Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 09/Aug/2018 às 20:17 COMENTÁRIOS

Patrícia Aline pediu ajuda pelo WhatsApp antes de ser morta pelo namorado

A jovem Patrícia Aline dos Santos pediu, desesperadamente, ajuda a uma amiga pelo WhatsApp antes de ser assassinada pelo namorado. Ele não aceitava o fim do relacionamento

Patrícia Aline morta namorado WhatsApp
Patrícia Aline sabia que corria risco de morte

Patrícia Aline dos Santos, de 29 anos, foi encontrada morta nesta quinta-feira (9) em um matagal na cidade de Palmas, capital do Tocantins. A jovem estava seminua e seu corpo continha marcas de agressão.

Segundo a polícia, o responsável pelo crime é Iury Italu Mendanha, de 24 anos, namorado da vítima, que está foragido.

Testemunhas disseram que Patrícia e o namorado estavam juntos há dois meses e tinham um relacionamento conturbado. Segundo o delegado responsável pelo caso, o corpo da mulher também tinha marcas de tiros. Na casa de Iury, a polícia encontrou armas e munição.

“Várias testemunhas apontam que era um relacionamento conturbado. E que eles tinham terminado e voltado, então ele descobriu que ela tinha ficado com alguém, não gostou e passou a ameaçá-la, inclusive com um revólver. Há vários pedidos dela de socorro, reclamando da agressividade do Iury”, disse o delegado Israel Andrade.

Dias antes de ser morta, Patrícia pediu ajuda para uma amiga pelo Whatsapp, afirmando que o namorado queria matá-la. “Amiga, pelo amor de Deus. Me ajuda; vem aqui em casa. Iury quer me matar”, escreveu a vítima em mensagem para a amiga (imagens).

Em entrevista para a mídia local, Jaqueline Soares, amiga de Patrícia, confirmou que recebeu os pedidos de socorro. “Os dois brigaram na segunda-feira (6) e terminaram o namoro, mas ele ficou ameaçando ela. Patrícia me ligou desesperada dizendo que ele havia pulado o muro e queria matá-la”, relatou.

Outras testemunhas disseram à polícia que o namorado tinha comportamento obsessivo e passou a ameaçar Patrícia após ela revelar que não queria continuar com o relacionamento.

Feminicídio

O assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero recebeu uma designação própria: feminicídio. No Brasil, é também um crime hediondo. Se condenado, Iury Italu Mendanha pode pegar até 30 anos de prisão.

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