Redação Pragmatismo
Justiça 11/Mai/2022 às 11:26 COMENTÁRIOS
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Justiça tenta penhorar bens de Romário, mas não acha nada no nome do senador

Publicado em 11 Mai, 2022 às 11h26

Justiça tenta bloquear propriedades de Romário para garantir o pagamento de dívidas, mas não encontra nada no nome do político

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(Imagem: Marcelo Camargo | ABr)

Diego Garcia, em seu blog

O senador Romário de Souza (PL), tetracampeão mundial com a seleção brasileira, não possui bens penhoráveis em seu nome. Isso foi o que constatou a Justiça Federal do Rio de Janeiro, após tentar bloquear propriedades do político para garantir uma dívida com o governo.

Em despacho assinado pelo juiz Manoel Penna, da 6ª Vara Federal de Execução Fiscal do Rio de Janeiro, o magistrado informou que a tentativa de localização de propriedades em nome do senador foi frustrada.

Assim, o magistrado mandou que fosse decretada a indisponibilidade de bens e direitos em nome de Romário. A decisão ocorreu após não ser localizado nada que fosse de posse do ex-atacante.

Segundo o despacho, a Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) deve ser comunicada sobre o caso. O juiz ainda avisou que, se ainda assim não ocorrer êxito na localização de imóveis em nome de Romário, vai analisar bloqueio de suas contas bancárias.

No processo em questão, de 2007, a União briga para receber uma dívida antiga de Romário. O senador atualmente possui débitos registrados com os governos federal e fluminense que chegam a R$ 2,5 milhões, conforme mostrou a coluna no mês passado.

De acordo com registro em seu nome na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Romário deve R$ 1.758.614,02. Por conta do sigilo fiscal, a União não revela a natureza da dívida. Ela apenas é classificada como “demais débitos tributários” e detalha as quantias exatas devidas.

O senador, que tentará a reeleição em outubro, ainda possui mais R$ 661.548,43 em dívidas com o Estado do Rio, em nome do Café Onze Bar e Restaurante, que o tem como um dos sócios. No momento, existem dois protestos de R$ 177.496,35 cada em nome do local.

O senador foi procurado para comentar a decisão judicial, mas apontou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem nada a declarar.

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