Luis Soares
Colunista
Compartilhar
Política 10/May/2012 às 16:01
6
Comentários

Direita brasileira está assustada e vive 'Deus-nos-acuda'

Demóstenes Torres é desmascarado, gravações comprometem seu órgão oficial (a revista Veja), bancos podem perder lucros, aumenta a popularidade da presidente Dilma

popularidade Dilma

Aprovação de Dilma sobe a cada pesquisa realizada

Veja está assustada. De um lado, seus métodos nada jornalísticos estão sendo questionados à luz de gravações para lá de comprometedoras, que mostram a revista como possível cúmplice de um esquema criminoso. E a publicação ainda perdeu sua fonte privilegiada, a quem apresentava como exemplo de retidão do conservadorismo brasileiro, o ainda senador Demóstenes Torres.

De outro lado, a alta popularidade da presidente Dilma Rousseff prejudica os projetos político-ideológicos da revista, hoje o mais importante porta-voz da direita brasileira. As últimas decisões do governo, na área econômica, deixaram Veja mais assustada ainda.

Seu colunista Maílson da Nóbrega também está assustado. Desde que acabou sua péssima e desastrada gestão como ministro da Fazenda no governo Sarney, quando o país chegou à hiperinflação, Maílson dedica-se a dar consultoria a bancos, empresas e investidores e publicar artigos na imprensa. É um direito dele, mas que Veja não admite ser também um direito do também ex-ministro José Dirceu.

Leia mais

Assim como Veja substituiu a reportagem pelo panfleto e a apuração jornalística pelos dossiês entregues de mão-beijada, Maílson substitui a análise econômica pela propaganda política. Faz a defesa dos banqueiros a quem serve, atribui a culpa pelos juros altos ao governo e cai na vala comum da direita assustada, que vê “populismo”, “intervencionismo” e “interferências descabidas”, entre outras coisas, no discurso e nos atos da presidente contra os juros altos e os excessos do sistema financeiro.

Há análises sérias, de economistas e empresários, sobre as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo. Eles mostram que são positivas, porém insuficientes se não forem acompanhadas de outras, como a desindexação, a desconcentração bancária, a queda da carga tributária, os cuidados contra a inflação, entre outras.

Outro ex-ministro da Fazenda, que também cometeu seus erros nos tempos de ditadura, mas dá banho de conhecimento e competência em Maílson, sintetizou: a virtude do discurso e dos atos de Dilma “está em respeitar e proteger a solidez do sistema financeiro brasileiro, mas não consentir em deixá-lo ditar o tom da política econômica“. Isso, queiram ou não Veja, Maílson e a direita, compete ao Estado.

Mas o artigo do ex-ministro da hiperinflação na Veja é apenas mais um serviço de relações públicas que ele presta aos bancos. Que deveriam procurar escribas mais competentes e com melhor reputação profissional. A direita tem melhores do que Maílson.

Por Hélio Doyle

Recomendados para você

Comentários

  1. José Lara Postado em 10/May/2012 às 23:05

    Não entro mais aqui...me sinto ofendid, na boa.;..E Já disse que não sou da direita...SOU LIBERAL. Ah..vão p/ Cuba, vão

  2. Jacques Chaban Postado em 13/May/2012 às 18:40

    Mais um comentário, dessa vez um plágio que complementa meu comentário anterior. No governo Sarney, a inércia guiava as ações de Maílson da Nóbrega, na pasta da Fazenda. Diante disso, Raphael, na Previdência, articulou um pacto social com início após a renúncia coletiva do ministério. O presidente aceitou. Antonio Ermírio de Moraes, futuro ministro da Fazenda, recuou. O pacto naufragou. Raphael tinha a grandeza de quem sabe sorrir dos próprios fracassos. Ele reagiu e ironizou: “Só a demissão do Maílson já teria valido a pena”. Esse sujeito é um perfeito nó cego!

  3. Jacques Chaban Postado em 13/May/2012 às 18:48

    Esse foi o meu comentário anterior..... Esse fracassado Maílson da Nóbrega, não tem noção do que é correto nem do que é errado. Sabe quem o sabatinou uma semana antes de tomar posse como Ministro da Fazenda? O lazarento Roberto Marinho. Isso mesmo, se o lazarento não tivesse aprovado ele não seria emplacado. Possivelmente ele gostaria que o Brasil ainda fosse assim (nos tempos de Casa Grande e Senzala, dos governos anteriores, cuja autonomia vinha de Washington e do FMI), ele tem complexo de capacho ou vassalo como queiram. Em tempo, eu gostaria de saber quem contrata a consultoria de um analfabeto como o Maílson. Quando saiu do Ministério era até fácil de entender, como no Brasil não tem quarentena, os bancos queriam e claro, obtiveram informações privilegiadas para roubar mais anda da nação. Mas hoje cara pálida? O que é que essa "pôia" tem a oferecer?

  4. viviane werutsky Postado em 31/May/2012 às 10:11

    Caro Hélio Seu comentário está perfeito!Entretanto cuidado ao se referir ao serviço prestado pelo ex ministro Maílson como "serviço de relações públicas"! Relações Públicas é profissão regulamentada por lei federal desde a década de 60. Aos profissionais de Relações Públicas é exigido diploma de nível superior e adesão ao Conselho Regional e Federal dos Profissionais de Relações Públicas http://www.conferp.org.br/. Neste site também poderás verificar quais são REALMENTE as atribuições de um profissional da área. Dentre elas, realmente, não constam utilizar a mídia para beneficiar a quem quer que seja.

  5. Paulo Arthur Postado em 25/Jun/2012 às 19:29

    Desde quando Demóstenes e Veja são direita, cara-pálida?

  6. LIBERTARIO DIREITA Postado em 12/Jun/2014 às 15:32

    Brasil: Pais onde PSDB é direita...