Redação Pragmatismo
Compartilhar
Xenofobia 22/Feb/2016 às 14:55
3
Comentários

Moradores de cidade alemã comemoram incêndio em centro de refugiados

Moradores de cidade alemã protagonizam um dos 'espetáculos' mais vergonhosos de 2016. Com gritos xenofóbicos e aplausos, pessoas festejaram o avanço das chamas durante a madrugada em um centro que abriga 300 refugiados. Trabalho dos bombeiros foi dificultado e polícia suspeita que incêndio tenha sido provocado

Alemanha incêndio refugiados
Moradores festejam incêndio em centro de refugiados na Alemanha (AFP)

Um grande grupo de moradores de Bautzen, uma pequena cidade saxã na fronteira com a Polônia e a República Tcheca, protagonizou, na madrugada de domingo, um vergonhoso espetáculo que desanimou o país, envergonhou as autoridades da Saxônia e que voltou a mostrar que um setor da Alemanha esconde um ressentimento visceral e perigoso contra chegada de refugiados ao país.

Episódio lamentável foi notícia em diversos veículos de comunicação da imprensa internacional, como o The Guardian, The New York Times e The Independent

Às três da madrugada (horário local), começou um incêndio em um velho hotel habilitado para acolher cerca de 300 refugiados, mas os bombeiros tiveram dificuldades para apagar as chamas por causa de um grupo de pessoas que comemorava o ocorrido com gritos xenofóbicos e aplausos.

Segundo a polícia, diante do edifício reuniram-se grupos de moradores, inclusive crianças e bêbados, que festejavam “sem dúvida” o incêndio, cuja origem é desconhecida, mas a polícia suspeita que tenha sido provocado. “O trabalho dos bombeiros foi dificultado enormemente pelos curiosos, e alguns dos manifestantes comentavam com desdém e visível alegria o que estava acontecendo”, disse um porta-voz da polícia. O local estava vazio e não houve feridos.

Se for confirmado que o incêndio, que destruiu completamente o edifício, foi provocado intencionalmente, ele integrará uma longa lista de agressões contra refugiados na Alemanha. De acordo com fontes da Polícia Federal Criminal, ao longo de 2015, mais de 500 albergues foram atacados em todo o país, e 126 edifícios foram parcialmente destruídos.

O incêndio da madrugada de domingo em Bautzen e o que os seus moradores fizeram também deixaram escancarado que o Estado federado da Saxônia está se convertendo em um lugar perigoso para os refugiados. Na última quinta-feira, em Clausnitz (também na Saxônia), um grupo de aproximadamente 100 pessoas reuniu-se diante de um albergue para impedir a chegada de 24 refugiados, que viajavam em um ônibus. Quando o veículo chegou ao edifício, encontrou a rua bloqueada por vários carros cruzados sobre a rua, enquanto os manifestantes repreendiam os refugiados com gritos de “nós somos o povo”.

O bloqueio durou mais de uma hora e terminou apenas quando a polícia chegou ao local. Mas a atuação das forças da ordem, ao invés de aplacar o medo dos refugiados, provocou um escândalo que colocou em dúvida a atuação e a neutralidade da polícia. Nos vídeos gravados pelos cidadãos e publicados nas redes sociais, pode-se ver como um musculoso agente da polícia agarra brutalmente uma criança de 14 anos e a empurra para fora do ônibus, debaixo de aplausos e gritos dos manifestantes. Outro vídeo mostra como um segundo agente obriga uma mulher a descer do ônibus.

As imagens que mostram a ação violenta da polícia obrigaram as autoridades a convocarem uma coletiva de imprensa, na qual o chefe da polícia de Chemnitz, Uwe Reissman, acusou os refugiados de terem provocado os manifestantes. O oficial não deu detalhes sobre como esse incidente, que poderia ter terminado em tragédia, havia começado.

informações de EL País

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Guilhermo Postado em 22/Feb/2016 às 17:16

    Oh mein Gott. Ich bin shocked com esse reaçôn von die deuschland! Ya!

  2. Marcio Postado em 23/Feb/2016 às 11:02

    Aidento!

  3. maria Postado em 22/May/2016 às 22:02

    historicamente um povo que ja matou milhares de judeus,nao era de se esperar muita coisa...

O e-mail não será publicado.