Ângelo Menezes
Colaborador(a)
Compartilhar
Política 03/Nov/2014 às 20:45
21
Comentários

O que podemos aprender com “Chicken Little”: uma resposta lúdica (ou lúcida) ao atual panorama brasileiro

intervencao militar ditadura democracia direita

Ângelo Menezes*

Em 1943, em meio a Segunda Guerra Mundial, o Walt Disney lançou uma série de curtas. Um deles, em especial, chamava-se Chicken Little, baseado na fábula “O Céu Está Caindo” (ou, no original, “The Sky if Falling”).

A história é bem simples. Ela ocorre no terreno de uma fazenda (um galinheiro), sendo os seus personagens: a) o Doutor Galo, inspetor-chefe dos galinheiros e diretor da produção de ovos; b) as donas galinhas, que passam o dia batendo papo, tricotando, jogando cartas e fofocando; c) O Conselheiro Peru e a turma grã-fina, que passam o dia inteiro a discutir sobre como reformar o mundo; d) a “turma do abafa” que vive se esbaldando nas escolas de música; e) os gansos e patos, que vivem nos botequins; f) finalmente, o herói, o pintinho ingênuo, campeão de ioiô, um pouco cabeça mole, mas um rapaz direito, “um menino de família”.

No começo da história o galinheiro é mostrado como um local próspero, onde seus cidadão não tem maiores receios, já que vivem atrás de uma alta cerca de madeira, que impede a entrada de predadores.

Um dia, a raposa “esperta e malandra” aparece, interessada em devorar os habitantes do galinheiro. Por qual motivo ela não entraria no galinheiro? Pela alta cerca? Pelos cadeados? Pela espingarda do fazendeiro? Para que enfrentar todos esses obstáculos e devorar apenas uma galinha?

“Não haveria um outro método, menos perigoso (ou com menores externalidades negativas para ela), para devorar todas essas galinhas?”, indaga-se a Raposa. “A psicologia!”, responde para si, sacando um livro.

Assim ela faz uso de uma estratégia dividida em quatro partes: a) “Para influenciar as massas dirija-se, primeiro, ao menos inteligente.”; b) “Se tiveres que contar uma mentira, não conte uma pequena, conte uma grande”; c) “Destrua a confiança do povo em seus chefes”; d) “Pelo uso da bajulação, uma pessoa insignificante acaba-se convencendo-se das suas qualidades de chefe”.

Mas como a “Raposa Esperta e Malandra” coloca esse plano em prática? Bom, primeiro ela vê em Chicken Little, o herói, o pintinho ingênuo, o personagem que precisava para colocar em prática as letras “a” e “b” do seu plano. Com fumaça, um regador e um pedaço de madeira onde estava pintada uma estrela, ela faz o Chicken Little acreditar que o céu estava caindo (lembre, uma mentira pequena não é suficiente).

Chicken Little alardeia para todo o galinheiro o que achava que estava acontecendo (“o céu estava caindo!”, gritava) e todos entram em pânico, até que Doutor Galo, com sua sensatez habitual, mostra para todos que aquela estrela, na verdade, nada mais era do que um pedaço de madeira.

O galinheiro volta a sua rotina normal, mas cercado de dúvidas: afinal, o céu estava caindo ou não?

A Raposa, esperta e malandra como sempre foi, percebe então, que a única coisa que a separa de todo o galinheiro é a sensatez do Doutor Galo. Resolve, então, colocar em prática, a letra “c” do seu plano.

Leia aqui todos os textos de Ângelo Menezes

Primeiro, inicia plantando o “medo” e “previsões apocalípticas” com as donas galinhas (aquelas mesmas que adoravam fofocar). Enquanto elas jogavam cartas e conversavam sobre suas convicções de que o Doutor Galo estaria certo sobre aquela estrela ser só um pedaço de madeira, a Raposa, do outro lado da cerca, sussurra: “Escuta meninas, mas e se ele estiver errado? Errar é humano, não é? E se ele estiver enganado, todos nós morremos, não é?”.

Para o Conselheiro Peru e a turma Grã-Fina, a Raposa sussurra: “Na minha opinião, o Doutor Galo tem tendências totalitárias definidas, está querendo se impor, nós podemos decidir se o céu está caindo ou não.”

Para os Patos e Gansos, sussurra: “Ei pessoal, ouvir dizer que o Doutor Galo deu pra beber agora, anda meio maluco.”

Todos os boatos passam a correr pelo galinheiro, até que a máxima de “O Doutor Galo já perdeu todo o prestígio” fica bem fixada na mente de boa parcela do galinheiro. Isto posto, bastava apenas convencer o herói, o pintinho ingênuo, Chicken Little, das suas qualidades de chefe (letra “d”).

Através da cerca a Raposa sussurra para Chicken Little: “Vamos! Não perca tempo, eles te obedecerão, você nasceu para ser chefe, vamos!”. Com o ego inflado Chicken Little vai até a praça e grita para todos: “Atenção, eu sou o novo Chefe, vou salvar vocês, vocês tem que me obedecer.”.

O Doutor Galo tenta, mais uma vez, impedir um pânico generalizado e afirma que o céu não está caindo, enquanto Chicken Little retruca dizendo que está caindo sim. A população do galinheiro fica no meio de tudo, sem mais dar tanta credibilidade as afirmações do Doutor Galo.

O Doutor Galo pede, então, para que Chicken Little provasse que o céu estava caindo (“Se o céu está caindo, por que ele não cai na minha cabeça?”). A Raposa Malandra, com toda sua sagacidade, do outro lado da cerca, pega outra estrela de madeira e a atira na cabeça do Doutor Galo, que cai inconsciente.

O pânico se generaliza, todos correm para Chicken Little perguntando o que fazer. Inocente como sempre foi, ele escuta a voz que estava além da cerca, ordenando, assim, uma fuga em massa para a gruta – onde lá esperava, enfim, a Raposa.

Desde as manifestações de Junho do ano passado, uma coisa silenciosa, dentro de mim, incomodava bastante. Na minha mente, os gritos de “sem partido”, as cenas de criminalização (ou melhor, de apartheid) dos movimentos sociais e coletivos ao longo das manifestações, quando foram obrigados a exercer seu direito de manifestação (por pautas sólidas, frise-se) em outro lugar – impedidos de ocuparem o mesmo espaço daquela população “sem partido” que se manifestava “Contra a corrupção” (até hoje me pergunto quem, em sã consciência, seria a favor) dentro da sua cordinha e zona de conforto –, continuaram ecoando até hoje.

O tempo passou e com o acirramento do processo eleitoral, o que vivi, especialmente nos últimos meses (e, especialmente, no dia de hoje), me fez recordar bastante o que li nos meus livros de história:

1) “Exaltação a bandeira nacional e suas cores” – e longe de mim não gostar do Brasil e não ter orgulho de ser brasileiro, assim como o tenho de ser Nordestino, Potiguar, Papa Jerimum e falar “painho”/”mainha”.

2) “Exaltação do hino nacional (geralmente cantado a plenos pulmões e em looping ad eternum).”

3) “Exaltação do dever de defender a pátria, de combate aos que ‘estão do outro lado’ ou que são ‘criminosos por compactuar com o governo Y’, ou, ainda, na visão de alguns formadores de opinião pública, são ‘coniventes, indiferentes, cúmplices ou alienados’[1].”

4) “Exaltação ao dever de combater o mal do comunismo/socialismo/marxismo/bolivarianismo (insira o seu termo predileto).”

5) “Inconformação com o resultado de um pleito democrático – devendo frisar que existe sim, um partido dizendo que ‘sabe perder’, ‘que vai cobrar’, mas que no backstage lança notas conclamando o ‘povo’ para combater o seu representante democraticamente eleito (ou dá entender a isso, na medida em que protocola um sem número de pedidos de auditoria das eleições junto ao TSE) [2].”

6) “Inconformação consubstanciada em pedidos (milhares) públicos (que até ontem estavam restritos as redes sociais e, hoje, tomaram a Av. Paulista) para que haja uma intervenção militar como meio de ‘salvar o país’.”

Meu objetivo, com esse texto não é defender o “Doutor Galo” (se é que aqui ele existe), sequer pintar o Brasil como um “galinheiro próspero e feliz”. Em todos os meus textos e crônicas sempre deixei destacadas minhas (não poucas) ressalvas ao atual governo.

Sequer atribuo o papel de “Raposa Malandra e Esperta” a um político (ou partido) “X” ou “Z”.

Apenas gostaria de lembrar aos que aplaudem as “marchas pela família brasileira” (nos mesmos moldes daquelas ocorridas em Março de 1964, reunindo mais de 500mil pessoas em São Paulo – um Estado “não-bovino” [3]), que o ufanismo desvairado, ora enaltecido, foi o responsável pelo período mais triste da história brasileira.

Se vocês esqueceram? Não posso responder. Apenas reafirmo que os livros de história, os documentários e os depoimentos que escutei ao longo da minha vida, impediram que todos aqueles acontecimentos jamais passassem despercebidos diante dos meus olhos.

Continuarei com meus reclames por uma Reforma Política popular, transparente e consulta; por uma política econômica que seja, de fato, mais eficiente e contemple todos os setores da sociedade – sem deixar de lado, especialmente, a justiça social, tão importante para uma sociedade tão desigual como a nossa; por mais discriminações inversas e uma efetiva tutela dos grupos vulneráveis; por um país que pode (e será) melhor.

Farei tudo isso, ocuparei as ruas, mas sempre sem dar ouvidos aos impropérios propalados, do Oiapoque a Chuí, pelas “raposas espertas e malandras”.

Para A Gruta, jamais!

*Ângelo Menezes é Mestrando em Direito Constitucional pela UFRN, Professor Colaborador da disciplina de Direitos Humanos Fundamentais do curso de Direito da UFRN e colaborador em Pragmatismo Político

[1] http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/nao-aceito-equivalencia-moral-dos-dois-lados-ou-da-para-ter-amigo-petista-ou-ainda-quem-e-o-raivoso-aqui/

[2] http://painel.blogfolha.uol.com.br/2014/11/01/tucanos-criticam-pedido-para-auditar-urnas-e-falam-em-burrada/?cmpid=%22facefolha%22

[3] http://www.infoescola.com/historia/marcha-da-familia-com-deus-pela-liberdade/

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook.

Recomendados para você

Comentários

  1. Zé Mané Postado em 03/Nov/2014 às 21:00

    Exato. Minha visão também sempre foi essa.

  2. Sabrina Postado em 03/Nov/2014 às 22:01

    Texto maravilhoso. O que está em jogo nessas "manifestações" pro ditaduta não é partido x ou y, Dilma ou Aecio mas a democracia. Eu, na minha pouca idade, nascida em meados dos anos 90, não presenciei este momento obscuro na história brasileira, contudo, através de filmes, documentários, livros, depoimentos pessoais, não consigo compreender esta "necessidade" de "alguns" (guiados por deus sabe quem, mas que acham que estão agindo individualmente) do retorno daqueles tempos cruéis. Em todo o mundo as pessoas clamam por democracia, e aqui querem uma intervenção militar (vulgo golpe), retroceder. Aliás, eles só podem fazer esta manifestação pedindo uma intervenção militar porque estão numa democracia, queria ver eles terem coragem pra fazer o contrário. Como muitos o fizeram e padeceram.

    • Celio Bernstein Postado em 04/Nov/2014 às 02:07

      Não há como saber por quem eles são guiados, mas o que se percebe é que esta "raposa" não é um paspalho histérico qualquer, mas sim alguém com más intenções. O que pode se esperar desta pessoa é que ela tenha como objetivos - de no mínimo - mamar durante o suposto futuro governo militar ou de tirar algum proveito deste tipo de governo. Pode ter outros objetivos que desconheço, mas com certeza não será tão inocente quanto jantar uma galinha. Enfim, o resto é apenas massa de manobra convertida, ou sejam jovens que não conhecem o passado negro do Brasil (por nunca terem lido um livro de História com devido interesse), sejam pessoas com problemas de esquecimento ou indivíduos que nasceram e/ou vivem em seus condomínios fechados (dos quais foram transformados em seus mundinhos) e não conhecem o mundo real e como ele funciona. Para esta massa, basta que alguém lance no ar uma ameaça "comunista/socialista/marxista/alienígena/reptiliana" para que estes fiquem histéricos e com ouvidos atentos a dar atenção ao "primeiro salvador" que aparecer. Está igualzinho a histórinha contada nesta matéria? Não sei, mas qualquer semelhança é mera coincidência.

  3. Robson Lopes Postado em 03/Nov/2014 às 22:29

    A raposa é a mídia?

    • poliana Postado em 03/Nov/2014 às 22:43

      pode ser a oposição tb! a nossa mídia (O PIG), hj, representa uma grande oposição ao governo tb né...logo...

  4. Ângelo Menezes
    Ângelo Menezes Postado em 03/Nov/2014 às 23:47

    Saudações, Rodrigo! Não é muito do meu feitio responder por aqui, mas diante da pertinência da sua colocação, externarei o meu ponto de vista. As mentiras foram plantadas dos dois lados. Nunca eximi (sequer nesse texto), minhas críticas ao atual governo. Inclusive no segundo texto aqui postado, trato bem da questão "Liberdade de Imprensa" e seus influxos nas campanhas combativas. Não sou partidário, sequer fecho meus olhos para os erros do Partido dos Trabalhadores, da mesma forma como não sou conivente com atitudes reprováveis de quaisquer outros partidos. De igual forma, já deixei claro que meu texto anterior a esse seria o último sobre "Eleições 2014". Estou tratando, hoje, do novo panorama que está se instaurando em alguns segmentos da nossa sociedade. As eleições passaram, mas as táticas utilizadas nela, não - e friso, não eram justificáveis na eleição, quiçá após ela. A bem da verdade, o terrorismo continua a ser plantado, em maior escala e com possíveis consequências bem mais nefastas do que a eleição de candidato "Y" ou "X".

  5. Maylin Postado em 04/Nov/2014 às 00:11

    Muito bem escrito o texto. Traz a minha memória, a Revolução dos Bichos.

  6. Pedro Postado em 04/Nov/2014 às 03:31

    Bom, esse desenho contém uma clara referência ao Comunismo. Ele foi feito durante a época da II Guerra Mundial e o mundo todo sabe que Walt Disney era totalmente 'reaça' e contra os regimes totalitários de esquerda que nasceram na Alemanha (Nacional Socialismo - Nazismo) e o Comunismo de Stalin e Lênin. O Desenho mostra claramente que a sociedade (galinheiro) é conservadora e mantém os valores tradicionais. A raposa procura desestabilizar essa sociedade conservadora através de um pensamento revolucionário, contestando as crenças conservadoras e seus representantes (Doutor Galo). O Autor do texto subverteu a interpretação desse desenho animado para criar um texto extremamente falacioso.

    • Ângelo Menezes Postado em 04/Nov/2014 às 03:44

      A história do Walt Disney (bem como seu papel na II Guerra Mundial) é pública e notória, qualquer olhada de um minuto no Wikipédia deixa claro qual o "lado" que eles escolheram naquela época. Meu objetivo não era fazer uma interpretação histórica ou resenha crítica do curta "Chicken Little" (sequer do conto original - "The Sky is Falling" - que tem uma "lição moral" muito distinta também do que se objetivava aqui). O background/pano de fundo/crítica da crônica reside nos reclames de cunho fascista (sem qualquer hipérbole) propagados em mídias sociais e que ganharam as ruas de São Paulo no último final de semana - mas que estão sendo construídos e disseminados no Brasil, em determinados setores, a muito tempo (desde as manifestações de 2013). Achei que isso tinha ficado claro no final do texto, mas, de toda sorte, eis uma explicação mais objetiva. No mais, sinta-se livre para discordar, expor sua opinião e até achar que estou tentando "subverter" algo (não gosto muito dessa expressão, é muito 1964), ficarei feliz em escutar o que você tem a dizer e a manter um bom diálogo! Saudações!

      • Pablo Martinez Postado em 04/Nov/2014 às 15:15

        Concordo, é clara a referencia ao comunismo. Acredito que a tentativa do autor (que Não ficou muito clara) foi ressignificar o video em relação a nossa situação. Bem como vimos nas recentes eleições, Aécio acusava seus opositores de usar justamente as táticas que ele usava. Ou seja, assim como Disney, hoje eles se apropriaram das armas que costumavam acusar a esquerda. Desinformação pura! Espalham boatos até que se transformem em verdades! E se valem do pior boca-a-boca que existe. As redes sociais, em que o detentor da informação é o seu amigo, seu irmão, primo, pai, mãe, cônjuge... Pessoas que você confia e não contesta provas. Mas deveria!

  7. Thiago Teixeira Postado em 04/Nov/2014 às 06:50

    É impressionante a inversão de ativismo que ocorreu nesse país nos últimos 12 anos. Antes era o favelado, estudante pobre, sem terra, desempregado, classe trabalhadora que ia as ruas protestar e reivindicar os seus direitos. Hoje são os ricos, médicos, elite, massa cheirosa que está na rua, mas exigindo o que? Ainda não entendi ...

    • Celio Bernstein Postado em 04/Nov/2014 às 12:10

      Quando a esquerda (pobres, estudantes, sem terra, sem teto, desempregados e trabalhadores) ia para às ruas, tinha em mente sobre o que protestar, pois seus protestos tinham nomes e causas bem definidas. Até então a elite não precisava ir às ruas porque estavam em sua zona de conforto, seus filhos podiam entrar em universidades públicas sem concorrência de pobres (que já estavam bastante ocupados trabalhando para eles a troco de mixarias), tinham o monopólio sobre a especulação imobiliária, não tinham a concorrência de médicos estrangeiros e era mais barato manter empregados devido ao arrocho salarial. Hoje o cenário mudou um pouco e os menos favorecidos tiveram acesso a algumas coisas além do básico, mesmo de forma bastante tímida. Hoje a esquerda se acomodou um bocado, tem ido cada vez menos às ruas, preferindo brigarem entre si devido a "incompatibilidade de egos" e deixando seus ideais e as necessidades da população de lado. A direita elitista já descontente com tudo isso viu na esquerda dividida uma oportunidade de convencer a população de que o conservadorismo está aí para melhorar o país e que está a favor da população (risos) para que assim tenham mais cabeças para ir às ruas (já que a elite é minoria em quantidade de pessoas). Mas como pode ver, a direita não tem experiência com protestos e o que se vê são exigências descabidas e protestos sem direção (como tem sido desde aquele de 2013 até o mais recente).

  8. Suzana Fontanez Postado em 04/Nov/2014 às 09:49

    Durante a campanha eleitoral, vi tanto o PT quanto o PSDB espalhando o medo.

  9. Nogueira Menezes Postado em 04/Nov/2014 às 10:04

    Eu já passei por isso tudo, sofri com minha Família a Esperteza e Malandragem dos Governos Militares, Algozes do Pobre Povo que se envolveu ingenuamente, atraído por essa mesma Borquesia falsa, incrédula, manipuladora junto com esse Elite nefasta, perigosa e que na hora H, abandona o barco e deixa o Povo se ferrar sozinho. Portanto Meus caros tenham muito cuidado com as Raposas Espertas e Malandras, pois hoje com certeza absoluta não irei para a armadilha da GRUTA.

  10. AQUINO Postado em 04/Nov/2014 às 10:43

    MINHA GENTE , SÓ EXISTE UM BRASIL, E SABEMOS QUE SOMOS UMA MISTURA DE RAÇAS , PRA QUE TANTA HIPOCRESIA, VAMOS SEGUIR CONSTRUINDO A HISTÓRIA DO NOSSO PAÍS COM ORGULHOP DE SER BRASILEIRO. ESTIVE HÁ POUCO TEMPO EM BUENOS AIRES , E DIGO: O ARGENTINO É UM POVO NACIONALISTA E AMAM O SEU PAÍS, USAM SUAS BANDEIRAS COM TANTO ORGULHO , QUE PENSEI : PORUQUE NÓS BRASILEIROS NÃO FAZEMOS O MESMO? SERÁ QUE AINDA TEMOS AINDA HOJE O COMPELXO DE VIRA-LATA EM NOSSA FORMAÇÃO IMPOSTA PELOS ANOS DE DEPENDENCIA DAS ANTIGAS POTÊNCIAS MUNDIAIS QUE HOJE ESTÃO TODAS QUEBRADAS ECONOMICAMENTE? REFLITAM.

    • Ana Nilza Luz da Silva Postado em 04/Nov/2014 às 19:36

      Concordo com você Aquino, O Brasil foi explorado por outros paises desde a descoberta, quando vieram fomos dependentes de Portugal, que levou grande parte de ouro brasileiro; os chamados Bandeirantes, que chamavam de Desbravadores do Brasil, levaram muitas riquezas de pedras preciosas. Depois foi a exploração dos fazendeiros do café e grandes empresários, com a exploração da mão de obra escrava, a maior vergonha que ocorreu. Isso era a elite, que quis continuar a exploração da mão de obra dos brancos, até que Getúlio instituiu na década de 40, A CLT dando direito de 8 horas de trabalho, descanso semanal, férias etc. Isso desagradou a elite e isso grande parte de nossos jovens desconhecem, porque não se preocupam em estudar, por isso nosso país que amo muito, tem que investir na educação, mas também exigir mais, na cultura da juventude, que simplesmente quer passar no vestibular, sem nenhum conhecimento de nossa história.

  11. Maria Neves Postado em 04/Nov/2014 às 14:50

    É necessário que conheçamos a nossa historia para que não se permita que o pior dela volte a se repetir. Tenho mais de 60 de conheço o que é viver em uma ditadura, portanto acho uma estupidez que uma parcela da população brasileira esteja reivindicando "DITADURA" enquanto nações que vivem sob ditadura lutam para viver em liberdade democratica. Estamos servindo de chacota para imprensa internacional. Lamentável!

  12. Pablo Martinez Postado em 04/Nov/2014 às 15:02

    A VERDADEIRA INTENÇÃO DE DISNEY: Esse video não passa da doutrina norte-americana anti-socialista. Desinformação pura! Segundo a visão de Walt Disney a raposa é o comunismo, chicken little representa o povo e Sr. Galo represente a elite. Não ficou claro? Isso é propaganda política pura por causa do avanço do comunismo na época. O único intuito era afastar as crianças da idéia de um mundo com mais participação popular. Pregando que as elites e somente elas tem a competência de administrar um país. Demonizando o socialismo, como se por trás dele houvesse uma entidade maligna (A raposa). Pintando o povo como um ser desprovido de inteligência, beleza e capacidade de liderança. Bem como ter uma boa aparência indica o quão competente é o candidato. Sacou?

  13. Natália MS Postado em 04/Nov/2014 às 16:28

    Ninguém é totalmente inocente por aquilo que não faz e nem culpado por aquilo que faz.É claro que PT não é inocente, ele dançou conforme a música..A questão é:o lado da oposição ´r praticamente blindado pelos meios de comunicação e além do mais faziam e fazem propaganda eleitoral sem disfarce...Essa política do medo foi adotada sim pelo PT, eu mesma ganhei votos com isso....

  14. Rocken Postado em 04/Nov/2014 às 20:15

    é empírico que aqueles candidatos que se elegem dizendo que vão acabar com o a corrupção e "defender a família" são os mais canalhas, os governos deles são sempre um desastre, e o Aécio foi muito mais sujo que os seus antecessores na tentativa de ser presidente pelo PSDB, jogou muito sujo com o moralismo, parecia um candidato da UDN, ele disse: "o Brasil precisa se livrar do PT", esse cara é um imundo igual ao seu avo

  15. José Ubaldino Motta do Am Postado em 04/Nov/2014 às 20:16

    Por pior que seja o PT, não é entreguista. Nunca vendeu a preço de banana nossas empresas ao nosso maior inimigo: os USA. Só isso basta para redimi-lo.