Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 08/Feb/2019 às 15:15 COMENTÁRIOS

Polícia acaba com festa que oferecia "rodízio open xeca"

Festa que prometia “rodízio open xeca” virou caso de polícia após investigação revelar crimes de exploração sexual

rodízio open xeca
(Reprodução)

Carlos Carone, Metrópoles

O que prometia ser uma “noite inesquecível”, com “rodízio open xeca”, virou caso de polícia em Águas Lindas de Goiás, cidade a 57 quilômetros de Brasília, na madrugada desta quarta-feira (6/2).

Em panfleto divulgado nas redes sociais e aplicativos como o WhatsApp, a casa de shows Rancho do Patrão anunciava uma festa diferente: os homens poderiam fazer sexo livremente com garotas de programa contratadas mediante pagamento de cachê pelos organizadores.

Para participar da orgia, era preciso desembolsar R$ 300 pelo ingresso. A propaganda acabou viralizando e chegou até a área de inteligência do Batalhão da Polícia Militar de Águas Lindas, que decidiu investigar o possível crime de exploração sexual. Foi deflagrada uma operação de revista durante a festa.

O organizador do evento, cujo nome não foi revelado, acabou sendo levado para a delegacia após os militares encontrarem cerca de 50 gramas de maconha com ele.

No Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciops) de Águas Lindas, em depoimento, ele teria confirmado que o local funcionava como casa de prostituição e que havia contratado garotas de programa para participarem da festa. Acabou autuado por rufianismo, crime que tipifica a exploração sexual.

Duas mulheres também foram conduzidas à unidade para serem ouvidas. Elas contaram que foram contratadas com a promessa de receberem R$ 400 para fazer parte do grupo que faria sexo com os convidados da festa. Após prestarem depoimento, foram liberadas.

Ao fazer propaganda do negócio, o organizador informava que entre 15 e 20 mulheres seriam contratadas para atender os homens que pagassem pelos ingressos. “Uma noite inesquecível pra você se deliciar o quanto conseguir”, dizia o panfleto.

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