Redação Pragmatismo
Lula 04/May/2018 às 16:26 COMENTÁRIOS

Delegado da PF promove quebradeira no acampamento pró-Lula

Delegado da Polícia Federal invade acampamento pró-Lula, promove quebradeira no local, xinga manifestantes, vai embora e depois volta para gerar mais atrito

delegado Gastão Schefer Neto acampamento
Identificado autor do ataque ao acampamento pró-Lula: trata-se do delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto

O acampamento Marisa Leticia, em Curitiba, foi atacado na manhã desta sexta-feira (4) pelo delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto, que tentou destruir o equipamento de som da Vigília Lula Livre, “numa atitude fascista e ensandecida”, segundo a organização.

Schefer Neto foi presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná e foi candidato a deputado federal pelo PR. É conhecido e agressivo militante antipetista nas redes sociais e defensor da força tarefa da Lava Jato.

O delegado agrediu militantes na praça Olga Benário e quebrou os equipamentos enquanto ocorria a atividade diária “Bom Dia presidente Lula”. Depois, em atitude ostensiva, voltou para provocar e filmar os manifestantes.

A deputada federal Ana Perugini (PT-SP) e a deputada estadual de São Paulo Marcia Lia (PT) testemunharam o ataque. Um boletim de ocorrência criminal foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia de Curitiba

“Em que pese o apoio e solidariedade com que contam, em Curitiba, a Vigília Lula Livre, o acampamento Marisa Leticia e os diferentes espaços em defesa da democracia e da liberdade de Lula, há incidentes e manifestações esporádicas de ódio contra nossos espaços e militantes. Seguimos cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas”, diz, em nota, a organização da vigília.

“Atos de violência ou intolerância não irão nos calar”, afirma ainda. Os manifestantes lembram que este é o segundo ataque contra a vigília envolvendo a Polícia Federal ou membros da instituição, quase um mês depois de serem agredidos com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo na chegada de Lula ao prédio da Superintendência, onde está preso.

O movimento ressalta estar ocupando as ruas “legalmente e cumprindo todas as cláusulas do acordo firmado com as autoridades para garantir o direito constitucional à livre manifestação”. A vigília reafirma esperar o cumprimento por parte das autoridades do compromisso de garantir a segurança e a pronta investigação de ataques verbais e físicos. “Daqui só sairemos com a liberdade de Lula”, prometem os militantes.

“Nada irrita mais os ignorantes, os que não querem o jogo político baseado na disputa de ideias, os que não têm outra narrativa a não ser o ódio, do que ver nossas manifestações organizadas e firmes, a ponto de alcançar 30 dias de luta”, afirma a nota.

Registros do ataque:

RBA

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