Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 11/Apr/2018 às 19:38 COMENTÁRIOS

Perícia revela que Patrícia Mitie Koike foi asfixiada

Patrícia Mitie Koike foi morta por asfixia e teria sido mantida em cárcere privado nos sete dias anteriores. Altamiro, estudante de medicina e autor do crime, havia prometido à família de Patrícia "cuidar dela". Mãe do assassino suspeita que vítima tenha sido dopada

Patricia Mitie Koike asfixia
Patricia Mitie Koike foi assassinada pelo namorado

Exames médicos revelaram que a estudante Patrícia Mitie Koike foi morta por asfixia. O assassino confesso do crime é o estudante de medicina Altamiro Lopes dos Santos Neto, namorado da vítima.

Antes de ser enforcada até a morte, Patrícia ainda foi espancada por Altamiro. A jovem tinha marcas de agressões na cabeça e em diversas partes do corpo.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Médico Legal (IML) e pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11). Saiba mais sobre o crime AQUI.

Ainda de acordo com as investigações, Patrícia foi morta muitas horas antes de ter sido encontrada no carro de Altamiro, que foi preso enquanto dirigia com a vítima no banco do carona, em Nova Iguaçu (RJ).

Investigadores suspeitam que ela foi mantida em cárcere privado, pelo menos, nos sete dias anteriores ao crime. Nesse período, ela teria sido agredida e dopada.

Altamiro, em depoimento, disse que agrediu a namorada em uma briga iniciada após ela avisar que queria ir morar com familiares no Japão.

A suspeita que ela tenha sido dopada surgiu após o relato da mãe de Altamiro, que também é médica. Ela contou que conversou com Patrícia momentos antes de ela ser morta e desconfiou que a vítima estivesse dopada, pois “não falava palavras que faziam sentido”.

Namoro de escola

O casal se relacionava há cinco anos, desde a época do Ensino Médio em Sorocoba, em São Paulo. Quando Altamiro passou no vestibular para uma faculdade particular no Rio, insistiu para que a namorada viesse morar com ele em Nova Iguaçu e prometeu à família “cuidar dela”.

A família da jovem embarcou terça-feira à noite do Japão para o Brasil. Em sua página do Facebook, o irmão de Patrícia, Lauro Hideki, disse que fará de tudo para que nenhuma outra mulher seja “vítima desse tipo de crueldade” e que a irmã era vítima de um relacionamento abusivo.

“Minha irmã, me dói MUITO ter que escrever isso, a dor mais intensa que já senti na vida, mas precisava que seus amigos soubessem disso tudo. Você não foi a primeira e não vai ser a última vítima de relacionamento abusivo”, escreveu.

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