Redação Pragmatismo
Notícias 24/Jul/2019 às 12:00 COMENTÁRIOS
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"Hacker" preso pela PF estava com Twitter 'adormecido' desde 2011

Publicado em 24 Jul, 2019 às 12h00

Filiado ao DEM, "hacker" preso pela Polícia Federal não postava no Twitter há oito anos. Em seu retorno, passou a compartilhar textos de páginas consideradas de esquerda. Internautas veem armação: "Artificial demais. A PF poderia ter feito um trabalho de teatro melhor"

Walter Delgatti Neto DEM
Walter Delgatti Neto é filiado ao DEM

Pragmatismo Político — Walter Delgatti Neto (imagem acima) é apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis por “hackear” os celulares do ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

O nome de Walter Delgatti Neto consta como filiado ao DEM — partido da base de sustentação do governo Bolsonaro que tem Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, como principal representante no Planalto.

Delgatti tem 30 anos e já foi preso e condenado por receptação, falsificação de documentos e porte ilegal de arma. Ele também é investigado por vários crimes de estelionato.

Segundo a Polícia Federal, o apelido de Delgatti é “vermelho”. Ele estava ausente do Twitter desde 2011, mas retornou no último dia 27 de maio de 2019 compartilhando e curtindo textos de páginas consideradas de esquerda.

O site ‘Antagonista’, porta-voz de Sergio Moro, alega que as características desse retorno repentino são a prova de que Delgatti está envolvido no escândalo da Lava Jato. No entanto, algumas pessoas pensam justamente o contrário.

“Essa volta ao Twitter depois de oito anos e só com conteúdo de esquerda, e um tweet antigo declarando apoio a José Serra. Bem estranho, não?”, questionou uma internauta.

“Volta justamente na onda da #VazaJato? Tão natural quanto a luz do dia. A PF poderia ter feito um trabalho de teatro melhor”, observou outro.

“Sério? Que hacker usa conta oficial com a própria foto? Não conseguiram bolar nada melhor que isso?
Cadê a imaginação, gente? Nem todo mundo é burro pra cair nessa”, escreveu mais um.

“Que coincidência, o cara ficou 8 anos sem entrar no twitter e de repente volta e só reposta coisa de esquerda (coisa que nunca tinha feito até então). Aê @policiafederal, tá na hora de contratar um roteirista melhor, né? Que essa história ai não engana ninguém”, publicou outro.

Os próprios leitores do site ‘O Antagonista’ estão incrédulos. “Acreditar nesse pé de chinelo é como acreditar em um falsário passando dicas de como comprovar a legitimidade das cédulas que ele mesmo falsificou. Piada”, postou um leitor. “Tomara que a Polícia tenha acertado nessa, mas não sei, estou achando meio pé de chinelo”, acrescentou outra.

Entenda o caso

A Polícia Federal informou que prendeu nesta terça-feira (23) quatro suspeitos de terem invadido os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato.

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Os mandados de prisão foram expedidos no âmbito da “Operação Spoofin”, nome que faz referência a falsificações tecnológicas para enganar redes de computadores.

Essas prisões ocorrem depois de vazamentos de diálogos entre Moro e Dallagnol, e também entre outros procuradores da operação Lava Jato, que vêm sendo divulgados pelo site The Intercept desde 9 de junho.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a investigação da PF que levou às prisões “ainda não conseguiu estabelecer com exatidão se o grupo sob investigação em São Paulo tem ligação com o pacote de mensagens privadas dos procuradores da Lava Jato obtido pelo site The Intercept Brasil”.

Saiba mais: Polícia Federal divulga identidade dos “hackers” de Sergio Moro

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