Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 15/Oct/2018 às 19:00 COMENTÁRIOS

Mãe de dois filhos é chamada de 'travesti' e apanha de homem

Mulher é fisicamente agredida, chamada de "travesti", "escória da humanidade" e "puta" por agressor que tentou assediar sua amiga

Sandy Salum empresária
Sandy Salum

Uma empresária de 36 anos foi agredida por um homem após tentar defender a amiga que havia sido assediada por ele ao sair de uma festa. O caso aconteceu na última sexta-feira (12) em Manaus (AM).

Sandy Salum, que trabalha como chef de cozinha, se manifestou contra a atitude do homem e foi chamada de “travesti” e de “escória da humanidade”.

Depois das agressões verbais, o homem e a empresária entraram em luta corporal. Havia testemunhas no local, mas as pessoas relutaram em apartar a situação. Alguns disseram se tratar de “briga de marido e mulher”.

“O homem passou e puxou o cabelo dela [minha amiga]. Ela disse ‘ai, me deixa’. Eu disse, ‘ei, deixa ela’. Só que, pelo fato de eu ter a voz grossa, ele já falou ‘o que que é, sua travesti? sua escória da humanidade, puta’. Ele veio pra cima e me empurrou. Ele saiu correndo a ladeira e entrou no táxi. Eu fui atrás dele e falei ‘agora tu me chama de travesti de novo. Me respeita”, disse Sandy.

“É inadmissível. Só me ajudaram depois, porque baixou o sangue e eu comecei a chorar. Ele me chamou de escória da humanidade, de puta. Eu sou mulher, eu sou mãe de dois filhos adolescentes. Eu mereço respeito. Ele não tinha direito de tocar em mim. Foi quando os homens realmente ficaram indginados e saíram empurrando ele”, desabafou.

“A gente não pode deixar essas atitudes impunes. Nós temos que denunciar e continuar, porque, independente de qualquer coisa, se for parente de político, se for uma pessoa poderosa, se você for gay, trans, mulher, negra, lésbica, não importa. Você é ser humano e você tem os seus direitos como cidadão de bem. E eu vou lutar. Eu sou mae, eu sou mulher, eu sou negra, eu sofri preconceito desde criança e nem por isso eu vou me fazer de vítima. Eu vou atrás dos meus direitos na Justiça”, finalizou.

A empresária, que é ex-rainha de bateria de uma renomada escola no Amazonas, abriu um Boletim de Ocorrência e fez exame de corpo e delito. O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

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