Redação Pragmatismo
Notícias 21/Fev/2024 às 08:07 COMENTÁRIOS
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Renato Cariani usou dados de crianças para comprar anabolizantes, revela investigação

Publicado em 21 Fev, 2024 às 08h07

Polícia Federal revela que Renato Cariani usou dados de crianças para comprar hormônios de crescimento. Investigadores tiveram acesso a trocas de mensagens entre o influenciador e uma amiga. Na conversa, Cariani pergunta se ela consegue providenciar o nome de duas crianças para ele fazer as compras

Renato Cariani

O empresário Renato Cariani usou dados de crianças para comprar hormônios de crescimento com desconto, segundo relatório da Polícia Federal.

Informação consta no material coletado pela PF com base em trocas de mensagens entre Cariani e uma amiga dele. Na conversa, ocorrida em julho de 2017, o influenciador pergunta se uma colega consegue providenciar o nome de duas crianças e dos pais delas para ele fazer as compras. “Consigo, sim”, responde a amiga.

Colega usava dados de crianças para fazer cadastros junto a farmacêuticas. O objetivo de Cariani com o esquema, segundo a PF, seria comprar os hormônios por preços mais baixos. “Já liguei lá. Fiz o cadastro e ela me enviou o número do voucher”, escreveu a amiga do influenciador em uma das mensagens.

O material da PF é o mesmo que deu origem a denúncia que tornou Cariani réu por tráfico de drogas. Apesar de constar nas investigações da corporação, não há, nesse momento, um inquérito em andamento pelo MP de São Paulo sobre essas mensagens. Elas não constam na denúncia do MP contra o influencer.

A Justiça aceitou denúncia contra o influenciador e outras quatro pessoas. Eles vão responder por suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

O grupo teria desviado produtos químicos para produção de drogas. Segundo denúncia do MP de São Paulo e da Receita Federal, os casos ocorreram entre os anos de 2014 e 2020.

Os réus também teriam ocultado e dissimulado procedência do dinheiro. De acordo com a investigação, Cariani e os comparsas teriam movimentado até R$ 250 milhões com o esquema.

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