Mpox no Brasil: número de casos sobe em 2026; veja sintomas e como se prevenir
Mpox: o que é a doença, como se transmite e qual a situação no Brasil em 2026

A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou objetos contaminados. Embora a maioria dos casos apresente sintomas leves e evolução autolimitada, a doença pode provocar complicações em pessoas imunossuprimidas, gestantes e crianças.
Após meses de baixa circulação, o Brasil voltou a registrar aumento de casos em 2026. Segundo o painel do Ministério da Saúde, o país soma atualmente 88 casos confirmados e dois prováveis neste ano. São Paulo concentra a maioria das notificações (63), seguido por Rio de Janeiro (15), além de registros em Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina. Até o momento, não há registro de mortes nem de quadros graves.
Especialistas atribuem o crescimento recente a eventos que favorecem aglomerações e maior contato físico, especialmente o contato íntimo, principal forma de transmissão da doença. Ainda assim, autoridades afirmam que o cenário está distante do surto global de 2022.
O que é mpox
Anteriormente chamada de “varíola dos macacos”, a doença passou a ser oficialmente denominada mpox pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022, após recomendação para evitar estigmatização. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa — não há relação com macacos na atual dinâmica de contágio.
Os sintomas mais comuns incluem febre, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, ínguas e lesões na pele, que podem surgir como bolhas ou feridas, muitas vezes na região genital.
Não existe tratamento antiviral específico amplamente indicado para todos os casos. O atendimento médico é voltado ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações.
Clados e gravidade
O vírus da mpox pertence ao gênero Orthopoxvirus e possui dois principais clados (linhagens): clado I e clado II. O clado II foi responsável pelo surto global de 2022 e apresenta taxa de letalidade estimada entre 0,1% e 0,5%. Já o clado I, predominante em regiões da África, pode apresentar taxas historicamente mais elevadas, chegando a 10% em determinados surtos.
Uma subvariante identificada recentemente na República Democrática do Congo, conhecida como clado 1B, é considerada mais transmissível. No entanto, até o momento, não há evidências de que essa linhagem esteja associada aos casos registrados no Brasil em 2026.
Formas de prevenção
A principal medida preventiva é evitar contato direto com lesões suspeitas e não compartilhar objetos pessoais como toalhas, roupas de cama ou utensílios. Em caso de sintomas, recomenda-se isolamento imediato e busca por atendimento médico para confirmação laboratorial.
O uso de máscaras não é indicado para a população em geral, já que a transmissão respiratória é considerada pouco eficiente e ocorre apenas em contatos próximos e prolongados. Profissionais de saúde e pessoas que convivem com pacientes infectados devem adotar medidas adicionais de proteção.
Combate à desinformação
Autoridades sanitárias reforçam que é falsa qualquer associação entre mpox e vacinas contra a covid-19. A doença é causada por um vírus específico e não tem relação com imunizantes.
Embora o cenário atual não caracterize surto, o aumento recente convoca a vigilância epidemiológica a manter atenção. O diagnóstico precoce e o isolamento de casos suspeitos continuam sendo as principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão.
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