Redação Pragmatismo
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Eduardo Campos 22/Aug/2014 às 11:35
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Uma hipótese para a queda do avião de Eduardo Campos

Estol: uma possibilidade para a queda do avião que matou o presidenciável Eduardo Campos e mais seis pessoas

estol avião eduardo campos
Estol pode ter provocado queda do avião que matou Eduardo Campos e mais seis pessoas (Imagem: Pragmatismo Político)

A imagem que flagrou o momento da queda do avião onde estava o candidato à Presidência da República pelo PSB Eduardo Campos, no último dia 13, em Santos, no litoral de São Paulo, reduz em duas as hipóteses para explicar o acidente, na avaliação do especialista em aviação comandante Décio Correa. Após analisar o vídeo, gravado pela câmera de segurança de um prédio em construção, o integrante do Fórum Brasileiro para o Desenvolvimento da Aviação Civil e piloto há mais de 40 anos foi categórico. Para ele, a colisão violenta do Cessna 560XL contra o solo, que provocou uma cratera de aproximadamente 3 m de profundidade, foi causada por estol (perda de sustentação da aeronave) ou pela “desorientação do piloto”.

VEJA TAMBÉM: Conheça as outras 6 vítimas do acidente que matou Eduardo Campos

“Ao falar que se precipitou para o solo em razão de um estol, o que pode acontecer? A aeronave, fazendo uma curva, a velocidade de estol aumenta violentamente em função de as asas não estarem niveladas. Dependendo do ângulo de inclinação que está dando nessa curva, você estola a asa de cima, a aeronave vira no dorso e vai para o chão. Isso pode ter acontecido, sim. Neste caso, o que teria levado (à queda) não seria uma desorientação do piloto, uma perda de controle, mas sim, um estol, que girou a aeronave para o dorso e ela foi para o chão”, afirmou.

Pragmatismo Político reproduz abaixo um material didático publicado pelo sítio Asas do Conhecimento com explicações sobre o que é um Estol. Confira a seguir.

Inclinação x Estol

Sergio Koch – TCel Av R/R

Já falamos algumas vezes que a falta de conhecimento da teoria aerodinâmica pode nos colocar em situações extremamente perigosas em voo e, dependendo da situação que coloquemos a aeronave, o que deveria ser apenas uma manobra simples pode se tornar um grande desespero para o comandante.

Curvas grandes ou acentuadas. Taí um bom exemplo para ser explorado para fazer valer a afirmação do parágrafo anterior. São manobras que exploram o arrojo do piloto e que dão uma boa mão para domar sua aeronave. Pode não parecer, mas este tipo de exercício fornece excelentes indícios para um bom observador sobre qual o nível de habilidade de um piloto.

Sem querer desprezar as curvas pequenas, o que realmente conta para identificar o “pé-e-mão” de um piloto são as curvas que têm inclinação lateral superiores a 45 graus. Um bom treinamento destes tipos de curva poderá livrá-lo de enrascadas, principalmente nas situações de emergência, quando no afã de se salvar do acidente, o piloto tentará utilizar todos os recursos disponíveis e cada experiência adicional incorporada à rotina de voo aumentará suas chances de sobreviver.

O que me fez realmente escrever esta matéria foram os vários acidentes decorrentes da tentativa de retorno à pista numa emergência após a decolagem. Com certeza estes pilotos desconheciam a relação existente entre a inclinação e o correspondente aumento da velocidade de estol.

Fato: Fazer uma “curva de grande” pode resultar em um estol!!!

Isso está claro, não? Mas de que maneira o aumento da inclinação pode influenciar minha sustentação de voo?

Tudo começa com a tendência da aeronave a permanecer no seu movimento original (Lei de Newton). Quando um avião entra em curva, toda a sua massa se contrapõe de tal forma a manter sua direção original. É por isso que durante grandes curvas você se sente forçado para baixo no assento.

Essa é a chamada força G que tem relação com a força gravitacional com que seu corpo é puxado para Terra.

Mais abaixo será apresentado um gráfico que representa o aumento na força G para uma determinada inclinação da aeronave.

estol avião

Vamos supor que você pretenda fazer uma curva de 60 graus de inclinação. Você precisará gerar uma força de 2G para manter seu voo sustentado e nivelado, ou seja, você sentira seu peso dobrado durante esta manobra.

Assim, de acordo com o conceito acima, podemos concluir que dependendo do grau de inclinação da asa, deverá ser comandado uma pressão maior no manche no sentido de cabrar a fim de compensar a falta de sustentação ocasionada pela decomposição do vetor de sustentação.

Observe na figura abaixo como funciona na prática a redução da decomposição do vetor de sustentação quando a aeronave entra em curva. Observe que quanto mais a aeronave inclina, menor a resultante da decomposição da sustentação (colchete em vermelho).

estol avião acidente

Para manter um voo nivelado, a força de sustentação deve ser igual ao peso. Assim quanto maior a inclinação, maior deverá ser a força de cabrar para gerar uma sustentação maior para se equilibrar em força ao peso da aeronave (que nunca se altera). Repare que este procedimento implica num aumento do ângulo de ataque e aí teremos outro problema…

Estolar a aeronave!!!

Repare! Se você fizer uma curva muito acentuada, o avião poderá atingir seu ângulo de ataque crítico antes de produzir força de sustentação suficiente para o vôo. Se isto acontecer certamente sua aeronave entrará em estol. Se estiver voando em grandes altitudes basta ceder um pouco o manche para sair desta situação, ou ainda aplicar maior potência nos motores para ficar acima da velocidade de estol. Mas se estiver muito próximo do chão e sem potência disponível, suas chances serão remotas e você estará muito próximo de uma enrascada.

Mas existe outro fator que muita gente desconhece que é o aumento da velocidade de estol quando em curva.

Isso mesmo!!! Aumento de velocidade de estol quando estiver em curva!!! Aquela frase decorada “A velocidade de estol da minha aeronave é de xxKT”, não se aplica quando a aeronave é colocada em grandes inclinações.

Repare no gráfico abaixo e tire suas conclusões!!!

estol queda avião

No exemplo acima podemos observar que para uma inclinação de 60 graus a nossa velocidade de estol aumenta em 40%. Imagine então que sua velocidade de estol em situação normal seja de 70KT. Numa eventual manobra de inclinação de 60 graus elevará sua velocidade de estol para 98KT.

A título de reforço deste conceito acima, veja o que prevê o AFM (Airplane Flight Manual) da aeronave Phenom 100.

estol avião queda

Pois é justamente este conceito que muita gente, por puro desconhecimento, acaba negligenciando e comanda inadvertidamente sua aeronave para uma situação crítica com sérias consequências, mas o pior de tudo, sem entender como isto foi acontecer…

Imagine então que você acaba de decolar com seu Sêneca e sofre uma parada de motor…

Apesar de termos estudado desde nosso PP que no caso de pane após a decolagem devemos procurar algum local numa referência de 45 graus para os dois lados, há quem tente, por instinto desesperado, retornar para a pista de onde acabou de decolar.

O piloto olha para o velocímetro e nota que está com velocidade acima da velocidade de estol e decide entrar em curva para tentar seu retorno sem se dar conta das três lições que aprendemos hoje.

1 – Com a inclinação eu devo aumentar meu ângulo de ataque e minha carga G para ter uma sustentação adequada;

2 – Com o aumento da carga G e sem potência adicional disponível, a velocidade da aeronave diminui; e

3 – Minha velocidade de estol vai aumentar significativamente com o aumento da inclinação.

Assim, basta que a velocidade de estol aumente e a velocidade no ar diminua o suficiente para que as duas se encontrarem e então você entrará num estol e será difícil recuperar o descontrole gerado.

Via de regra, a tentativa de retorno à pista se mostra a mais inadequada para este tipo de emergência. E observe que estamos falando apenas sobre o aspecto da inclinação da aeronave, pois se combinarmos fatores como peso da aeronave, temperatura, densidade e pressão, a gravidade da situação pode ser aumentada exageradamente.

Como você já deve ter percebido, esta matéria tem por objetivo alertar os pilotos de aeronaves onde a potência disponível é reduzida para compensar os efeitos de se voar em curva, principalmente em se tratando de aeronaves convencionais, pois na maioria dos casos, o aumento na velocidade ajuda a evitar um estol. É claro que se o avião não tiver um motor potente, talvez não consiga produzir o empuxo necessário para manter a velocidade alta, a fim de evitar um estol durante uma curva acentuada.

Assim lembre-se, caso não haja potência suficiente, você não poderá sair por aí fazendo curvas acentuadas à baixa altura.

Vamos explicar de outra forma…

Suponha que você tenha entrado com sua aeronave convencional em uma inclinação lateral de 45 graus e adicionado potência total para manter a velocidade no ar. Pronto!!! Você estará em curva nivelada, coordenada e sustentada.

Daí você resolve fazer uma curva realmente acentuada e inclina para 60 graus. Nesse ângulo de inclinação lateral, sua velocidade de estol aumenta de 50 para 70 nós (lembre-se do aumento de 40%). A pergunta é: “Você tem potência suficiente para manter a velocidade no ar acima de 70 nós em uma curva com inclinação lateral de 60 graus?”. A única forma de descobrir é tentar e experimentar isso a uma altitude segura. Quando você faz essa experiência, descobre que a velocidade no ar diminui, mesmo com potência total. Por quê? Porque aviões pequenos não têm potência extra para superar o enorme aumento no arrasto associado ao aumento necessário no ângulo de ataque.

Este conceito pouco difundido é que coloca seus comandantes em sérias enrascadas.

Voltemos finalmente à emergência após a decolagem. Ao manobrar para tentar um retorno à pista, uma grande inclinação é comandada para se alinhar à pista. Logo após identificar a emergência o piloto aplica a potência máxima na aeronave, portanto não tem mais nada disponível.

Então depois de iniciar a inclinação para o retorno à pista ele percebe que sua velocidade aerodinâmica começa a baixar, devido à grande inclinação lateral. Durante uma curva acentuada, a velocidade de estol aumenta por causa do aumento da força G e a velocidade no ar diminui por causa do aumento do arrasto. Quando a velocidade no ar e a velocidade de estol se encontram, o avião entra em estol e dependendo da altitude as consequências podem ser fatais.

Como última recomendação, pratique em grandes altitudes exercícios que reproduzam estes momentos críticos, de tal forma que te capacitem a tomar decisões sempre mais adequadas, a fim de preservar o bem de maior valor para você…

Sua vida!!!

Sergio Koch

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Comentários

  1. Obvio Postado em 22/Aug/2014 às 12:20

    Foi assassinato, sem mais. Não podemos desconsiderar o fato de a caixa preta "não ter gravado nada". Isso não existe.

    • Mario Barbosa Villas Boas Postado em 26/Aug/2014 às 07:46

      A CAIXA PRETA Um avião caiu, matando todos os seus ocupantes. O fato seria de extrema gravidade se se limitasse a isso. Mas foi ainda mais grave. Um dos passageiros mortos era um ex-governador e candidato à presidência em campanha. Isso seguramente recomendaria um cuidado todo especial na investigação. O passageiro famoso com certeza recomenda um cuidado maior no trato das circunstâncias que causaram o desastre aéreo. Afinal, um político influente como ele tem inimigos poderosos. Motivos para suspeitar de um ato criminoso para provocar sua morte não faltam. Poucas horas após a confirmação da queda uma equipe designada para investigar as causas do acidente anunciou pela imprensa que a caixa-preta do avião acidentado, regularmente recuperada após a queda da aeronave, continha informações sobre um voo antigo, mas não sobre os últimos momentos do desastroso voo que destruiu a aeronave. A naturalidade com que um fato tão grave foi noticiado e aceito pela população deixou esse articulista absolutamente estarrecido. A caixa-preta é um item de segurança obrigatório em qualquer aeronave comercial. Nenhum avião de passageiros pode decolar antes de verificar o funcionamento deste item de segurança. É proibido. A falta da informação sobre os últimos momentos do voo fatal no aparelho que existe unicamente para este propósito só pode ter como causa uma das listadas a seguir: 1. O equipamento falhou E o fato passou despercebido pela verificação de rotina antes da decolagem, verificação essa feita por dois pilotos experientes; 2. A caixa-preta do avião foi sabotada antes da decolagem de forma a fazê-la parar de gravar logo após a decolagem do avião, burlando, assim, a verificação de rotina dos pilotos; 3. Alguém envolvido na investigação das causas do acidente apagou criminosamente as informações contidas na caixa-preta com o objetivo de impedir que as verdadeiras causas da queda se tornassem de conhecimento público. Não quer este articulista fazer acusações levianas contra quem quer que seja, mas a hipótese de nº 3 é de longe a mais provável. A hipótese de nº 1 exigiria a ocorrência simultânea de dois eventos, cada um deles altamente improvável: Uma falha num dispositivo de segurança de uma aeronave ultramoderna e com a manutenção rigorosamente em dia e a falha profissional por parte não de um, mas de dois pilotos altamente experientes que verificaram o funcionamento do dispositivo e não perceberam a falha. Mesmo com a manutenção vencida, não se esperaria que um avião tão moderno como aquele apresentasse qualquer tipo de mal funcionamento de qualquer sistema interno. Principalmente de um item de segurança, como a caixa-preta. Lembrar também que em aviação tudo tem redundância. Ou seja: não existe apenas um, mas ao menos dois aparelhos para cada função. Todos falharam. E o fato passou despercebido por dois pilotos experientes. Muito, muito improvável. A hipótese de nº 2 pressupõe que houve uma intenção criminosa por parte de alguém. Alguém teria tido acesso não autorizado ao avião e teria feito alguma modificação num sistema de segurança sem que o fato tivesse sido notado pela segurança da empresa que o explorava. Um dispositivo de tempo foi acoplado à quaixa-preta que permitiria que ela funcionasse quando os pilotos a testassem mas a desligaria logo em seguida. Possível, mas muito improvável. Se isso aconteceu, provavelmente partiu de algum funcionário da própria empresa, que teria conhecimento técnico para desmontar o avião e acesso ao mesmo. Alguém de fora da empresa que tivesse o conhecimento e a intenção de praticar este ato criminoso dificilmente conseguiria se aproximar da aeronave sem levantar suspeitas. Um empregado da empresa que praticasse esse ato estaria dando um tiro no próprio pé, pois inviabilizaria seu ganha-pão. Muito, muito improvável. Principalmente porque esse suposto dispositivo de tempo deveria ser encontrado junto com a caixa-preta, se isso tivesse acontecido. Sobra a hipótese de nº 3. Após a recuperação da caixa-preta ela foi entregue a um “perito” que tinha por missão apagar todas as evidências sobre as causas da queda. Imbuído de sua missão, o “perito” apagou as informações valiosas e as substituiu por informações inúteis, já em seu poder. Esta hipótese é muito mais provável que qualquer das outras duas. Mesmo que a hipótese correta não seja a de nº 3, o fato é da maior gravidade. Só não é mais grave do que a falta de empenho em se apurar a responsabilidade por ele. Uma aeronave caiu matando seus ocupantes inclusive um político influente. Horas depois foi descoberto que um equipamento de segurança da aeronave não funcionou como deveria. Onde está a sindicância para apurar a responsabilidade pelo não funcionamento deste dispositivo? Em que momento da história da aviação aconteceu um acidente fatal com um avião, foi constatado o funcionamento incorreto de um item de segurança neste mesmo avião no momento da queda e uma investigação sobre a responsabilidade desse funcionamento incorreto deixou de acontecer? O povo brasileiro está tão acostumado a ser enganado, vilipendiado e desrespeitado que perdeu a capacidade de se indignar. O governo brasileiro deve uma explicação à população. Porque a caixa-preta não funcionou como deveria? Esse avião voou irregularmente com a caixa-preta fora de operação ou essa caixa-preta foi sabotada? Em qualquer caso, quem foi o responsável por um ou outro fato da maior gravidade? Em quantos outros casos essa irregularidade terá ocorrido? O povo brasileiro tem o direito de saber.

      • blabla Postado em 16/Jan/2015 às 18:48

        vc viaja mais que motorista maconheiro da cometa. Além, de ser um boçal. O que faz a droga da morte do Eduardo Campos ser tratada com mais relevancia do que a morte de um, ou uns, desconhecidos em umacidente como esse. Você, claramente demostra um servicionismo idolatra as ditas celebridades. Você, no sentido mias xulo da gramatica, é um belo de um paga-pau ignorante.

  2. mauricio augusto martins Postado em 22/Aug/2014 às 13:24

    Sim é a mais próxima teoria da conclusão de tão fatídico acidente, restando à saber, se existia combustível suficiente para uma arremetida segura, percebi que com a queda muito pouco de fogo por QAV espalhado, portanto um cobertor muito curto para a decisão do piloto, deve-se examinar o trajeto da nave, os pousos e abastecimentos para que se chegue neste pequeno fator, deveria-se também observar a direção dos ventos naquele dia, nesta época do ano, na baixada existe a ocorrência dos ventos a Noroeste, extremamente rápidos no nível do chão, e mais forte conforme a altura, e também por cúmulo do azar o Piloto pode ter sofrido em plano ou em angulo de curva uma "Tesoura de Vento" e esta é fatal em qualquer circunstâncias, realmente sempre é muito triste um acidente nestas proporções, não importando quem esteja a bordo, pois Seres Humanos são perdidos, e quem mais sofre são os familiares, sentimos muito...maumau

  3. Mauro Postado em 22/Aug/2014 às 13:26

    Eu acho que esse acidente merece muita investigação, existem muitos fatos suspeitos. Principalmente depois de ler essa matéria : http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/08/marina-silva-george-soros-e-mais-um.html Deveriam interrogar as pessoas sobre o por que da Marina ter desistido de viajar com o Edurardonaquele dia, fazer um levantamento de quantas vezes a Marina viajou para o mesmo evento, de jatinho com ele. Se foi uma conspiração mesmo, talvez ela nem saiba, e tenha sido manipulada para não viajar naquele dia. Se DRONES podem ser manobrados à distância, por que não aviões?O Flap não pode ser recolhido á distância? Por que o gravador de voz não funcionou? A CIA sempre conseguiu encobrir sua participação em outros acidentes de avião na América Latina que eliminaram opositores do imperialismo norte-americano naquela parte do mundo. Dia 31/7/1981, o presidente Omar Torrijos, do Panamá, morreu quando o avião da Força Aérea panamenha no qual viajava caiu perto de Penonomé, Panamá. Sabe-se que, depois que George H. W. Bush invadiu o Panamá em 1989, os documentos da investigação sobre o acidente, que estavam em posse do governo do general Manuel Noriega foram confiscados por militares norte-americanos e desapareceram. Dois meses antes da morte de Torrijos, o presidente Jaime Roldós do Equador, líder populista que se opunha aos EUA, havia também morrido num acidente de avião: seu avião Super King Air (SKA), operado como principal aeronave de transporte oficial pela Força Aérea do Equador, caiu na Montanha Huairapungo na província de Loja. No avião, também viajavam a Primeira-Dama do Equador, e o Ministro da Defesa e esposa. Todos morreram na queda do avião. O avião não tinha Gravador de Dados do Voo, equipamento também chamado de “caixa preta”. O gravador de voz da cabine a bordo do fatídico Cessna 560XL foi fabricado por L-3 Communications, Inc.de New York City. Essa empresa L-3 é uma das principais fornecedoras de equipamento de inteligência e espionagem para a Agência de Segurança Nacional dos EUA, a mesma empresa que fornece grande parte das capacidades de escuta de seu cabo submarino, mediante contrato entre a ASN (Agência de Segurança Nacional – NSA em inglês) e a Global Crossing, subsidiária da L-3.

  4. Eva Postado em 22/Aug/2014 às 14:32

    Não foi obra da providência divina?

    • Mauro Postado em 22/Aug/2014 às 14:43

      Sim, do Deus "mercado"

      • Tchekowski Postado em 22/Aug/2014 às 16:30

        O estranho disso tudo é que ainda não culparam a Dilma, embora o acidente tenha ocorrido no dia 13, o nome Eduardo Campos tem 13 letras, ele tinha 49 anos (4 + 9 = 13) e a Globo noticiou às 13h.

  5. Jorge Postado em 24/Aug/2014 às 07:47

    Dilma estava coma eleição ganha e ainda no primeiro turno, Eduardo campos não seria um problema pra ela. Mesmo num eventual segundo turno com Aecio, Eduardo certamente poderia apoia-la. No caso da Marina substituir o Eduardo tudo se complica pra Dilma, O segundo turno é certo e com a Marina que tera total apoio de Aecio. Marina desistiu de voar e ficou muito feliz com tudo, deu pra ver no velorio sua alegria.

  6. Mario Barbosa Villas Boas Postado em 25/Aug/2014 às 08:04

    A CAIXA PRETA Um avião caiu, matando todos os seus ocupantes. O fato seria de extrema gravidade se se limitasse a isso. Mas foi ainda mais grave. Um dos passageiros mortos era um ex-governador e candidato à presidência em campanha. Isso seguramente recomendaria um cuidado todo especial na investigação. O passageiro famoso com certeza recomenda um cuidado maior no trato das circunstâncias que causaram o desastre aéreo. Afinal, um político influente como ele tem inimigos poderosos. Motivos para suspeitar de um ato criminoso para provocar sua morte não faltam. Poucas horas após a confirmação da queda uma equipe designada para investigar as causas do acidente anunciou pela imprensa que a caixa-preta do avião acidentado, regularmente recuperada após a queda da aeronave, continha informações sobre um voo antigo, mas não sobre os últimos momentos do desastroso voo que destruiu a aeronave. A naturalidade com que um fato tão grave foi noticiado e aceito pela população deixou esse articulista absolutamente estarrecido. A caixa-preta é um item de segurança obrigatório em qualquer aeronave comercial. Nenhum avião de passageiros pode decolar antes de verificar o funcionamento deste item de segurança. É proibido. A falta da informação sobre os últimos momentos do voo fatal no aparelho que existe unicamente para este propósito só pode ter como causa uma das listadas a seguir: 1. O equipamento falhou E o fato passou despercebido pela verificação de rotina antes da decolagem, verificação essa feita por dois pilotos experientes; 2. A caixa-preta do avião foi sabotada antes da decolagem de forma a fazê-la parar de gravar logo após a decolagem do avião, burlando, assim, a verificação de rotina dos pilotos; 3. Alguém envolvido na investigação das causas do acidente apagou criminosamente as informações contidas na caixa-preta com o objetivo de impedir que as verdadeiras causas da queda se tornassem de conhecimento público. Não quer este articulista fazer acusações levianas contra quem quer que seja, mas a hipótese de nº 3 é de longe a mais provável. A hipótese de nº 1 exigiria a ocorrência simultânea de dois eventos, cada um deles altamente improvável: Uma falha num dispositivo de segurança de uma aeronave ultramoderna e com a manutenção rigorosamente em dia e a falha profissional por parte não de um, mas de dois pilotos altamente experientes que verificaram o funcionamento do dispositivo e não perceberam a falha. Mesmo com a manutenção vencida, não se esperaria que um avião tão moderno como aquele apresentasse qualquer tipo de mal funcionamento de qualquer sistema interno. Principalmente de um item de segurança, como a caixa-preta. Lembrar também que em aviação tudo tem redundância. Ou seja: não existe apenas um, mas ao menos dois aparelhos para cada função. Todos falharam. E o fato passou despercebido por dois pilotos experientes. Muito, muito improvável. A hipótese de nº 2 pressupõe que houve uma intenção criminosa por parte de alguém. Alguém teria tido acesso não autorizado ao avião e teria feito alguma modificação num sistema de segurança sem que o fato tivesse sido notado pela segurança da empresa que o explorava. Um dispositivo de tempo foi acoplado à quaixa-preta que permitiria que ela funcionasse quando os pilotos a testassem mas a desligaria logo em seguida. Possível, mas muito improvável. Se isso aconteceu, provavelmente partiu de algum funcionário da própria empresa, que teria conhecimento técnico para desmontar o avião e acesso ao mesmo. Alguém de fora da empresa que tivesse o conhecimento e a intenção de praticar este ato criminoso dificilmente conseguiria se aproximar da aeronave sem levantar suspeitas. Um empregado da empresa que praticasse esse ato estaria dando um tiro no próprio pé, pois inviabilizaria seu ganha-pão. Muito, muito improvável. Principalmente porque esse suposto dispositivo de tempo deveria ser encontrado junto com a caixa-preta, se isso tivesse acontecido. Sobra a hipótese de nº 3. Após a recuperação da caixa-preta ela foi entregue a um “perito” que tinha por missão apagar todas as evidências sobre as causas da queda. Imbuído de sua missão, o “perito” apagou as informações valiosas e as substituiu por informações inúteis, já em seu poder. Esta hipótese é muito mais provável que qualquer das outras duas. Mesmo que a hipótese correta não seja a de nº 3, o fato é da maior gravidade. Só não é mais grave do que a falta de empenho em se apurar a responsabilidade por ele. Uma aeronave caiu matando seus ocupantes inclusive um político influente. Horas depois foi descoberto que um equipamento de segurança da aeronave não funcionou como deveria. Onde está a sindicância para apurar a responsabilidade pelo não funcionamento deste dispositivo? Em que momento da história da aviação aconteceu um acidente fatal com um avião, foi constatado o funcionamento incorreto de um item de segurança neste mesmo avião no momento da queda e uma investigação sobre a responsabilidade desse funcionamento incorreto deixou de acontecer? O povo brasileiro está tão acostumado a ser enganado, vilipendiado e desrespeitado que perdeu a capacidade de se indignar. O governo brasileiro deve uma explicação à população. Porque a caixa-preta não funcionou como deveria? Esse avião voou irregularmente com a caixa-preta fora de operação ou as informações dessa caixa-preta foram adulteradas? Em qualquer caso, quem foi o responsável por um ou outro fato da maior gravidade? Em quantos outros casos essa irregularidade terá ocorrido? O povo brasileiro tem o direito de saber.

  7. Mario Barbosa Villas Boas Postado em 30/Aug/2014 às 14:03

    O estol ("stall") ocorre quando o avião faz uma corva excessivamente acentuada. A força de sustentação é sempre perpendicular ao plano da asa. Se a asa está na horizontal - posição normal do avião - a força de sustentação é para cima. Quando o avião se inclina numa curva, a força de sustentação também se inclina. Mas a força peso permanece na mesma direção. Se o avião se inclinar demais e, consequantemente, a força de sustentação também, a componente vertical da força de sustentação pode não ser suficiente para contrabalançar a força peso. Se isso acontecer, o avião cai. Mas cai de lado! O avião de Eduardo Campos caiu de nariz. Não pode ter sido por estol.