Redação Pragmatismo
Racismo não 12/Apr/2018 às 11:15 COMENTÁRIOS

Lógica de Sheherazade: racismo pode, petismo não!

Incrédula, apresentadora Rachel Sheherazade publica desabafo após ouvir áudio de Chico Pinheiro e traça comparativo com a demissão de William Waack da Globo por racismo

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Racismo pode, petismo não. Essa foi a mensagem deixada nas entrelinhas por Rachel Sheherazade ao divulgar nas redes sociais um desabafo sobre o suposto áudio de Chico Pinheiro. A apresentadora ainda traçou um paralelo com o episódio racista que culminou na demissão de William Waack da Globo.

“Será o polêmico áudio mesmo de Chico Pinheiro? Custo a acreditar. Como um jornalista tão experiente cairia no conto do PT?”, questionou a apresentadora do SBT.

“Criticaria o trabalho jornalístico da própria @GloboNews para defender um corrupto condenado? Inconcebível! indefensável”, prosseguiu Sheherazade. “Por muito menos, William Waack caiu!”, finalizou.

Entenda. Rachel Sheherazade referia-se a um áudio atribuído ao jornalista Chico Pinheiro, da TV Globo, que passou a circular em grupos de WhatsApp e vídeos do Youtube após o ex-presidente Lula se apresentar à Polícia Federal para cumprir pena.

Na gravação, Pinheiro se solidariza com Lula e critica Sergio Moro, juiz da Lava Jato. “Que o Lula tenha calma, sabedoria, inspiração divina pra ficar quieto um tempo ali onde ele está. Se a gente pensar bem, aquela acomodação em que ele está é melhor que todos os lugares onde ele dormiu quando era criança e quando ele estava na juventude”, diz trecho do áudio.

Para Rachel Sheherazade, o jornalista deveria ter sido demitido da Globo, já que seu posicionamento seria de teor mais preocupante do que aquele externado por William Waack, mandado embora da emissora por debochar de negros.

Relembre. A Rede Globo demitiu William Waack após o vazamento de um vídeo em que ele aparece falando uma frase de cunho racista. Na ocasião, Waack estava nos estúdios da Globo, a trabalho.

O vídeo que circulou na internet com o episódio racista provocou revolta. Durante intervalo de uma gravação em frente à Casa Branca, em Washington, para o Jornal da Globo, diário do qual Waack era âncora, ele criticou um motorista que buzinava perto do estúdio.

“Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é”, diz Waack, que se vira para seu entrevistado e sussurra: “É preto. É coisa de preto”. O interlocutor não ouve e Waack, então, repete de forma mais audível: “É preto”, e ri.

Está clara, portanto, a lógica de Sheherazade: solidarizar-se com um líder de esquerda através das redes sociais por considerar que ele foi vítima de perseguição e de um julgamento parcial é muito mais grave do que desprezar e tripudiar de alguém, no seu ambiente de trabalho, por causa da cor de sua pele.

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