Redação Pragmatismo
Educação 23/Nov/2018 às 16:46 COMENTÁRIOS

Uma aula com Ricardo Vélez, novo ministro da Educação

Aula magna de Ricardo Vélez Rodriguez filmada numa faculdade do Paraná mostra claramente quem é o novo ministro da Educação

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Ricardo Vélez Rodriguez (reprodução)

Jornal GGN

Em setembro passado, durante uma aula magna numa faculdade do Paraná, o novo ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez disse que “nos últimos 30 anos” as escolas públicas do País foram dominadas pelo pensamento do “setor gramsciano do PT“. Antes da chegada de Jair Bolsonaro ao poder, as escolas tinham “pauta única“, “aquele negócio da ideologia do gênero. Esse é o ideal gramsciano.”

Na aula, Vélez resume o “gramscismo” como “a defesa da propriedade coletiva dos meios de produção mediante a transferência dos proprietários burgueses para os sindicatos de trabalhadores, além da defesa da escola única, controlada pelos sindicatos de trabalhadores e a defesa da internacionalização da hegemonia do proletariado“.

Os caminhos para o gramscismo, segundo o escolhido de Bolsonaro, é a “guerra civil e a apropriação das instituições” pela esquerda, sejam elas escola, igreja e mídia, “como já fizeram no Brasil. Nos últimos 30 anos, o setor gramsciano do PT tomou conta das escolas, das secretarias de educação, da mídia. Não é história de perseguição direitista. É fato. Eles foram eficientes nisso.”

Em artigo divulgado em 7 de novembro, Vélez afirmou que foi indicado para Bolsonaro por Olavo de Carvalho, e projetou “refundar” o MEC, seguindo o discurso do presidente eleito: “menos Brasília, mais Brasil“. Ao que tudo indica, o ministro anunciado pretende dar autonomia para que as prefeituras decidam no lugar do governo federal a base curricular do ensino médio e fundamental, valorizando os costumes de cada região.

“Os milicos na caserna”

Ao final da aula, um dos coordenadores perguntou o que Vélez achava da disputa presidencial e dos candidatos que estavam na frente nas pesquisas de opinião.

O hoje ministro anunciado, que já divulgou um texto prometendo seguir os ideais de Bolsonaro, não quis dizer em quem votaria, mas amenizou as críticas sobre o capitão da reserva abrir caminho para um golpe de Estado junto aos militares.

Vélez disse que não via problema em “colocar milicos em ministérios“. “General de pijama pode colocar que eles não dão golpe de Estado. Hoje os milicos aposentados são pessoas patriotas e que querem prestar um serviço ao País. Não querem dar golpe. São bons técnicos, cada um em sua área.”

O ministro o brasileiro tinha de rezar para sair vivo da atual conjuntura de crise e afirmou também que “ao menos o Brasil” estava vivendo a eleição normalmente. “Pelo menos uma coisa é certa“: “as instituições estão aí, mal e porcamente funcionando“, disparou. E “(…) milicos estão guardadinhos na caserna.”

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