Redação Pragmatismo
Racismo não 17/Jul/2020 às 15:27 COMENTÁRIOS
Racismo não

Idosa que chamou universitária brasileira de “chinesa porca” é indiciada por racismo

Publicado em 17 Jul, 2020 às 15h27

“Ela falou isso porque o coronavírus está em evidência. As pessoas acham qualquer tipo de desculpa para justificar o racismo delas. Ela falava aquilo e olhava para os lados para ver se conseguia a adesão de alguém”, desabafou a estudante de Direito

Marie Okabayashi chinesa porca
Chamada de ‘chinesa porca’, Marie Okabayashi é descendente de japoneses

Uma idosa de 75 anos foi indiciada por racismo e injúria após chamar uma estudante brasileira de 23 anos de “chinesa porca” dentro de um vagão do metrô no Rio de Janeiro. As penas previstas variam de um a três anos de prisão, além do pagamento de multa.

O caso aconteceu em janeiro deste ano e foi filmado pela estudante Marie Okabayashi, que é descendente de japoneses.

Na época, a jovem registrou uma denúncia. Nesta quarta-feira (15), a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) concluiu o inquérito. Com a repercussão do vídeo, a senhora foi identificada e atuada.

“Quando eu passei na direção dela, ela começou a berrar. Ela gritou ‘chinesa, porca’. Eu perguntei se ela estava bem e eu saí andando. Ela disse: ‘sua nojenta, fica passando doença para todo mundo’. Ela ficou de pé me xingando e ficava mostrando o dedo do meio”, disse Maria. “O metrô estava lotado e ninguém falava nada, só uma menina balançava a cabeça em sinal de reprovação”, completou.

Na internet, a jovem fez uma publicação sobre o que tinha acontecido e divulgou o vídeo que tinha feito no metrô. Com a repercussão, algumas pessoas identificaram a idosa. Marie disse que decidiu fazer o registro do caso na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) três dias após o episódio.

“Eu não conseguiria seguir em frente sabendo que me omiti em algo desse tipo e, além disso, o que aconteceu naquele metrô foi uma questão que diz respeito a coletividade, não foi só a mim que ela atingiu ou agrediu (…). Torço para que ela seja devidamente responsabilizada”, afirmou.

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