Redação Pragmatismo
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Direitos Humanos 03/Mar/2015 às 19:31
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As mentiras espalhadas na web sobre o auxílio-reclusão

Não acredite em tudo que você lê nas redes sociais sobre auxílio-reclusão. Permeadas de mentiras e desinformação, campanhas pelo fim do benefício ganham intensidade na internet e distorcem sua real proposta

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Mentiras espalhadas nas redes sociais sobre o auxílio-reclusão (Imagem: Pragmatismo Político)

Ivan Longo, Revista Fórum

Está em curso nas redes sociais, principalmente por meio de correntes no Whatsapp, uma campanha pelo fim do auxílio-reclusão, um benefício previsto em lei desde 1991. De forma odiosa e repleta de desinformação, a campanha convoca a população a reivindicar a suspensão deste direito sob a alegação de que o Estado estaria beneficiando o “criminoso” em detrimento da “vítima”. Entre outras falácias, chega-se a afirmar que o valor é pago diretamente ao criminoso ou ainda que o benefício multiplica-se de acordo com o número de filhos do preso ou da presa.

Essas inverdades, além de já serem facilmente abraçadas pelo senso comum devido aos preceitos morais entre “bem” e “mal” que carregam, representam um risco ainda maior de disseminação quando acatadas por parlamentares, que, de forma ideológica, se apropriam da sensibilidade do tema para impor uma agenda política que vai contra direitos.

A deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), por exemplo, apresentou uma Projeto de Emenda Constitucional – que aguarda votação na Câmara dos Deputados – em agosto de 2013 propondo o fim do auxílio sob a justificativa de que “é mais justo amparar a família da vítima do que a família do criminoso”, omitindo tudo o que, de fato, gira em torno do benefício.

A discussão e as campanhas de ódio contra o auxílio-reclusão voltam à tona agora principalmente por conta da enquete lançada recentemente no site da Câmara dos Deputados que pede o voto da população pelo fim do auxílio com base na proposta da deputada. Omitindo, de fato, como funciona o benefício e apenas utilizando o argumento moral do “bandido” e “vítima”, a enquete já conta com mais de 1 milhão e meio de votos, sendo 95,5% deles favoráveis ao fim do direito.

Não, não sai do seu bolso

Um dos primeiros pontos sobre o auxílio que deve ser salientado é que não se trata de uma assistência, e sim de um benefício previdenciário, mais ou menos nos mesmos moldes de uma pensão por morte. Ou seja, os impostos pagos pelos demais cidadãos não são utilizados, em nenhuma hipótese, para pagar benefícios a internos ou internas do sistema prisional.

O valor que a família recebe está condicionado à contribuição do preso ou da presa ao INSS, sendo que a família do beneficiário tem que ser de baixa renda, com teto de auxílio de R$ 1.089. Como o cálculo é feito com base na média de todos os salários do preso ou da presa, o valor do benefício, na maior parte dos casos, não passa de um salário mínimo.

Leia também: Mitos e verdades sobre o “bolsa bandido”

O fato do benefício estar associado ao INSS explica por si só a sua razão de existir, como qualquer outro direito ligado à questão previdenciária.

A ideia é ajudar a família a se manter a partir do princípio do infortúnio. Quando você paga a previdência social é por seguridade, você paga para quando não puder prover o sustento, receber. E é isso que acontece, quando a pessoa vai presa e não tem condições de sustentar a família os dependentes passam a receber”, explica o advogado Anderson Lobo da Fonseca, que é pesquisador do programa Justiça Sem Muros do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC).

Menos de 10% de toda a população carcerária é beneficiária

Atualmente o sistema carcerário brasileiro é composto por, aproximadamente, 581 mil pessoas. Destas, por conta das restrições apresentadas e das burocracias para conseguir estar nas condições, apenas 55 mil recebem o auxílio. Ou seja, 8% do total.

É importante destacar que no sistema penal, sendo seletivo como é hoje, muitos presos acabam não tendo condição de segurados. Trata-se de uma minoria que recebe. A maior parte é composta de jovens, pobres, negros e favelados que sequer tiveram um emprego para contribuir com a previdência”, destaca Paulo Malvezzi, advogado e consultor jurídico da Pastoral Carcerária.

O advogado Anderson Lobo, do ITTC, ainda ressalta outro dado que desconstrói a tamanha grita do “eu que tô pagando”.

Se você pegar no orçamento de benefícios do INSS, o que é destinado ao auxílio-reclusão representa menos de 0,1% do total. [Acabar com o auxílio] é uma proposta puramente ideológica”, analisa.

As primeiras vítimas: as mulheres

Um dado que chama a atenção é que, como se já não bastasse o fato de que menos de 10% da população carcerária recebe o auxílio, há um fator considerável da questão de gênero. Dessa minoria presa e que tem direito ao auxílio, ao contrário do que prega o senso comum, é composta por mulheres.

Apesar de representarem apenas 7% da de todo o sistema prisional, 64% dos benefícios do auxílio-reclusão são pagos às famílias de mulheres presas, de acordo com dados do Departamento de Execução Penal (DEPEN) levantados em 2012.

A questão de gênero é ocultada nesse discurso, primeiramente por falar no trabalho e no crime a partir de figuras masculinas: o homem trabalha, o homem vai preso, a mulher fica em casa desamparada. As mulheres são responsabilizadas pelo cuidado doméstico e familiar, tanto na situação de um parente preso como quando elas mesmas estão em situação de prisão. Não se enxerga que a mulher também trabalha, fora e dentro do espaço doméstico, e que o benefício do auxílio-reclusão não tem como sujeito principal o homem preso, mas essa mulher, e seus familiares”, explica o advogado Anderson Lobo em artigo sobre o tema.

De acordo com levantamento feito pelo ITTC, 70% dessas beneficiárias são mulheres solteiras que têm filhos, que acabam ficando na dependência das mães dessas mulheres. O fim do auxílio-reclusão faria com que os filhos, desamparados, deixassem de receber esses valores e ficassem, ainda mais suscetíveis à vulnerabilidade e, consequentemente, ao crime.

Não é só no Brasil

Para quem pensa que benefício pago às famílias de presos ou presas seja como uma jabuticaba, que só dá no Brasil, está enganado. Apesar de não funcionar nos mesmos moldes, diversos países ao redor do mundo mantêm certos tipos de auxílios e bolsas para os dependentes do interno ou da interna do sistema prisional.

Na Inglaterra, por exemplo, a família que é dependente financeira de algum preso ou presa tem direito a uma série de benefícios e subsídios para sobreviver, sendo que, diferentemente do Brasil, lá os custos são subsidiados pelo Estado, e não pelo equivalente à contribuição previdenciária.

Caso o dependente tenha filhos do preso ou da presa, por exemplo, este tem direito ao Child Benefit, em português, abono de família.

O que ganhamos com isso?

Tendo em vista que o auxílio-reclusão não é pago pelo contribuinte, mas sim pelo próprio trabalhador, que o teto do benefício não costuma a passar de um salário mínimo, que o valor não é multiplicado pelo número de filhos, que menos de 10% da população carcerária conta com os valores, que a maioria dos beneficiários é composta por mulheres, que o valor é pago para famílias dependentes de um preso ou uma presa que estão em situação de vulnerabilidade, fica a pergunta: quem ganha e quem perde com um suposto fim do direito constitucional?

Paulo Malvezzi, da Pastoral Carcerária, responde:

Há uma questão política. O fim desse auxílio significa um retrocesso dos direitos previdenciários e trabalhistas, por que a pessoa contribuiu. O fim do benefício não auxilia em nada para que o preso retorne a sociedade de uma forma minimamente viável para se integrar a ela. Se ele tem uma família destruída, sem recursos, como trazê-lo de volta à cidadania? A família é essencial no processo de recuperação. O fim desse auxílio não trás qualquer benefício, tanto para sociedade quando para as pessoas presas. É um pseudo-discurso”.

O auxílio-reclusão, por hora, ainda existe, ainda que acompanhado da alcunha de ódio que circula pelas redes disseminando as mentiras da já conhecida e moralista “Bolsa Bandido”.

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Comentários

  1. Júnior Silva Postado em 03/Mar/2015 às 20:14

    Muito bom o texto. Deixou de acrescentar alguns pontos importantes: Mesmo que o preso (a) trabalhe, na prisão ou no regime semiaberto, ele(a) continua tendo direito ao auxílio-reclusão (pago aos dependentes). Outro ponto é: o auxílio-reclusão independe de carência, ou seja, se o sujeito trabalhar numa segunda-feira e for preso numa sexta-feira da mesma semana, o auxílio-reclusão é garantido, sendo pago pelos contribuintes da previdência já que o preso trabalhou 4 dias e não contribuiu para a Previdência Social. (Fonte lei 8.213/91/ Dec. 3.048/99 escrevi esse comentário com auxilio de um primo advogado previdenciário)

    • Luciano Postado em 11/Jul/2015 às 09:22

      Essa informação, estando coreta já derruba o argumento "Ser contra o cara receber um dinheiro QUE É DELE não é "tomada de posição", é apenas mau caratismo, isso, claro, desde que se saiba que o dinheiro é dele", afinal, o dinheiro NÃO É DELE! A Previdência Social não banca os meus benefícios apenas com o que eu contribuí, mas com o que todos contribuem. O bolo é um só.

  2. luiz Postado em 03/Mar/2015 às 20:31

    Aguardando o comentário do Pereira...

    • poliana Postado em 03/Mar/2015 às 22:12

      do cesar souza, do rodrigo, do naro solbo, do carlos prado, do josé ferreira..eles não perdem a oportunidade não é?! vamos aguardá-los...rsrs

      • Thiago Teixeira Postado em 04/Mar/2015 às 07:45

        cezinha sumiu .... kkkkkkkkkk

  3. João Paulo Postado em 03/Mar/2015 às 20:32

    Esse texto é similiar a um publicado recentemente. Concordo com a maioria das ideias do PP, mas as justificativas para o auxílio-reclusão são difíceis de engolir. Como ressaltei no outro artigo, a maioria da população carcerária é jovem e, por tal motivo, as poucas contribuições que realizaram não equilibra a balança. Logo, o dinheiro sai - sim! - do bolso do trabalhador, aquele que contribui por décadas e não se utiliza dos benefícios previdenciários (quando muito o auxílio-doença episodicamente). Na prática, a lei e o INSS restringem o benefício à família de baixa renda. No entanto, os segurados de qualquer renda conseguem o benefício, caso recorram ao Judiciário. O fundamento é no sentido de que o fato do segurado-criminoso ter uma renda mais alta não deve ser motivo para que a família fique totalmente privada de valores. Com a MP 664/2014, ao menos, passou-se a exigir uma carência de 24 meses. Antes, bastava um mês de trabalho. No mais, os gastos com o presidiário são maiores que o valor do próprio auxílio-reclusão. As famílias dos presidiários podem se socorrer dos programas voltados à assistência social, que são de menor custo e as colocam em pé de igualdade com aquelas de desempregados.

    • Fernanda Bezerra Postado em 04/Mar/2015 às 10:13

      Primeiramente: Apresente sua pesquisa com dados concretos que comprovem que a maioria dos beneficiados são jovens que nao contribuiram tempo suficiente com a previdencia para alegar que supostamente o dinheiro saí do nosso bolso. Segundo: Explique porque uma pessoa que contribuiu com a previdencia nao tem direitos sobre seus beneficios quando necessário. Terceiro: Apresente uma solução para se gastar menos com os presidiários , considerando que o sistema carcerário brasileiro, com exceções, é precário.

      • William Postado em 04/Mar/2015 às 11:27

        Eu tenho algumas ideias, por exemplo: 1)O teto do auxilio reclusão jamais poderia ser maior que o salario minimo. 2)Para receber o beneficio, a pessoa deve ter contribuído no minimo o tamanho da pena(se foi condenado a 5 anos, deve ter contribuído por 5 anos). 3)A família recebera o auxilio por no máximo 2 anos. 4)O preso deve trabalhar enquanto receber o auxilio. 5)Só poderá receber o auxilio se ele for réu primário(se ele for condenado mais de uma vez, perde direito do benefico).

      • João Paulo Postado em 04/Mar/2015 às 11:49

        Primeiramente: eventualmente, essas matérias são veiculadas. Se você for a um presídio constatará que a maioria esmagadora dos presidiários é jovem (com ou sem pesquisa, é bastante perceptível). Ainda sim, segue um link com gráfico: http://www.laparola.com.br/o-brasil-atras-das-grades-e-a-educacao-ou-a-falta-dela "Segundamente": existe uma diferença entre moral, ética, justiça e lei. O fato de o auxílio-reclusão estar contemplado em lei não significa que seja justo ou moral. Todas as regalias parlamentares também estão previstas em instrumentos normativos, mas muitas são imorais. O rombo da Previdência é uma conjugação de desvios bilionários para o bolso de corruptos, desvios bilionários de recursos para outras finalidades e a criação oportunista de benefícios, que geram custos bilionários, cujas fontes de custeio foram mal planejadas e são insuficientes. Além disso, há um grande inadimplemento das contribuições previdenciárias e fiscalização e cobrança frágeis do INSS. "Terceiramente": o custo com o auxílio-reclusão é ínfimo, o artigo está corretíssimo. No entanto, há questões que não se limitam simplesmente ao valor econômico. O auxílio-reclusão não quebrará a Previdência e a pena de morte não resolveria a violência. Entretanto, simbolicamente, eles soam ofensivos à sociedade e passam a mensagem de impunidade. Da mesma forma que o juizeco que circulou com o carro apreendido do Eike Batista não trouxe qualquer lesão ao erário ou mesmo ao próprio Eike. Simbolicamente, moralmente, a conduta desperta revolta e a sociedade exige punição (nós sabemos que ele só será advertido). O pilar de toda e qualquer sociedade é o trabalho. O presidiário quer manter sua família? Que labore voluntariamente ou de forma forçada (necessária nova Constituição) e sua família seja beneficiada com os rendimentos. No mais, é uma forma de ressocializá-lo. O ócio ao meio de más companhias é o que deforma irreversivelmente o caráter. O socialismo odiava e punia ferozmente criminosos. O "novo socialismo" adora, muito influenciado pelo regramento de direitos humanos. Devemos procurar um meio termo.

  4. Jonas Schlesinger Postado em 03/Mar/2015 às 22:15

    Que nojo, que asco disso. Só em pensar que a Suzanne Richtofen possivelmente recebe esse salário por ter matado os pais. Que horror só de imaginar os assassinos, latrocidas, ladrões, estupradores ou sequestradores ganhando esse recurso. Mesmo que sejam poucos, meu deus. NOJO!!! O bandido tem que está trabalhando dentro da cadeia e não recebendo de graça. "Ah mas é a família do bandido que recebe", mas e a família da vítima? O Estado acolhe? Sinceramente, foi o texto do PP que mais me chamou atenção. Eu sei que não é auxílio bandido ou bolsa bandido, etc, mas a família da vítima, a vítima, o inocente sofre muito ao ver uma matéria assim.

    • Cawe Coy Postado em 04/Mar/2015 às 01:52

      Jonas, a família da vítima é amparada da mesma forma que a família do preso, todos tem direitos. Precisamos pensar que, por exemplo, o filho do preso também é uma vítima da irresponsabilidade do pai ou mãe, e precisa ser amparada. A família da vítima deve compreender isso tanto quanto qualquer outra pessoa. Você pode se perguntar "por quê não fazem matérias sobre o auxílio à vítimas?" Pois a motivação dessa matéria é simplesmente a incompreensão da população sobre um auxílio, fato que não ocorre no caso do auxílio à vítima.

    • Marcos Vinícius Postado em 04/Mar/2015 às 08:46

      Já ouviu falar de pensão por morte? Pois é, as famílias das vítimas recebem também. Pelo visto você nem ao menos leu o texto e fica aí vomitando senso comum.

      • Silva Postado em 04/Mar/2015 às 10:09

        A questão é a seguinte Marcos Vinícius: Se um vagabundo mata uma pessoa que estava casada por um ano e onze meses, seus dependentes terão direito a receber a pensão por morte? Se o contribuinte estiver pagando INSS a mais de 10 anos e for casado a menos de dois, seus dependentes não terão direito a pensão por morte, agora para o dependente do segurado preso, basta ele estar pagando o INSS antes da prisão e a sua última renda não ultrapassar R$ 971,78. Um dia o preso sai da cadeia, agora a vítima morta não irá ressurgir dos mortos para ajudar sua família novamente.

      • Silva Postado em 04/Mar/2015 às 10:12

        A questão é a seguinte Marcos Vinícius: Se uma pessoa que estava casada por um ano e onze meses for assassinada, seus dependentes terão direito a receber a pensão por morte? Se o contribuinte estiver pagando INSS a mais de 10 anos e for casado a menos de dois, seus dependentes não terão direito a pensão por morte, agora para o dependente do segurado preso, basta ele estar pagando o INSS antes da prisão e a sua última renda não ultrapassar R$ 971,78. Um dia o preso sai da cadeia, agora a vítima morta não irá ressurgir dos mortos para ajudar sua família novamente.

    • Caio Postado em 04/Mar/2015 às 10:04

      "Inocente" só se for no sentido de "ignorante." Seu comentário é incoerente com os fatos apresentados. Suzane Von Richtofen, segundo o apresentado, não receberia auxílio, tanto por ser a detenta e por não ter contruibuido para o INSS. Quando você mesmo levanta a questão que é a família que recebe, o que desmente tudo o que você escreveu até então, segue com o non sequitur sobre a família da vítima. Acha que tem que ter bolsa para a vítima? Pois bem, faça esse argumento. Pode valer. Acha errado o auxílio à família do detento? Argumente contra, mas demonstrando um mínimo de coerência com os fatos, por favor.

    • José Carlos Postado em 04/Mar/2015 às 10:31

      Vocês que são contra deveriam se preocupar com o auxílio que os empresários dão aos políticos nas eleições, ou seja, fazer campanha , com o dinheiro da empresa e depois mandar no Congresso.Há um abaixo assinado sobre isso, o juiz Gilmar Mendes engavetou, vamos préciona-lo para soltar isso. Ajuda aos políticos têm que ser via pessoa física e não juridica!!

    • José Roberto Postado em 04/Mar/2015 às 10:32

      Cara você é burro ou mal intencionado? Lê o texto de novo, mas lê devagar quem sabe você entende.

    • Kelvin Postado em 04/Mar/2015 às 10:40

      Foi de escolha deles não pensar na familia e escolher o crime não interessa de onde vem o dinheiro. Desde que ele fosse entregue as verdadeiras vitimas. Muito facil resolver roubar depois de ter trabalhado vai ter como a familia de manter mesmo. Não importa se é homem ou mulher a escolha foram deles. Mesmo não sendo do modo como as é compartilhado nas redes socias. Ainda sim siu contra!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 04/Mar/2015 às 14:20

        Não entendo essa mania das pessoas acharem que devem se posicionar a respeito de tudo. Não tem essa de "sou contra". É contra nada. Não é nem contra e nem a favor. É um beneficio previdenciário, é uma realidade estabelecida. Trata-se de dinheiro dele, então é dele e ele pode recebe-lo e pronto. Assim como ninguém pode ser contra ou a favor de você receber o seu próprio dinheiro. Porque nem tudo é concordável ou discordável. Ser contra o cara receber um dinheiro QUE É DELE não é "tomada de posição", é apenas mau caratismo, isso, claro, desde que se saiba que o dinheiro é dele, desde que se saiba como funcionam as coisas no auxilio em questão. Em se tratando de algum reacinha analfabeto que acredita em corrente de Whats e Face e que "é contra tudo que está aí" (uns 90% dos que "discordam" do auxilio), aí a coisa já muda de figura. Não é mais mau caratismo, é meramente ignorância.

  5. Fábio Postado em 03/Mar/2015 às 22:58

    Concordo com o texto integralmente. Sou de esquerda, mas acho que um dos principais problemas da esquerda no mundo é não combater o crime de maneira séria e ficar achando que crime é só uma questão social. É, de fato. mas não é só isso. Um país que não pune de verdade seus criminosos, seja de que nível for (e aqui incluo até mesmo as pequenas infrações de transito), nunca vai progredir. O cidadão tem que saber que ele tem que ser honesto e cumprir as Leis para ser amparado pelo Estado, quando precisar. Como eu disse, concordo com o texto. Mas o Brasil tem outras coisas igualmente importantes a cuidar. Antes de dar direitos, tem que exigir os deveres de maneira igual. Descumpriu a Lei, cometeu crimes, tem que pagar. A família pode até não ter culpa, mas nem sempre a coisa é tão simples. E aqui não posso culpar quem é contra esse tipo de benefício, ainda que seja um discurso meramente simbólico ou político. O Brasil é um país paternalista. Isso tem que acabar. Direitos, só pra quem cumpre rigorosamente seus deveres. Aqui incluindo a maioria dos benefícios sem qualquer contribuição, exceto, obviamente, a assistência social aos realmente necessitados. mas não é o que vemos diuturnamente. Uma horda de advogados conseguindo benefícios (sem a pessoa nunca ter contribuído) pra qualquer um se aposentar.

    • Luciano Postado em 11/Jul/2015 às 09:13

      Perfeito!

  6. Junior Postado em 03/Mar/2015 às 23:16

    Engraçado foi ver nas eleições 2014, a Luciana Genro falando que se fosse eleita iria desarmar a PM e que sua meta era combater a criminalidade com a conversa.Vejo esquerdista e o povinho dos direitos humanos criticando tanto a cadeia,mas quando um bandido de te assalta,mata seu parente,estupra sua amiga,você na hora quer vê-lo na cadeia ou até mesmo morto.Cadeia tem de existir mesmo.

  7. Jackie Chan Postado em 04/Mar/2015 às 01:36

    Tem tanta bolsa rolando por aí,fico pensando, trabalhar ninguém quer só quer mamar nas tetas do Governo.Engraçado ver gente acreditando nesses boatos de internet.Bolsa bandido,kkkkk,nego inventa qualquer besteira para queimar a imagem de Dilma.

    • Diego Postado em 04/Mar/2015 às 09:55

      Percebe-se que você sequer leu o texto. Ou se leu, o analfabetismo funcional impera. Lamento que a maioria seja igual a você. Realmente lamento.

  8. Randy Postado em 04/Mar/2015 às 01:52

    Engraçado... eu sempre contribui ao INSS... mas quando o meu contrato de trabalho acabou eu não tive DIREITO A NADA(seguro-desemprego) E FIQUEI PASSANDO FOME!!! Acho que eu deveria ter matado alguém... pelo menos teria com o que me sustentar sem ter que ficar na miséria passando fome...

    • Jose Postado em 04/Mar/2015 às 09:21

      Se contribuiu e não pode usufruir ou você foi muito mal orientado ou foi vitima de fraude. Nunca ouvi dizer que um seguro desemprego foi negado assim, sem mais-nem-menos...

    • José Carlos Postado em 04/Mar/2015 às 10:47

      Você procurou orientação, ou é daqueles que detestam advogados e Sindicatos. Hoje quem trabalha com direito a insalubridade ou periculosidade, com tempo para se aposentar o INSS lhe nega esse direito, quando busca orientação com os acima citados a aposentadoria sai, sou da área química e estamos conseguindo reverter as decisões do INSS.

  9. José Ferreira Postado em 04/Mar/2015 às 09:10

    O benefício não precisaria acabar, mas ele poderia ser para a família da vítima (ou da própria vítima), quando a vítima está morta ou não pode mais trabalhar.

    • Felipe Peters Berchielli Postado em 04/Mar/2015 às 11:44

      Isso ja existe...se a vitima for segurada do INSS a familia recebe pensão.

    • Ricardo Postado em 04/Mar/2015 às 12:29

      Já vai, seu burro: pensão por morte. Basta o "cidadão de bem" ter contribuído em vida.

  10. Fabiano Postado em 04/Mar/2015 às 09:48

    Dane-se quem recebe, se é o preso ou a família. O lance é que eu pago meus imposto, um vagabundo vem e me assalta. Vai preso e a família do coitadinho recebe um grana por ele ter me assaltado? #trouxaeu

    • Will Postado em 04/Mar/2015 às 10:28

      Se você tiver lido e interpretado vai entender uma coisa bem simples... inss não tem dinheiro advindo de imposto coleguinha, e o auxílio que as familias recebem é como um seguro desemprego, em muitos casos é o que afasta a familia do preso do crime. A realidade é mais complexa do que isso.

    • Hannah Postado em 04/Mar/2015 às 11:02

      Você leu o texto meu filho? Se eu paguei meu impostos, contribuí com o inss e por algum acaso da vida fui presa, quero meus direitos. Do mesmo modo que quando fiquei desempregada recebi auxílio. E no texto esta falando que 64% dos beneficiados são mulheres, essa maioria com filhos. Se você corta o benefício é ai que cresce mais um marginal pra te assaltar.

    • Hannah Postado em 04/Mar/2015 às 11:04

      O engraçado é que vejo pelos comentários que muitas pessoas não se deram nem o trabalho de terminar de ler o texto. Não apresentaram nenhum dado que comprove suas argumentações e preferem bater a cabeça "sobre o livro" do que abri-lo para ler.

      • Ricardo Postado em 04/Mar/2015 às 12:33

        A questão é que o pessoal que fica bradando pela "combate à bandidagem", pela "defesa do cidadão de bem", no fundo, acho que não quer que ela acabe: isso dá ensejo para destilar todo o seu prazer sádico contra a vida alheia. É como Beccaria já dizia: o rei quer formar o criminoso para ter o prazer de executá-lo.

      • josé Postado em 05/Mar/2015 às 16:41

        E assim são a maioria dos que criticam o governo atual!! Analfabetos funcionais. Palavra essa que provavelmente o fabiano não vai entender o que significa nem se for pesquisar em um dicionário! Isso é muito triste!

  11. Claudia Mumic Postado em 04/Mar/2015 às 09:57

    Como já foi dito, não se trata de assistência social e sim um benefício previdenciario. Quem contribui para a previdência e é acometidp por algo, que nesse caso é a reclusão, merece sim receber benefício. A vítima, que contribuiu devidamente, também irá gerar um benefício aos seus dependentes, que será a pensão por morte ou caso fique com alguma sequela terá direito a aposentadoria por invalidez ou aux doença

  12. Sandro Postado em 04/Mar/2015 às 09:59

    Excelente texto, inclusive compartilhei para ajudar a acabar com tanta mentira e distorção. Mas, na parte final, aconteceram alguns escorregões no português. Coloco a forma correta em maiúsculas: "O fim desse auxílio não TRAZ qualquer benefício." "O auxílio-reclusão, por ORA, ainda existe, ainda que acompanhado da CARGA de ódio que circula pelas redes" ("alcunha" significa apelido)

  13. Natália Postado em 04/Mar/2015 às 11:20

    Muitos comentaristas daqui acabam esquecendo que o princípio que fundamenta toda a Seguridade Social é o da solidariedade. Deixem seus preconceitos de lado, busquem a ampliação de direitos e não a sua supressão.

  14. Marcos Vinícius Postado em 04/Mar/2015 às 11:49

    Silva, eu entendi perfeitamente sua posição. Quem bom que você não levou para o lado da emoção e do senso comum, como alguns vomitaram aqui. Mas eu faço o seguinte questionamento sobre o seu raciocínio. Existem essas diferenças, pode até ser que sim, mas há diferenças nesses casos. Será que o auxílio-reclusão não seria até uma maneira de segurar o preso na cadeia? Penso que sim, pois a partir do momento em que ele foge da cadeia a família dele PERDE o auxílio. E digo mais: a punição dele não pode ser estendida a família dele, pois NÃO FORAM ELES QUE COMETERAM O CRIME.

    • Felipe Peters Berchielli Postado em 04/Mar/2015 às 14:03

      Óbvio que ha ajustes de lado a lado mas atacar o auxilio é bobagem. Aliás esse é o menor dos nossos problemas.