Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 20/Dec/2018 às 22:15 COMENTÁRIOS

Mulher pula do 4º andar após ex-marido tentar matá-la

Homem armado que não aceitava o fim do casamento invade condomínio e tenta matar ex-mulher. Para escapar do ex-marido, vítima se jogou do 4º andar

mulher pula prédio
(Imagem: TV Record)

Uma mulher de 39 anos pulou do 4º andar de um prédio em Ribeirão Preto (SP) nesta quarta-feira (19) para escapar das agressões do ex-marido.

A vítima está internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE). Segundo o Corpo de Bombeiros, a mulher despencou de 15 metros de altura e caiu sobre um telhado, que quebrou. Ela sofreu fraturas nos dois tornozelos, na coluna e no crânio.

A Polícia Civil informou que a Justiça já havia determinado medidas protetivas à vítima, porque o homem não aceitava o fim do casamento.

O homem invadiu o prédio onde a mulher mora e a rendeu com uma arma de fogo no momento em que ela saía do apartamento para trabalhar.

O agressor levou a ex para um quarto, a amordaçou e a deixou trancada no local, dizendo que voltaria à garagem para estacionar o carro. Nesse momento, a mulher decidiu pular da janela.

A Polícia Militar foi até a casa do agressor e encontrou o carro dele estacionado na rua. O homem havia fugido, mas telefonou para uma sobrinha e pediu ajuda, “dizendo que havia feito uma besteira”.

O homem ainda está foragido, mas deve responder por tentativa de feminicídio e violência doméstica. A Polícia Civil já pediu exame de corpo de delito, que deve ser realizado pela equipe do Instituto Médico Legal (IML).

Feminicídio

Na América Latina, nove mulheres são assassinadas por dia, vítimas de violência de gênero. A região, segundo um relatório da ONU Mulheres, é o local mais perigoso do mundo para elas, fora de uma zona de guerra.

Quase metade desta terrível cifra de 2.559 assassinatos ocorreu no Brasil, um país com legislação avançada sobre o tema, mas com uma estrutura de apoio que não dá conta da demanda. No ano passado, 1.133 brasileiras foram assassinadas por questões de gênero: uma média de três por dia.

Os dados apontados pelo relatório podem ser apenas a ponta do iceberg, já que as dificuldades para homologar as informações entre os diferentes países, inclusive entre as entidades de um mesmo país, complica o diagnóstico.

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