madrilenha para conter os protestos de milhares de espanhóis contra o governo de Mariano Rajoy, na terça-feira (25/09), o garçom do restaurante de um hotel da capital espanhola serviu de escudo humano para proteger os manifestantes e virou um símbolo instantâneo do movimento 25S.

Vídeo:

Alberto Casillas, de 49 anos, não deixou a polícia entrar no estabelecimento para deter ou dispersar as muitas pessoas que ali se refugiaram. Casado, pai de dois filhos, Villa trabalha no Restaurante Prado, parte do hotel Vincci Soho, no centro de Madri, perto do epicentro da manifestação.

Leia também

Sua atitude virou destaque nos principais jornais espanhóis e foi “trending topic” no Twitter. “Não sou herói, foi um ato humano e qualquer cidadão teria feito o mesmo”, disse à imprensa espanhola. “Ouvi um dos agentes dizer que ia entrar para ‘identificar’ as pessoas. Disse-lhe que ali não entravam, porque só tinha gente inocente. Eu estava com muito medo, porque caso eles entrassem, poderia ser um banho de sangue”, afirmou.

garçom espanha manifestantes polícia

Villa se posiciona em frente ao restaurante Prado, em Madri, para proteger os manifestantes da polícia. (Foto: Reprodução Youtube)

Durante a meia hora de tensão, algumas pessoas que estavam no outro lado da rua começaram a atirar pedras contra a polícia e uma delas acabou acertando o braço de Casillas. O garçom pediu para que parassem imediatamente, como é possível ver no vídeo. “A ação policial foi desmedida. Havia mulheres feridas. Reconheço que votei no PP [Partido Popular], mas não concordo com isso, com um governo que se esconde atrás das pistolas”, desabafou.

Opera Mundi

Recomendações

COMENTÁRIOS