Redação Pragmatismo
Homofobia 20/Mai/2021 às 08:26 COMENTÁRIOS
Homofobia

Deputado bolsonarista defende o direito à homofobia: “é uma escolha, assim como ser gay”

Publicado em 20 Mai, 2021 às 08h26

“Ser homofóbico é uma escolha, como ser gay”, diz o deputado Gilberto Cattani (PSL), apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Entidades repudiam fala e exigem punição

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Gilberto Moacir Cattani (Imagem: instagram)

O deputado estadual de Mato Grosso, Gilberto Cattani (PSL), apoiador do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), usou as redes sociais nesta quarta-feira (19) para defender o que chamou de ‘direito de ser homofóbico’.

No post publicado nos stories do Instagram, ele afirma que “ser homofóbico é uma escolha, ser gay também”.

Cattani assumiu a vaga deixada por Silvio Fávero, que morreu em decorrência da Covid-19 em março deste ano.

Saiba mais: Deputado crítico do isolamento e autor de lei contra a obrigatoriedade da vacina morre em Cuiabá

 Deputado bolsonarista defende direito homofobia escolha gay mato grosso
(Imagem: Instagram)

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu permitir a criminalização da homofobia e da transfobia.

Os ministros consideraram que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo.

Entidades se manifestaram por meio de nota de repúdio contra o posicionamento do parlamentar.

Assinam a nota o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá (CMADSC); Grupo Livre-Mente; Conselho da Juventude (Conjuve); União da Juventude Socialista (UJS/MT); União Nacional Dos Estudantes (UNE); Coletivo Mães pela Diversidade – MT; e Levante Popular da Juventude- MT.

O movimento de luta pelos direitos humanos da população LGBTQI+ de Mato Grosso repudiou a atitude do deputado.

No Brasil, a homofobia é crime, a homossexualidade não é crime e tão pouco doença. Existe todo um esforço coletivo para que possamos construir uma sociedade justa, fraterna e igualitária, atitudes, que pretendem reforçar o preconceito e a violência, devem ser repudiadas”, diz trecho da nota.

Além disso, a carta assinada pelas entidades contra a homofobia disse que a postagem serve de alimento para ampliar a violência contra pessoas LGBTQI+, somente por conta da orientação sexual e ou identidade de gênero.

Cabe lembrar ao referido deputado que dia 17 de maio, comemoramos, o dia internacional de luta, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou o a homossexualidade do rol de doenças, a despatologizaçao, assim como a heterossexualidade não é doença e tão pouco opção, a homossexualidade também não é”.

Para o grupo, o deputado, como agente público, precisa entender “o papel fundamental das instituições, na defesa e no combate a todo tipo de violência, a defesa e a luta pelo fim da violência contra a população LGBTQI+, deve ser abraçada por toda sociedade, nossa luta, é pela valorização da vida. Importante reforçar que a população jovem LGBTQI+, tem três vezes mais propensão ao suicídio, por sofrerem no cotidiano, ataques e julgamentos negativos”.

Por fim, as entidades que repudiam a atitude do parlamentar exigem que ele se retrate pela declaração e que uma audiência pública para dialogar sobre as violências sofridas pela população LGBTQI+ em Mato Grosso.

Importante que o mesmo, passe a ter atitudes de um verdadeiro parlamentar, combater as desigualdades, sociais, econômicas e de gênero, Inclusive, propondo leis, que fortaleçam os direitos da população LGBTQI+. A sociedade de Mato Grosso, esta atenta, atitudes machistas, LGBTfobicas , racistas , não passarão”.

Com EM e G1

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