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07/mai/12 Notícia falsa causa indignação no presidente do PPS

Roberto Freire leva a sério trote do “Lula seja louvado” e se expõe ao ridículo

A notícia abaixo é um fake, perfeitamente captado por qualquer pessoa com mediano nível de informação. Pois foi tratado a sério por Roberto Freire e mereceu um twitter indignado sob o argumento que no momento tudo é possível no país. A falta de discernimento é que levou políticos como Freire a aceitar qualquer bobagem. Dilma pede e Banco Central coloca em circulação notas com a frase “Lula seja louvado” Notícia falsa causa indignação no presidente do PPS RT @freire_roberto Isso é uma ignomínia! Dilma pede e B.C coloca em circulação notas com a frase “Lula seja louvado” http://www.g17.com.br/noticia/politica/dilma-pede-e-banco-central-coloca-em-circulacao-notas-com-a-frase-lula-seja-louvado.html Leia mais Questionamento sobre ‘A Privataria Tucana’ irrita o “socialista” Roberto Freire Para ofender Lula e as esquerdas, Ferreira Gullar recorre à mediocridade plena Madames discutem ocupação da USP e geram maior aglomeração de pérolas da história Banco Central colocou em circulação nesta segunda-feira (7) notas de real com a frase “Lula seja louvado”. De acordo com o BC, a mudança foi um pedido da Presidente Dilma Rousseff, que quis homenagear o ex-presidente Lula. Segundo informações da Assessoria de Dilma, no Palácio do Planalto, a frase “Deus seja louvado” estava provocando confusão e atrito entre religiosos e Ateus. “Nem Deus, nem Zeus, nem Goku nem Galileu, coloquem o nome do Lula“, teria dito a Presidente Dilma, para encerrar a confusão. A mudança nas cédulas de real, com a frase “Lula seja louvado” está sendo feita aos poucos pelo Banco Central. A expectativa do BC é que, até o final do ano, todas as notas estejam com o nome de Lula. Fonte: Blog do Implacável
04/jan/12

Responsáveis por assassinato racista são finalmente condenados 18 anos depois

Dois homens brancos foram declarados culpados nesta quarta-feira pelo assassinato de um adolescente negro há mais de 18 anos. O caso comoveu o Reino Unido Stephen Lawrence, um brilhante estudante de arquitetura, negro e de 18 anos, foi esfaqueado por um grupo de cinco jovens brancos quando esperava por um ônibus junto de seu melhor amigo em uma parada em Eltham, sudeste de Londres, na noite de 22 de abril 1993. Sua mãe, Doreen Lawrence, que, assim como seu marido Neville, chorou ao escutar o veredicto depois de muitos anos de uma luta incansável por justiça, agradeceu ao júri pela decisão, apesar de dizer que este não era um “motivo de comemoração”. Leia também: Garoto negro é expulso de restaurante por ser confundido com mendigo Estagiária negra é forçada a alisar cabelo para ‘preservar boa aparência’ Justiça condena governo do PSDB a pagar R$ 54 mil por promover racismo “Como posso comemorar se meu filho está morto?” disse aos repórteres na saída do tribunal. “Esses veredictos não vão devolver meu filho”. O caso comoveu o Reino Unido. O inquérito policial, denunciado como tendencioso, fez com que o governo britânico ordenasse uma investigação independente em 1997. Em um relatório publicado dois anos mais tarde, o comitê de investigação denunciou o “racismo institucional” da polícia e recomendou medidas que levaram a mudanças importantes na forma como os crimes potencialmente racistas são investigados no país. Dobson e Norris, julgados desde o dia 14 de novembro, em um processo reaberto em 2007, à luz de novas evidências forenses, foram condenados hoje à 15 e 14 anos de prisão, respectivamente. Dobson já cumpre uma sentença de cinco anos de prisão por tráfico de drogas e Norris foi condenado a 18 meses por outra agressão racista. Leia mais: Documentário: Olhos azuis, a dor do preconceito (recomendado) Promotor da editora Abril humilha garotas negras na Bienal do Livro Oficiais da Scotland Yard já anunciaram que vão continuar com a investigação para encontrar os outros membros da gangue que atacou Lawrence.. Agências
04/jan/12

Colunista do New York Times pede ajuda ao Brasil para conter imbecilidade dos EUA

Por Mark Weisbrot. Tradução: Clara Allain . Mark Weisbrot é economista, co-diretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, de Washington, e destacado colunista do New York Times e do inglês The Guardian. Título original: O Brasil precisa frear os EUA Mark Weisbrot em conferência nos EUA É como se não tivessem aprendido nada com as mentiras e a sede imperial de poder que nos arrastaram para uma guerra assassina com o Iraque que consumiu trilhões de dólares. Na sexta, o conselho editorial do “New York Times” aplaudiu as ameaças militares dos EUA contra o Irã e pediu “pressão econômica máxima” contra o país. E esse é o mais influente jornal “progressista” da América. A imprensa de direita, com um discurso de ódio que alcança milhões de pessoas por dia, é ainda pior. O Irã vem reagindo com ameaças próprias de fechar o estreito de Hormuz -por onde passa um sexto do petróleo do mundo- se os EUA cortarem suas exportações de óleo. Não surpreende, já que o governo americano tenta estrangular economicamente o Irã. O enorme esforço diplomático e de propaganda internacional dos EUA pode não levar imediatamente a uma guerra -como foi o caso com a Guerra do Iraque, o timing de qualquer ataque será sujeito a considerações eleitorais. Leia também: Conheça o PERFEITO raio-x do cidadão norte-americano  Wikileaks divulga gravíssima sabotagem dos EUA contra o Brasil EUA pretendem condenar à morte soldado que revelou ao mundo crimes de guerra O problema é que essas pessoas deitam as bases para uma guerra que ocorrerá quando o presidente decidir que convém. Quando essa hora chegar, é provável que seja tarde demais para impedir a guerra. Foi o que ocorreu no Iraque. A marcha em direção à guerra acelera-se agora devido às eleições de 2012 nos EUA. A primária presidencial republicana é em sua maior parte um circo, com todos os candidatos, menos o libertário Ron Paul, lançando chamados por guerra e criticando Obama por não ser “suficientemente duro”. Como Obama tenta arrebatar votos dos republicanos, sua reação é mostrar-se o mais aguerrido possível sem de fato iniciar uma guerra real. Enquanto isso, o Congresso, com a Câmara controlada por republicanos e o Legislativo inteiro fortemente pelo lobby de Israel, soma mais pressão em favor da guerra. Mas que ninguém se engane, imaginando que essa promoção da guerra em um ano eleitoral reflete a vontade dos eleitores americanos. Os pré-candidatos republicanos estão competindo na primária pelos votos dos eleitores mais de direita, mais extremistas pró-guerra no mundo, e Obama os está seguindo. E o lobby de Israel está seguindo o governo israelense de direita, pró-guerra. Mas dados de pesquisas indicam que, a despeito da lavagem cerebral diária, a imensa maioria dos americanos não deseja uma guerra com o Irã. Como a mídia americana não reconhece a vontade da sociedade civil independente no que tange questões de política externa, a voz do povo americano passa sem ser ouvida. E não ajuda o fato de o governo americano ter usado sua influência na ONU para nomear um chefe submisso da Agência Internacional de Energia Atômica. Isso pode explicar a mudança recente de tom da agência, que adotou discurso mais aceitável pelo lado favorável à guerra. Leia mais: Beth Carvalho desnuda mentiras sobre Cuba e revela: a CIA quer acabar com o samba Saiba quem chorou quando o Brasil deixou de ser quintal dos EUA Por isso tudo, apelamos ao Brasil e a outros governos que não querem essa guerra que nos ajudem a impedi-la. Quando, em maio de 2010, o Brasil e a Turquia propuseram um acordo de troca de combustível nuclear do Irã, isso funcionou como freio temporário da máquina de guerra. Precisamos de mais ajuda diplomática desse tipo..
04/jan/12

Rede Globo: Ibope em queda, lucro em alta e futuro em risco

O que explica o fato de a TV Globo perder audiência e, apesar disso, seguir ampliando o seu faturamento? Apesar de perder audiência, Globo bate recorde de faturamento Em 2007, a emissora teve 20,3 pontos de média nacional no Ibope, e sua receita foi de R$ 6,7 bilhões. Até novembro de 2011, registrou 17,8 pontos, mas o saldo deve fechar em quase R$ 11 bilhões (cada ponto no Painel Nacional de Televisão equivale a 185 mil domicílios). Além disso, a Globo comemora o fato de a TV aberta ter ficado com 63% do investimento publicitário no país, a maior fatia dos últimos anos, apesar das novas mídias. Pesquisa da FGV-SP aponta que uma das razões é o fato de as redes de TV darem bônus para que as agências de publicidade direcionem anúncios para seus canais. LEIA TAMBÉM: 28 dados sobre Cuba ignorados pelo Jornal Nacional e seus papagaios Estudante espancada por PM na USP pediu ajuda a repórter da Globo e foi desprezada Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor da RBS é encontrado morto Publicitários ouvidos pela Folha dizem que a Globo mantém forte influência institucional sobre agências e anunciantes. E seguirá assim, por de “cinco a dez anos”. A Globo fecha 2011 com a audiência em baixa e a receita em alta, mais uma vez. Segundo a própria rede, seu faturamento deve saltar 9% no ano. A estimativa pode ser até acanhada. A receita líquida da Globo Comunicação e Participações, que inclui outras empresas, como a Globosat, crescia em setembro ao ritmo anual de 11%, segundo a agência de classificação Fitch Ratings. A publicidade responde por cerca de 70% da receita. E tem mais, diz a Central Globo de Comunicação: “Estamos comemorando que a TV aberta terá a maior participação no bolo publicitário dos últimos anos, 63%”. Credita os resultados ao “fato de que a TV aberta nunca esteve tão bem”, com o telespectador ampliando “sua permanência em frente à TV” e com aumento no “número de aparelhos por lar”. Daí por que “está cada vez mais forte na preferência dos brasileiros e também do mercado publicitário”. Estaria “cada vez mais relevante para os anunciantes, pelos resultados efetivos que oferece de vendas e de imagem e prestígio”. A Globo reconhece a perda de ibope, mas credita a “outros aparelhos” (videogame, DVD), não à concorrência de Record e SBT, que seguem nos “mesmos 13 pontos”. JABUTICABAS Walter Zagari, vice-presidente da Record, se permite discordar. “Estou nesse negócio há muitos anos e há tempos busco uma explicação, sem encontrar”, diz. “Meu objetivo é ter, no menor prazo possível, uma distribuição justa entre share [fatia] de audiência e de faturamento.” Outro executivo de televisão cita a receita desproporcional como origem de ações que inibem concorrência, como manter elencos de novela sem trabalho, para que não busquem outras emissoras. Diz que a situação é insustentável e uma hora vai cair. Zagari responsabiliza diretamente as agências: “Uma boa parte já acompanha as mudanças que estão acontecendo. São agências que defendem o interesse dos anunciantes. Mas tem gente que prefere se acomodar por motivos estranhos ao negócio. Provocam prejuízos para seus clientes, por motivos que todos nós conhecemos.” Entre os motivos estariam as chamadas “jabuticabas” do mercado publicitário brasileiro, mecanismos só existentes aqui, estabelecidos nos primórdios da televisão, como o bônus por volume (BV), dado pelas redes às agências como incentivo para que as incluam em seus planejamentos de mídia. O pesquisador Guilherme Szyszko Pita, em estudo apresentado na FGV-SP, destaca o BV como inibidor não só da publicidade na internet, foco de seu levantamento, mas em outros meios. “Veículos com maior poder econômico podem pagar BV superior“, diz, daí a “perpetuação que atrapalha o desenvolvimento do mercado”. Pita, que é executivo da Microsoft, cita ainda como inibidor o veto legal ao “media broker”, birô de mídia, existente nos EUA e na Europa. “Aqui, só agência pode comprar mídia. A mesma agência do BV.” Apontando risco moral, “moral hazard”, pergunta: “É para atender ao anunciante ou ao seu próprio lucro?”. Dois donos de agências de publicidade, que pediram para não ser identificados, minimizam o efeito do BV, dizendo que não é o que faz a diferença, pois todas praticam, Record e SBT inclusive. CINCO A DEZ ANOS Mas reconhecem que é a Globo que dita as regras do mercado, como guardiã das agências e atuando institucionalmente junto aos anunciantes. Citam uma terceira “jabuticaba”: no Brasil, diferentemente dos EUA, a publicidade paga pela audiência passada, presumida, não pela audiência entregue, real. Como as outras redes apresentam maior oscilação no Ibope, o risco para as agências seria maior. Em suma, “ainda não dá para ficar sem a hegemonia da Globo”. Ambos, porém, concordam que o quadro atual está em vias de extinção –a exemplo do pesquisador Pita, que prevê em seu estudo que a pressão dos anunciantes, sobretudo dos grupos internacionais que estão entrando no país, “eliminará as barreiras em de cinco a dez anos”. LEIA MAIS: Fundação Roberto Marinho, da Globo, abocanhou R$ 24 milhões destinados à enchentes O dia em que Jô Soares emparedou a Rede Globo Os dois publicitários já veem as mudanças e citam como evidência não a internet, mas a TV paga, que cresce “assustadoramente” sobre a TV aberta e só não tem ainda mensuração de audiência à altura, por parte do Ibope.. Nelson de Sá, Folha de S. Paulo