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Corrupção 24/Out/2026 às 13:13 COMENTÁRIOS
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URGENTE! Alexandre de Moraes bloqueia R$ 6 bilhões de Willer Tomaz, advogado e melhor amigo de Flávio Bolsonaro

Publicado em 24 Out, 2026 às 13h13

Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. Entenda a investigação da PF e as medidas do STF

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(Imagem: Gustavo Moreno | STF)

Decisão do STF atinge empresas, contas e patrimônio do advogado investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro. Polícia Federal apura possíveis vínculos financeiros com o candidato à Presidência, que nega irregularidades.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, tomada na sexta-feira (23), também autoriza a quebra de sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades empresariais do investigado. A Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e possíveis conexões financeiras entre o advogado e o parlamentar.

Investigação alcança empresas e contas no exterior

Segundo a Agência Brasil, a determinação judicial abrange bens móveis, imóveis, aeronaves, embarcações e valores mantidos em contas e empresas vinculadas a Willer Tomaz.

O bloqueio foi fixado em até R$ 6 bilhões. Isso não significa que os investigadores tenham localizado ou efetivamente congelado essa quantia.

Moraes também determinou que instituições financeiras forneçam informações sobre as contas do advogado e identifiquem pessoas autorizadas a movimentá-las, incluindo antigos e atuais titulares ou usuários.

Entre as empresas examinadas estão a Alcazar Holdings e outras sociedades ligadas ao investigado, algumas com estruturas no exterior.

A decisão foi tomada após a Polícia Federal identificar que Willer viajou para Miami, nos Estados Unidos, em agosto de 2026, sem registro posterior de retorno ao Brasil. Para os investigadores, a circunstância aumentaria o risco de destruição de provas, especialmente documentos relacionados a empresas e fundos internacionais.

Qual é a ligação investigada com Flávio Bolsonaro?

A relação entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro passou a ser examinada pela Polícia Federal após a identificação de documentos que, segundo as investigações divulgadas pela imprensa, indicariam vínculos financeiros entre os dois.

Reportagem da jornalista Daniela Lima, no UOL, revelou que o nome de Flávio aparecia como usuário com privilégios de gerenciamento em uma conta bancária vinculada a uma empresa de Willer.

De acordo com a reportagem, o cadastro de usuário *master* teria permanecido ativo até meados de 2025, permitindo, em tese, a realização de operações financeiras.

A Polícia Federal procura esclarecer se essa autorização correspondeu a movimentações efetivas, qual seria sua finalidade e se existiu alguma relação empresarial não declarada entre o senador e o advogado.

O fato de uma pessoa aparecer autorizada a movimentar determinada conta não comprova, isoladamente, que tenha realizado transações ilícitas ou participado de lavagem de dinheiro.

Suspeitas envolvem apostas digitais e investigação sobre o INSS

A apuração sobre Willer Tomaz envolve suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas relacionadas ao setor de apostas digitais.

O advogado também foi alvo de uma operação de busca e apreensão em agosto, no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em descontos aplicados a benefícios previdenciários.

As autoridades procuram identificar a origem e o destino de recursos movimentados por empresas sob investigação, além de eventuais conexões com outros investigados.

Até o momento, a existência dessas suspeitas não equivale à comprovação de que Willer tenha cometido os crimes investigados ou de que Flávio Bolsonaro tenha participado deles.

Defesas contestam suspeitas e medidas judiciais

A defesa de Willer Tomaz classificou as determinações judiciais como desproporcionais e afirmou que o valor de R$ 6 bilhões não corresponderia ao patrimônio do advogado.

Os representantes também negaram qualquer envolvimento dele com fraudes no INSS e contestaram a informação de que Flávio Bolsonaro tivesse poderes para movimentar recursos de suas empresas.

Flávio, por sua vez, declarou anteriormente que mantém uma relação de amizade com Willer e negou possuir negócios em conjunto com ele.

As alegações das defesas deverão ser consideradas no curso da investigação, juntamente com os documentos bancários e demais provas obtidas pelas autoridades.

Investigação ocorre na reta final da eleição

A decisão de Moraes foi divulgada a dois dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).

O fato de a investigação alcançar pessoas próximas a um candidato à Presidência amplia sua relevância pública, mas exige uma distinção fundamental entre relações pessoais, vínculos financeiros sob apuração e responsabilidades criminais efetivamente demonstradas.

O bloqueio patrimonial e a quebra de sigilos são medidas cautelares destinadas a preservar bens e permitir o aprofundamento das investigações. Não representam condenação.

O desdobramento do caso dependerá da análise das movimentações financeiras, da identificação dos beneficiários dos recursos e da eventual apresentação de provas sobre a participação individual dos investigados.

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