Redação Pragmatismo
Tragédia 04/Dez/2019 às 14:50 COMENTÁRIOS
Tragédia

Resposta de Fátima Bernardes a porta-voz da PM agita as redes

Publicado em 04 Dez, 2019 às 14h50

Em 'embate' ao vivo com porta-voz da Polícia Militar, Fátima Bernardes contestou justificativas sobre a tragédia em Paraisópolis

Fátima Bernardes porta-voz PM

Durante o programa ‘Encontro’, da TV Globo, a apresentadora Fátima Bernardes protagonizou um ‘embate’ com uma porta-voz da Polícia Militar sobre o massacre em Paraisópolis.

A porta-voz Cibele Marsolla justificava que a ação da polícia em Paraisópolis havia sido preventiva. “O policiamento no entorno do baile funk é feito para inibir os crimes. Às cinco da manhã, uma moto apareceu atirando nos policiais”, disse.

“Os policiais que sofreram a agressão foram atrás, num pequeno espaço. Mas essa moto adentrou o baile funk, atirando. Nesse momento, acreditamos que isso tenha provocado o tumulto e a correria”, afirmou a porta-voz.

Nesse momento, Fátima decidiu fazer uma ‘intervenção’. “Me desculpe interrompê-la, major, mas não seria o caso de avaliar se seria mais interessante correr atrás de duas pessoas ou enfrentar a multidão? Recuar não teria sido mais razoável naquele momento?”.

“Foi exatamente isso que você falou que aconteceu. Os policiais chegaram até certo ponto”, defendeu Cibelle. Mas temos imagens de policiais batendo em pessoas num beco. Num beco, elas estavam encurraladas. Isso não é um trabalho de prevenção”, respondeu Fátima.

“Todas as imagens serão apuradas. Não sabemos dizer o que seria real. Tem pessoas dizendo que as imagens não são daquele dia”, retrucou a PM.

Fátima, então, deu a resposta que agitou as redes: “O que é real é que tem mãe que identificou filho caído naquelas imagens. E ele está enterrado hoje.”

VÍDEO:

No Twitter, a resposta de Fátima Bernardes figurou entre os assuntos mais comentados. “Datena, aprenda a fazer jornalismo com a Fátima Bernardes. A operação policial em Paraisópolis foi um fracasso porque 9 jovens foram mortos e isso não tem desculpa. Toda a imprensa que fatura com o massacre na periferia também tem as mãos sujas de sangue”, publicou um internauta.

“Quem diria que a Fátima Bernardes seria o único profissional que fez o que se espera da profissão? Que mulher, bicho. Sério, maravilhosa”, escreveu outro. “Quando Fátima Bernardes tá sendo afrontosa com a PM é porque o mundo tá bem louco, mesmo, né. Nada contra ela, mas a Globo ter essa postura é novidade”, comentou mais um.

Massacre em Paraisópolis

Paraisópolis é a maior favela de São Paulo, com cerca de cem mil habitantes. Na madrugada de sábado para domingo, ocorria o Baile da 17, ou DZ7, como escrevem os frequentadores do pancadão. Cerca de cinco mil pessoas estavam na festa quando policiais militares chegaram no local e nove jovens foram pisoteados em um tumulto.

Os jovens mortos tinham entre 14 e 23 anos. São eles Gustavo Cruz Xavier, 14, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16, Deniz Henrique Quirino da Silva, 16, Luara Victoria Oliveira, 18, Gabriel Rogério de Moraes, 20, Eduardo da Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22, e Mateus dos Santos Costa, 23. Há outros jovens internados.

A maior chance é de que todos tenham morrido em decorrência de pisoteamento após terem sido encurralados durante uma ação policial.

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