Redação Pragmatismo
Saúde 26/Feb/2018 às 13:18 COMENTÁRIOS

Grávida de trigêmeos morre após chá de bebê e família alega negligência

Grávida de trigêmeos que morreu após chá de bebê estava bem de saúde, dizem familiares, que alegam negligência de médico e de hospital. Uma cesária de emergência foi realizada para retirar os bebês, mas eles não resistiram

grávida de trigêmeos Giseli Cristina Sanches

Giseli Cristina Sanches morreu na última semana na cidade em Jales (SP), na região de São José do Rio Preto (SP). Seu falecimento provocou comoção no município.

A mulher de 39 anos estava grávida de trigêmeos, no sétimo mês de gestação. Familiares contam que ela passou mal horas após participar de seu chá de bebê.

Por volta das 22h a pressão arterial de Giseli começou a subir e o SAMU foi acionado. Enquanto era levada ao hospital, ela teve uma parada cardíaca e não resistiu.

Giseli foi submetida a uma cirurgia de emergência, realizada para a retirada dos bebês. Um menino já nasceu morto e uma menina não resistiu e faleceu horas depois de nascer. A terceira menina sobreviveu e ficou internada em estado grave, mas infelizmente também perdeu a vida.

Negligência

Apesar de se tratar de uma gravidez de risco por conta de sua idade, parentes dizem que a gestação de Giseli foi tranquila. “Nós ainda estamos muito assustados, porque tudo isso que aconteceu foi em questão de horas”, disse Flávia Sanches, prima de Giseli.

Ainda conforme a prima, toda a família preparou a comemoração para o nascimento dos bebês para que a gestante não se esforçasse.

“Ela só estava se sentindo cansada e aparentemente estava tudo certo. A Giseli não tinha reclamado de nada durante a festa”, lembra.

Por conta de alguns inchaços no corpo, Giseli havia passado recentemente por consulta no Hospital de Base, em São José do Rio Preto, mas foi liberada pelo médico.

“Nunca eram os mesmos médicos que a atendiam. Eram sempre residentes que falavam que a perna dela – que até drenava líquido e tinha bolha de água – era normal devido à gestação”, afirma a prima.

Os familiares de Giseli afirmam que ela deveria ter ficado internada por conta dos inchaços e alegam negligência do Hospital de Base de Rio Preto.

Nota

Em nota, o Hospital de Base de Rio Preto lamentou a morte da paciente e disse que não tinha recebido por parte dos familiares nenhuma manifestação sobre o atendimento prestado pela instituição à gestante.

O hospital disse ainda que “sobre o atendimento e demais informações sobre a paciente, estas não podem ser divulgadas para não infringir o sigilo médico e em respeito à privacidade da paciente”.

Giseli tinha outros dois filhos, um jovem de 18 anos e uma adolescente, de 14.

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