Redação Pragmatismo
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Direita 31/May/2014 às 15:00
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“Só no Brasil”. A apatia mental e a lógica reducionista que deseduca

charge vitor teixeira coxinha
(Charge: Vitor Teixeira)

Quem não quiser tentar entender os problemas, trocar ideias sobre como solucioná-los, contribuir com organizações engajadas, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e superficiais

Por Priscila Silva*

Toda vez que um assunto polêmico surge na mídia, viraliza nas redes sociais e chega às rodas de amigos, reuniões de família e mesas de bar, começam a pipocar, por toda parte, juízos de valor genéricos a respeito “do Brasil” e “do povo brasileiro”.

Essas “análises”, que estão em alta no atual momento pré-Copa, costumam ser, mais especificamente, materializadas na forma de chavões babacas mais antigos que a minha avó: são os famosos “só no Brasil”, “isso é Brasil!”, e, ainda, o clássico e meu preferido “o problema é a cabeça do brasileiro” (que também pode aparecer na carinhosa versão “o povo brasileiro é burro”).

Leia também: Fascismo à brasileira

Que a internet e os círculos sociais estão recheados de ideias idiotas, preconceituosas e desprovidas de qualquer senso lógico ou nexo com a realidade não é novidade. O problema aqui é que as pérolas pertencentes à categoria “Brasil é uma merda porque é uma merda, e eu não tenho nada a ver com isso” não vêm sendo enquadradas como apatia mental, como deveriam, mas como demonstração de revolta consciente e politizada “contra tudo que está aí”. Um quarto dos brasileiros acha que uma mulher de shortinho merece ser estuprada? “Isso é Brasil!”. A Petrobrás fez um mau negócio em Pasadena? “Brasil, né?”. Algumas obras da Copa do Mundo atrasaram? “Só no Brasil mesmo!”.

Não. Não. E não. Na verdade, esse tipo de pensamento vazio, reducionista e arrogante empobrece o debate dos problemas que estão por detrás dos acontecimentos (que acabam sendo levianamente rotulados como “coisa do Brasil”), além de estimular e legitimar uma atitude resignada e egoísta ao melhor (ou pior) estilo Pôncio Pilatos (“lavo minhas mãos, porque a merda já estava feita quando eu cheguei aqui”).

“Só no Brasil”? Não.

Em primeiro lugar, vale uma pesquisa prévia a respeito do assunto sobre o qual se está emitindo opinião: será mesmo que o Brasil é o único país a enfrentar esse problema específico que você conheceu superficialmente através do link que seu amigo compartilhou no Facebook? Pode ter certeza que, em 99% dos casos, a gente carrega o fardo junto com mais algumas dezenas de países (se não com todas as nações do planeta), ainda que ele pese mais ou menos conforme o caso.

E não estamos falando apenas de países considerados “mais atrasados” e “menos civilizados” que o Brasil. Tem corrupção na Europa, os Estados Unidos mal possuem um sistema público de saúde, o racismo segue forte em diversos países “desenvolvidos”, e a Inglaterra é descaradamente sexista. Por isso, antes de iniciar um festival de ignorância, babar ovo de gringo gratuitamente e resumir seu discurso a uma frase despolitizada como essa, lembre-se que o Google está a apenas um clique. Caso contrário, você corre o risco de continuar contribuindo para que 40% dos nascidos no Brasil prefiram ter outra nacionalidade (apesar de o Brasil ser sonho de consumo internacionalmente).

Se “isso é Brasil”, então “isso” é você também.

Dou a qualquer um o direito de achar o Brasil uma merda monumental e sem precedentes, desde que admita ser uma merda de pessoa também. Assim, quando alguém disser “o Brasil é um lixo” ou “o povo brasileiro é burro”, na verdade estará dizendo “eu sou um lixo” e “eu sou burro”. Combinado? Porque, caros amigos niilistas radicais, é estranhamente conveniente excluir-se, deliberadamente, do conjunto de brasileiros, negando a própria cultura e origem, bem na hora em que “a coisa aperta”, não é?

As expressões “isso é Brasil” ou “esse é o povo brasileiro” não são, portanto, apenas generalizantes e reducionistas, mas também um tanto arrogantes. Quem as profere se julga acima dos defeitos da sociedade brasileira, e é incapaz de perceber que suas próprias convicções, ideias e preconceitos são na verdade um reflexo das características e problemas da sociedade brasileira como um todo.

Nem é preciso nem dizer que esse tipo de perspectiva segregatória, em que o locutor se coloca em posição imparcial e de superioridade em relação ao restante da população, gera verdadeiros fenômenos de cegueira coletiva. Um exemplo clássico é a inabilidade de algumas pessoas em enxergar o próprio racismo, o que popularizou expressões como “não sou racista, mas…”, culminando com a negação da existência de racismo no Brasil por determinadas “correntes ideológicas”.

Então, antes que comecemos a negar outros “ismos” por aí (o que, a bem da verdade, já acontece), vamos parar de subir em pedestais imaginários e nos colocar em nossos devidos lugares: na arquibancada junto com o resto do povão e toda a torcida do Flamengo.

Se “isso é Brasil”, repetir esse chavão não vai mudar nada (talvez só pra pior).

Imagine a seguinte situação hipotética: um sujeito dito “politizado” está surfando na rede, checando o feed de notícias do Facebook, dando um rolê pelo Twitter e teclando no WhatsApp, quando, casualmente, se depara com uma notícia revoltante (sabemos que a internet está cheia delas). Indignado com a situação ultrajante da qual acaba de tomar conhecimento, nosso amigo resolve mostrar toda a sua revolta por meio de um comentário impactante no perfil de quem, muito sagazmente, compartilhou aquela notícia chocante com ele. “Fazer o que, né, colega? Isso é o país em que vivemos. Viva o Bra-ziu!”.

Satisfeito com sua contribuição, o internauta bem informado segue para os próximos “hits do dia” nas redes sociais, afinal, “isso é Brasil” — não tem jeito. E ele, pessoa politizada e, portanto, ciente do “beco sem saída” que é o nosso país, nem vai se dar ao trabalho de pensar sobre o assunto (e muito menos fazer algo a respeito), uma vez que essa nação é feita de pessoas naturalmente incompetentes e políticos naturalmente corruptos. Confere? Não confere. Na verdade, cidadão politizado, o problema, neste cenário, não é o Brasil. É você.

Quando um indivíduo, ao deparar-se com determinado problema que considera sério, resume seu pensamento e manifestação à depreciação verbal genérica e gratuita de seu país, só podemos concluir que ele atingiu um nível sobre-humano de apatia mental e social. Além de não agir para mudar a situação que o indignou, contribui para difundir um clima negativo, conformista e preguiçoso por onde passa, contagiando outras pessoas com a ideia deturpada de que é impossível mudar as coisas para melhor (ou que simplesmente não vale a pena), porque “o povo brasileiro é assim mesmo”.

Resumo da ópera: quem não quiser realmente tentar entender o problema, trocar ideias sobre como solucioná-lo, contribuir com organizações e movimentos sociais envolvidos no assunto, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados na causa em questão, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e burros. A esfera pública agradece.

“Isso é Brasil” agora, mas pode mudar. E depende de você também.

Imaginem se, há 30, 40 anos atrás, quando ainda vivíamos uma ditadura, todos pensassem que o “Brasil é assim mesmo”, que “somos um povo submisso que só funciona na ‘base da porrada’”? Imaginem se a população tivesse desistido de exigir a redemocratização, e se resignado, limitando-se a comentar com seus conhecidos, em cafés e restaurantes, que “aquilo era o Brasil”. Foi porque as pessoas não se conformaram com o que o Brasil era ou parecia ser que hoje nós vivemos uma democracia plena, onde todos podem se manifestar da forma que julgam melhor (até de forma superficial e não construtiva, como a que estamos tratando neste texto).

O direito à liberdade de pensamento e expressão é indiscutível, e o que deixo aqui é apenas um humilde conselho: vamos usar essas prerrogativas de verdade. Para debater, e não para cair em chavões limitados e vazios de que o país é uma porcaria generalizada, pior que qualquer outro, que nosso povo é burro e corrupto, que estamos no fundo poço e nunca sairemos dele, e que é impossível mudar a realidade em que vivemos. Isso não quer dizer, de forma alguma, que devemos fugir dos problemas ou nos conformarmos com o que já foi conquistado, pois ainda existem inúmeros desafios a serem superados nesse Brasil continental. Se “isso” é mesmo o Brasil, a mudança só depende de nós.

Saiba mais: Por que roqueiros dos anos 80 se transformaram em conservadores?

*Jornalista, feminista e mais alguns outros “istas”. Fã de gastronomia e de literatura de esquerda. Procurando entender o mundo, um dia de cada vez

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Comentários

  1. Célio Postado em 30/May/2014 às 11:10

    Fazia tento que o site não publicava um texto tão bom! Parabens

  2. Rodolpho Postado em 30/May/2014 às 11:14

    “O senso comum é demasiado comum para ser senso.” _SARAMAGO ♫ O inimigo sou eu, o inimigo é você. O inimigo é você, o inimigo sou eu. Às vezes você tem razão, às vezes não. ♫ _TITÃS, "O Inimigo"

  3. Felipe Aranha Postado em 30/May/2014 às 11:18

    Excelente texto. Resume a realidade, parece que ser "politicamente ativo" é moda, mesmo nem sabendo o que é isso.

  4. jandiara forell Postado em 30/May/2014 às 11:24

    ahaha, conversar com sensacionalistas de plantão em paginas como: "contra a copa" "se não tem direitos não te copa" são a minhas especialidade! vivenciamos tempos onde o senso comum predomina, poucos tem a capacidade de pensar, o por que aquilo esta ali, sem falar na má educação dos que estão nessas paginas... qualquer ideia contraria já com o papo arrogante e insignificante, ou até mesmo ofensas machistas. muito triste, nosso povo ter chegado a esse nível.

    • Marcos Vinicius Postado em 30/May/2014 às 13:09

      Mas o que há de mal ser contra a copa? Não quer dizer, necessariamente, que todas as pessoas de lá são sensacionalistas! Sei que o problema não é a copa em si, mas sim como ela está sendo feita. Depois que você conhecer casos de pessoas que foram tiradas à força de suas moradias por causa desse evento, talvez você entenda o motivo da página "se não tem direitos não te copa"!!

      • Lucas Postado em 30/May/2014 às 19:03

        Ele não está questionando a página em sí, mas sim a postura dos membros.

      • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:15

        MAIS HIPOCRISIA: o brasileiro típico deveria se empenhar é em gostar mais dos próprios filhos em vez de ser fanático por futebol e partido. Eu não gosto de futebol: feio, violento, sujo e elitoreiro. Prefiro esportes aquáticos, caminhadas, ciclismo e dança dentre outros esportes. EU GOSTO DO QUE EU QUERO E MEREÇO GOSTAR. Nisso acho que não existe exceção.

  5. Barbosa Postado em 30/May/2014 às 11:46

    Puxa vida que texto maravilhoso, queria tê-lo escrito! Essa "politização" barata e superficial está tornando as redes sociais um saco. Tem gente que nem sabe o significado da palavra DEMOCRACIA e fica vomitando asneiras na web, porque como bem citou acima o Felipe Aranha é "moda" ser "politicamente ativo"!

  6. Felippe Postado em 30/May/2014 às 12:18

    Fazia tempo que não via um texto desses no site. Meus parabéns!

  7. Conceição Postado em 30/May/2014 às 12:40

    Concordo. O que realmente me frusta é isso, ter a consciência que algo está errado,querer mudar e ouvir sempre: é assim que funciona no nosso país nem adianta querer ou tentar mudar. Então pq reclamam se não querem lutar pra mudar a situação.

  8. will Postado em 30/May/2014 às 12:55

    Digno, muito digno, digníssimo.

  9. ronaldo Postado em 30/May/2014 às 13:01

    É moda ser COXINHA!

    • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:16

      Por isso prefiro quibe.

  10. Marcos Vinicius Postado em 30/May/2014 às 13:05

    Só faltou o pragmatismo político levantar outros tipos de senso comum tão presentes quanto sobre o Brasil, como os que são direcionados à juventude e contra o mundo atual.

  11. Rodrigo Postado em 30/May/2014 às 13:25

    "Brasil ame- o ou o deixe-o" Realmente é isso? Tolos esse discurso quem usava era a ditadura durante os anos de chumbo. Muito obrigado, tenho orgulho do nosso povo, nosso País, mas posso fechar os olhos para o caos na educação, segurança e saúde que está aí. Ou alguém aqui pode me mostrar melhorias nessas áreas? PS: O primeiro que usar a educação com dados do governo jogo na cara os históricos de meus alunos que hoje em dia graças a retirada da reprovação eles chegam no 7 e 8 muitos sem menos saberem ler.

    • Thiago Teixeira Postado em 30/May/2014 às 13:53

      Desconfio que o personagem foi baseado em você.

      • Barbosa Postado em 30/May/2014 às 14:09

        Mandou bem, Thiago Teixeira! Em nenhum momento a autora do artigo citou que não se deveria protestar... Interpretação de texto: 0 (zero)!

    • Peterson Silva Postado em 30/May/2014 às 14:11

      "O primeiro que usar a educação com dados do governo jogo na cara os históricos de meus alunos que hoje em dia graças a retirada da reprovação eles chegam no 7 e 8 muitos sem menos saberem ler." Ou seja, não confio na estatística revisada por quem estuda a situação, só na minha experiência anedótica. Ciência mandou abraço.

    • José Postado em 30/May/2014 às 14:12

      Se você leu o texto até o final sabe que o texto não tem nada de "Ame-o ou deixe-o". O texto fala sobre assumir a sua parcela de responsabilidade nos problemas da sociedade.

      • valter josé Postado em 31/May/2014 às 11:58

        Sim....

    • Marcelo Postado em 31/May/2014 às 01:07

      Rodrigo, de que governo você está falando, do governo federal ou estadual? Você é de São Paulo? Saiba que em São Paulo foi o governo estadual do PSDB que instituiu a aprovação automática, não o governo federal. Aliás, foi iniciativa desse mesmo partido difundir essa ideia devastadora para outros estados. É interessante notar que todas as páginas de revoltosos na web (até mesmo a mídia impressa e televisiva) só sabem culpar o governo federal pelos males da nação, enquanto se esquecem por completo da responsabilidade dos governos estaduais e municipais. Saiba que os governos estaduais são os maiores responsáveis pela educação e segurança, pois além de investirem mais recursos que o governo federal nessas áreas eles ainda tem que direcionar, de forma eficiente, os recursos federais. Já na saúde, tanto os governos estaduais quanto o federal tem a mesma responsabilidade. A prefeitura também participa da saúde e educação, sendo que na educação atua mais no nível fundamental. Enfim, a escola onde você trabalha Rodrigo é estadual? Ela está ruim? Então cobre o governador, principalmente. E a segurança, também está ruim? Cobre o governador. Os hospitais estaduais e municipais estão ruins? Além do governo federal, o que os governadores e prefeitos tem feito para melhorá-los? Aqui em São Paulo mesmo todo mundo deve achar que a segurança, saúde e educação estão uma maravilha, pois elegem o PSDB para o governo estadual a 20 anos. Como eu não acho que aqui em São Paulo nada está bom, não vou votar nesse partido pra governo estadual e nem pra cargo algum.

      • Roberto Postado em 01/Jun/2014 às 11:21

        Só uma observação. O sistema de progressão continuada foi implantado pela prefeita Erudina na época no PT. Não sou PSDB. E se fosse, teria deixado de ser quando copiaram essa aberração chamada de progressão continuada e espalharam pelo estado.

    • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:17

      Brasil: não amo e justamente por isso fico. Não gostou? Processa eu !!!!

  12. rafael Postado em 30/May/2014 às 14:30

    É isso aí!!! Só discordo da Democracia plena, talvez depois da uma reforma política. Sufrágio universal é uma das variantes, direito de expressão é outra, mas não são sinônimos de democracia plena. Se o poder econômico, as religiões ou qualquer outro poder paralelo influencia no resultado de uma eleição, mais que um voto ou, também, se seguirmos a vontade da maioria não teremos democracia plena. Só haverá democracia plena quando houver respeito irrestrito a todos os direitos de todos os indivíduos da união. Neste dia estaremos vivendo um democracia plena.

    • Vicente Augusto Jungmann Postado em 31/May/2014 às 11:42

      Agora quem discorda sou eu. As minorias têm todo direito de tentar ser maioria e inclusive de propagar suas idéias para ver se o conjunto da sociedade as aceita. Isso se faz através da liberdade de expressão que só a democracia garante. O conjunto da sociedade, por sua vez, diz se aceita, ou não, as idéias postas pelas minorias, através da escolha de seus representantes, especialmente no parlamento. Mas minoria alguma tem direito de se impor à maioria. Gore Vidal denunciou, sempre, o que o que ele compreendia como sendo a "ditadura da maioria"; Sempre discordei dele. Democracia é, "também", a ditadura da maioria. Quem quer transformar a sociedade que o faça através da pregação; ganhando debates. Nunca querendo impor seu entendimento por achar que ele é genial; "do bem", enquanto o contraposto é burro; "do mal". Isso é maniqueísmo puro. Minorias não tem direito de governar a não ser quando se tornem maioria.

      • rafael Postado em 02/Jun/2014 às 14:08

        O Sr. esta confundindo as coisas. Isto aí é democracia direta. Eu estava a falar de democracia plena. Porém, para ilustrar, cito alguns exemplos de frutos da vontade da maioria: nazismo, inquisição, escravidão, leis absurdas em países islâmicos como pena de morte para quem se converte ao cristianismo, salazarismos, franquismos e totalitarismos em geral. Muitas questões podem ser submetidas à consulta popular, outras, nunca.

  13. Rodrigo Nishino Postado em 30/May/2014 às 15:26

    Que leitura maravilhosa. Muito obrigado Priscila por reorientar meu compasso moral.

  14. Rodrigo Postado em 30/May/2014 às 15:38

    Peterson sabia que estática é burra? É máxima ensinada por professores de estatistica. Eu vivo a realidade e não números. Eu interpretei o texto, minha crítica não foi tanto ao texto, mas quem acha errado protestar, como agora que pedem para deixar para depois da Copa. Eu citei a ditadura porque a defesa de Dilma está igual a ditadura. "Forças contrária ao país estão agindo na mídia e blá blá." Faço minha parte, eu faço parte de uma comissão popular que fiscaliza os gastos da prefeitura da minha cidade e vocês o que fazem?

    • Silvio Postado em 30/May/2014 às 16:43

      Cara, você não querer reconhecer que existe de fato a turma do " quanto pior melhor" e resumir isso a um "blá blá", só corrobora a teoria do cumpadi Washington: sabe de nada, inocente.

      • marco Postado em 01/Jun/2014 às 23:35

        Inocente é você que não reconhece que o patriotismo e representação dos valores nacionais é marca de todo governo que quer continuar no poder. É a demonização do adversário enquanto levam o país no banho-maria, perpetuam as condições desfavoráveis para barganhar votos, sempre aconteceu e pelo jeito nada mudou.

      • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:37

        Vc é igual ao seu ídolo: burro é quem acha que todo mundo é inocente.

  15. Joao Postado em 30/May/2014 às 15:45

    naovaisair. com .br Como não entender a revolta do povo?

  16. José Ferreira Postado em 30/May/2014 às 16:08

    "...onde todos podem se manifestar da forma que julgam melhor (até de forma superficial e não construtiva, como a que estamos tratando neste texto)." Humilde, não?

  17. Pereira Postado em 30/May/2014 às 16:13

    "antes de iniciar um festival de ignorância, babar ovo de gringo gratuitamente e resumir seu discurso a uma frase despolitizada como essa" . Concordo, podemos parar de colocar países como Holanda, Noruega , suécia e finlândia como expoentes de ordem social e progresso, simplesmente porque não o são. Na Suécia os altos índices de súicídio e consumo ultra mega exagerado de drogas(tudo era liberado) levou ao governo(quase totalitalitário daquele país) a tomar medidas anti drogas. Casais não querem mais ter filhos, pois o governo implantou a tal de ideologia de genêro e educa os filhos. Os impostos estão fora de controle. Na holanda ja se estuda uma severa limitação ao uso da maconha, enquanto na A sul liberam, bem como limitação da prostituição que se tornou uma praga nacional. Sem falar no aborto, que também já se estuda formas de redução nos países nórdicos; o governo está com medo que a população se acabe. Realmete precisamos para de babar ovo de gringo e achar que há "altos índices de satisfação social" por lá. Apoiado !!!!

    • Henrique Postado em 01/Jun/2014 às 14:30

      Tá de brincadeira? Você é "chapa branca (PT)"? Agora fale sobre os índices de criminalidade, qualidade de educação, saúde etc.

    • Thiago Postado em 02/Jun/2014 às 13:20

      Cresce, Pereira.

  18. Jorge Postado em 30/May/2014 às 17:47

    Pouquíssimas vezes li no Pragmatismo um texto como esse, que critica sem raiva, que tenta conscientizar sem ficar apenas ridicularizando e hostilizando as pessoas que compõe sua "oposição ideológica". Que assim continue.

  19. Edson Postado em 30/May/2014 às 18:38

    Excelente texto, só discordo de um ponto, o Brasil ainda não é uma democracia plena, temos um supremo partidário ao invés de apenas jurídico, e o principal, a mídia ainda controla boa parte do "pensamento" de muitas pessoas (o que não permite que o voto seja livre e pensado no coletivo), e ainda temos a questão da segurança, saúde e educação. No mais, texto irrepreensível, que gostaria de ter escrito. Parabéns Priscila Silva.

  20. Selton Postado em 30/May/2014 às 20:10

    Esse "complexo de vira-lata" é algo realmente abominável. Mas se queremos mudar temos que cortar o problema na raiz; os nutrientes são absorvidos nas escolas. Temos um ensino basicamente contraditório. Muitos mestres dizem que "deve-se estimular a opinião, e não formá-la", mas hoje temos basicamente um ensino que diz, de uma forma sistemática e descarada, que a esquerda é o céu e a direita é o inferno. Malham nossa história, dizendo que nossos líderes foram completos idiotas e que nosso exército foi( e continua sendo) inútil. Isso não é um discurso nacionalista. Mas acredito que para mudar, deve-se esquecer, nem que seja por uma semana, um mês, um ou mais anos, todo esse atavismo que nos acompanha. É como dizia André Gide: " não se descobre novas terras sem consentir perder de vista a praia".

    • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:19

      Complexo de vira lata tem mais quem não quer enxergar os problemas do país vira lata, seja por comodismo ou por pura identificação.

  21. Alefe Postado em 30/May/2014 às 20:17

    Aplausos para autor do texto! Excelente!!

  22. Paulo Paiva Postado em 30/May/2014 às 22:52

    O texto está muito bom Priscila Silva. Mas.. Vamos partir do princípio que o problema é todo o cidadão brasileiro, sem exepção. Dado que esse é o caso, teremos que começar a culpar, primeiramente, o cidadão, que depois de ser roubado, é o culpado por reeleger o compatriota que vai fazer a gestão do seu dinheiro e que vai criar um ciclo vicioso de corrupção, tirando o que era da nossa educação, formação profissional, ética,académica e das "nossas condições básicas de vida" (que todo o ser humano, sem exepção, deveria ter acesso) e investindo em peixada. Justificação para essa fuga de capital é fácil, "O que tinha de ser gasto, roubado, já foi". Problema resolvido. Depois, podemos culpar, os que são capazes de trair a sua própria nação, robando 7Bilhões+ (fonte: http://copadomundo.ig.com.br/2013-11-25/investimento-em-estadios-da-copa-cresce-quase-r-1-bilhao-em-menos-de-um-ano.html) aos seus compatriotas e investindo em estádios, quando o prometido era não ser gasto nem um centavo nos mesmos. "Só no Brasil"? Corrupção é um assunto global?! Na Europa existe muita corrupção, não se ve nada além de corrupção nesses países "Desenvolvidos", mas ao contrário dos nossos, esses políticos fazem muito bem, escondendo esse facto, dado que, "depois de roubar o que lhes pertence", ainda conseguem investir no país, dando educação, formação e condições básicas de vida a todos os seus compatriotas. Mas Eles que fiquem com a corrupção deles, que nós ficamos com a nossa. Não é por qualquer motivo que "40% dos nascidos no Brasil prefiram ter outra nacionalidade".. E se o Brasil é sonho de consumo internacionalmente, não será, nada mais, nada menos, pelo que a mídia controlada pelos Titãs passa para o restante do Planeta. Culpados somos nós que usamos a versão carinhosa “o povo brasileiro é burro”. Os maiores Culpados somos nós que, estamos cansados de ver videos no "youtube" e posts no "Facebook" onde conhecemos um pequeno "time-lapse" da realidade dos países desenvolvidos onde dizem que a Austrália é um país "desenvolvido" onde o salário mínimo é de cerca de "5 mil reais" e que ficamos a pensar que o “Brasil é uma merda porque é uma merda, e eu não tenho nada a ver com isso”... Culpados somos nós que damos a nossa humilde opinião e dizemos que preferíamos ser roubados em Inglaterra, num país "desenvolvido", que é descaradamente sexista, do que no Brasil. Culpados somos nós que, apesar de não termos entendido nem 49% do texto, estamos a comentar, bem ou mal, dado que não temos condições de ter educação porque uma "colega nossa" decidiu investir 7 Bilhões em estádios. Infelizmente, Vamos para o churrasco, Vamos sentar, Assistir a Copa, E esperar que o Brasil ganhe, Porque Brasil é futebol, Deus é Brasileiro, Brasil é Samba, Brasil é Paraíso, Tudo isso,... Isso é Brasil! (Fonte: http://top10mais.org/top-10-maiores-salarios-minimos-do-mundo/)

    • Valdir dos Santos Postado em 15/Jan/2015 às 16:20

      Bem elaborado a sua resposta ao artigo da Priscila. Gosto muito do que ela diz, mas você rebateu tão bem que os dois textos são complementares. Eu me regozijo com os excertos da obra de ambos. O da Priscila diz-nos como deveria ser e você diz como é. A contradição é peculiar ao desenvolvimento e ambos laboraram com mestria e atreveria a afirmar dilatando, que com maestria. Tal é a esperança que deponho no empenho de ambos.

  23. Eduardo Postado em 30/May/2014 às 23:18

    Perfeito!!!!! isso sim tem q se falar

  24. Bruno Postado em 31/May/2014 às 06:46

    Gostei do texto, realmente muito bom...Moro em São Paulo e em mim carrego muita dúvida se esse analfabetismo político é um fenômeno assim tão pequeno. Sei que historicamente a classe média paulistana sempre teve um discurso elitista e preconceituoso. Mas sinto que essa mídia de massa que dissemina essas idéias do quanto pior melhor tem conseguido cada vez mais arrebanhar esses desavisados, é o que tenho percebido na grande maioria dos discursos do dia-a-dia. Sem contar que essa atmosfera de medo só contribui para o não engajamento, diria que é o politizado superficial...Ah, só mais um pitaco sobre a educação. ...Pra mim, o buraco é mais embaixo. Como quase todas, a discussão é rasteira e não se avalia essa coisa historicamente. ..O problema de educação é mundial, com tanta oferta de informações ainda queremos prender a atenção dos nossos jovens da mesma maneira que os jesuítas catequizavam índios. Não funciona mais, acordem educadores, coloquem criatividade no seu negócio (educar) e reescrevam essa história. Só uma dica.

  25. Cesinha Postado em 31/May/2014 às 08:30

    Grandíssimo texto, muito bom mesmo. Não sou aqueles caras chatos que veem defeito em tudo, mas só mudaria uma coisa no texto. O niilismo, assim com Nietzsche o percebe é uma força decadente, mas que por conta disso faz surgir algo novo. Esses chavões nacionalistas, não são abertura a nada de novo. É sempre mais do mesmo

  26. arão Postado em 31/May/2014 às 10:54

    SENSACIONAL!!!!

  27. Mercia Costa Postado em 31/May/2014 às 12:41

    Emudeci!

  28. Alexandre Costa Postado em 31/May/2014 às 12:45

    Texto espetacular!!! Enfim mais alguém alinhado com o que eu e vários amigos pensam!!!

  29. Orion Postado em 31/May/2014 às 13:30

    Devo fazer uma confissão: sou um dos pessimistas. E, apresento-me para levar uma malhação de Judas aqui. Em defesa minha, gostaria de questionar respeitosamente alguns pontos. 1) É um eufemismo dizer que algumas obras da copa atrasaram, né? Da mesma forma, é um outro eufemismo dizer que a Petrobrás fez um negócio ruim. O copo pode estar meio vazio para mim, mas aparentemente você está vendo o copo todo cheio... 2) Acho que a maioria entende que os problemas que nós temos não são exclusividade nossa. Como você mencionou, há problemas sociais sérios nos EUA e na Europa. O que é frustrante é que perdemos chance atrás de chance de resolver os nossos. O Brasil já viveu outros períodos de euforia econômica e, historicamente, o bolo só cresceu e não foi dividido. O Bolsa-Família certamente é um passo acertado, mas não é o suficiente. Continuamos com deficiências na educação, saúde e transportes. Sempre vivi em Brasília e acho absurdo que a capital do país não tenha um metrô decente e transporte público de qualidade. O mesmo vale para o sistema de saúde. Certamente, o investimento em educação aumentou nos últimos anos. Isso é inegável. Mas, a pergunta importante é "como o dinheiro foi aplicado"? Eu te convido a ir aos prédios novos que foram construídos na Universidade de Brasília. Você ficará surpresa com o número de problemas que eles possuem, apesar de serem novos. O preço também te surpreenderá... Conversando com alguns professores(as), muitos(as) estava genuinamente felizes por estarem em locais novos, apesar dos problemas. E esse é um mal que vejo no Brasil, nós nos acostumamos a aceitar coisas "meia-boca" e/ou pela metade. E as obras na copa não são diferente. Possivelmente, mesmo que aos trancos e barrancos, a copa vai sair. E, infalivelmente, a Presidenta Dilma subirá em um palanque para proclamar o "sucesso" da copa. "Sucesso" no Brasil, infelizmente, muitas vezes não possui o mesmo significado que em outros lugares. Se procurar "london olympics budget" no Google, possivelmente você vai achar um link do Guardian falando que custou 377 milhões de libras menos do que o orçamento. Isso é sucesso. Certamente, Londres teve problemas; mas será que foram como os nossos? Existe uma diferença gritante entre a copa que venderam para nós e a copa que vai, de fato, acontecer. Acho difícil contestar isso. As única explicações que eu vejo para qualquer resquício de otimismo são que o Brasil realmente gosta de futebol e a nossa cultura do "qualquer coisa está bom". Realmente não consigo lembrar de alguma obra e/ou evento no Brasil feito pelo governo que simultaneamente: a) não atrasou, b) respeitou o orçamento, c) foi de qualidade (i.e., continuou funcionando de forma adequada um tempo razoável após o término). Não é por má-vontade de minha. Eu juro. Sério, se alguém souber de um exemplo, me manda uma mensagem. Isso até ajudaria a diminuir meu pessimismo 3) É difícil apreciar a copa. Sinto como se tivessem vendido o país para FIFA. O que vamos fazer com o Mané Garrinha em Brasília depois da copa? O que fizeram além dos estádios? Precisava ter gasto isso tudo? Era para ter dado tantos direitos para a FIFA? Atualmente, moro no Japão por motivos de estudo. E, ultimamente as pessoas têm me perguntado sobre a copa. Falo dos problemas e digo que o melhor a fazer é boicotar. Acho uma postura legítima. Enxergo mais problemas do que vantagens e acho que o verdadeiro vencedor da copa será a FIFA. Dessa forma, não vejo razão para compactuar com esse evento. 4) Talvez o Brasil resolva de forma significativa seus problemas no futuro, mas não acredito que isso vai acontecer nos próximos 10-15 anos. Dessa forma, acho legítima a postura de quem acha melhor sair ou prefereriria ter uma outra nacionalidade. Eu não escolhi ser brasileiro, não vejo o que há de errado em almejar outra nacionalidade, desde de que ciente de que não há lugar perfeito. A fatia da sociedade que eu conheço um pouco melhor é o mundo acadêmico. E ser professor universitário no Brasil é duro e frustrante. Acho difícil culpar alguém que apanhou tanto do sistema que acha que o melhor a se fazer é sair. Aplaudo de pé aqueles que ficam, mas entendo também aqueles que saem. Peço que vocês entendam também.

    • Thiago Teixeira Postado em 31/May/2014 às 17:32

      "...nós nos acostumamos a aceitar coisas "meia-boca"...", "...Falo dos problemas e digo que o melhor a fazer é boicotar...", "...Talvez o Brasil ..." Faz um favor para nós brasileiros, evite falar do nosso país, diga que é nascido na Finlândia. Estamos se virando muito bem sem você.

      • Orion Postado em 31/May/2014 às 21:28

        Falei apenas em boicotar a copa. E defendi minhas razões por achar que isso é uma atitude legítima. Se discorda que nós aceitamos coisas "meia-boca", argumente. Dei exemplos e argumentos para suportar o que eu falei. Se não concorda, me dê um ou mais contra-exemplos. Preferencialmente de coisas ao seu redor.

      • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:11

        Eu boicotaria a copa mesmo que gostasse de futebol. Vou pra fora: viajo sempre pra fora a passeio com copa ou não. Nesses períodos de férias e nomadismo, quando perguntada, digo a verdade sobre minha nacionalidade. Geralmente, para minha lisonja, se surpreendem com minha resposta. Mas se não provocasse surpresa o fato de ser eu brazuca, ofensa também não me pareceria. Mesmo porque sou parecida com algo daqui, sim: com a música e a comida. E principalmente comigo mesma. Ah, antes que eu esqueça: eu não simplesmente me viro, eu vivo sem o Brasil sim. Mas temo que a recíproca não seja verdadeira. Afinal, gente trabalhadora, honesta e independente e com um mínimo de tolerancia, que é quem ainda fornece um pouco de estabilidade aos alicerces deste país, está virando artigo de luxo por aqui. Obrigada, Orion, por entender minhas saídas e minhas voltas.

    • André Postado em 31/May/2014 às 23:54

      Meu caro, infelizmente eh proibido discordar da maioria das pessoas que comentam por aqui. Tu corre o risco de sofrer linchamento virtual. Ninguém vai argumentar contigo de forma sensata. Sempre responderão de forma grosseira.

    • ricardo Postado em 01/Jun/2014 às 11:06

      Orion qdo "ganhamos" a oportunidade de sediarmos a copa, ñ me lembro de nenhuma manifestação em contrário. ela é uma enorme oportunidade de disputa política, eventualmente legítima, desde q pacífica. e a imagem do país está em jogo sim é só pensar na cobertura jornalística internacional q estará aqui. boicotar a copa agora é boicotar o país. o q temos q fazer é denunciar a oportunidade perdida, os desvios de verba, etc. Sou professor, tento fazer o q posso, mas se recebesse um convite p/ trabalhar em melhores condições ñ exitaria, mas minhas eventuais opções pessoais em termos de carreira acadêmica ñ influem em sala de aula - continuo dando o meu melhor e reclamando SIM das condições - nem se confundem com um modelo a ser seguido. um grande abç e q tudo dê certo aí no Japão

    • ricardo Postado em 01/Jun/2014 às 11:15

      acho q escrevi "exitaria", ato falho, provavelmente quer dizer q ñ teria êxito

  30. Juliana Porto Postado em 31/May/2014 às 17:37

    A expressão "Isso é Brasil" e similares, é muito anterior a Copa do Mundo. Esse tipo de argumento sempre foi utilizado, principalmente por aqueles que acham que "sempre foi assim" e permanecem em suas vidinhas medíocres. O mega-evento Copa trouxe à tona um modelo de Estado que se deseja implementar, da higienização, da gentifricacao, num modelo de cidade que só quem tem poder de econômico possa circular. Quem olha para os movimentos de luta que estão nas ruas e os categoriza como "reducionistas pessimistas e superficiais", como colocado pela autora, é quem está querendo vender uma "imagem" que o nosso país não é, querendo empurrar a sujeira pra debaixo do tapete. "votar em políticos empenhados", cara autora, é o mesmo que colocar perfume na merda. A mudança só será possível, através da participação, cobrança e revolta popular.

    • eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 11:21

      Boa: crítica construtiva com reivindicação de ação. Alguém aí é capaz de aprender?

  31. testemunha binocular Postado em 01/Jun/2014 às 08:59

    Todos nós conhecemos inúmeros inocentes úteis de classe média que seguem essa cronologia da charge. E o pior é que se acham "isclarecidos"...

  32. Christian Trombini Postado em 01/Jun/2014 às 11:31

    Não sou conformista, mal entro em redes sociais e menos ainda distribuo opiniões como se estivesse a espirrar em frente a um ventilador. Mesmo assim, este texto me deu um tapa de luva na cara. Como disse o Rodrigo Nishino: "Muito obrigado Priscila por reorientar meu compasso moral." Parabéns.

  33. eu daqui Postado em 04/Jun/2014 às 10:50

    Definitivamente? Não. Isso é Brasil mas isso, indubitavelmente, não sou eu.