Redação Pragmatismo
Mundo 03/Nov/2017 às 13:44 COMENTÁRIOS

Os 3 melhores lugares do mundo para morar fora do Brasil, segundo o IDH

Com base em critérios como educação, saúde, segurança e desenvolvimento social, confira os três melhores países do mundo para morar fora do Brasil

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Vista noturna da cidade de Alesund, na Noruega

Qual seria o melhor lugar do mundo para morar fora do Brasil? Certamente trata-se de um questionamento sem resposta exata, já que as particularidades, objetivos e desejos dos seres humanos são almejados de formas distintas.

No entanto, caso fôssemos utilizar como critério apenas o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o país apresenta, três nações são indicadas para compor o pódio da lista.

O IDH avalia índices como saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.

Vamos ao top 3:

3º — NOVA ZELÂNDIA

A Nova Zelândia e sua cultura não são muito familiares aos brasileiros. No entanto, a amistosidade do país diante dos turistas e imigrantes tem colaborado para um fluxo cada vez maior de visitantes e moradores.

Por ter apenas 4,5 milhões de habitantes, a Nova Zelândia é um dos países que mais incentiva imigração e ocupação territorial. A população é, em maioria, urbana, e a expectativa de vida é uma das mais altas do mundo.

A segurança também contribui para colocar o país em posição de destaque quando o assunto é a escolha do melhor lugar para morar fora do Brasil.

Com um sistema de educação abrangente e eficaz, o país se destaca pela qualidade das universidades e grande receptividade para com estudantes estrangeiros.

Estável economicamente, a Nova Zelândia tem importantes atividades extrativistas e agropecuárias, com foco na exportação e no cultivo inteligente.

Para conhecer os dois tipos de visto de trabalho na Nova Zelândia, clique aqui.

2º — AUSTRÁLIA

Com uma população estimada em pouco mais de 24 milhões de habitantes, a Austrália integra o segundo lugar da lista de IDH mundial, de acordo com dados de 2016.

Na Austrália, a frequência escolar é obrigatória. Todas as crianças recebem 11 anos de escolaridade, entre os 6 e 16 anos (Ano 1 a 10). Em seguida, elas realizam mais dois anos de estudo (Anos 11 e 12), o que contribui para uma taxa de alfabetização de adultos estimada em 99%.

No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), a Austrália regularmente é classificada entre os cinco primeiros entre os 30 principais países desenvolvidos.

Na Austrália existe um sistema público de formação profissional, conhecido como Institutos TAFE, e muitos empregadores realizam estágios para a formação de novos funcionários. Cerca de 58% dos australianos com idade entre 25 e 64 anos têm qualificação profissional ou superior, sendo a taxa de graduação superior a 49% da população, a mais alta entre os países desenvolvidos.

O governo australiano introduziu um sistema de saúde universal, conhecido como Medibank, em 1975. Reformulado por sucessivos governos, a sua versão atual, o Medicare, passou a existir em 1984. Agora é nominalmente financiado por uma sobretaxa do imposto de renda, conhecida como “imposto Medicare”, atualmente fixada em 1,5%.

A expectativa de vida na Austrália é relativamente elevada, sendo de 78,7 anos para os homens e de 83,5 anos para as mulheres nascidas em 2006.

A Austrália é a décima terceira maior economia do mundo e tem o décimo terceiro maior PIB per capita, maior que o do Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Japão, e em par com o dos Estados Unidos. A taxa de pobreza no país é considerada baixa.

1º — NORUEGA

A Noruega tem uma população pequena: 5,2 milhões de habitantes. Apenas como comparativo, o estado brasileiro do Paraná tem cerca de 11 milhões de habitantes.

O sistema escolar norueguês pode ser dividido em três partes: Ensino Fundamental (Barneskole, obrigatório dos 6 aos 13 anos), o ensino secundário inferior (Ungdomsskole, obrigatório dos 13 aos 16 anos), e o ensino secundário (Videregående Skole, obrigatório dos 16 aos 19 anos). Escolas primárias e secundárias são obrigatórias para todas as crianças dos 6 aos 16 anos.

Para saber mais sobre o sistema educacional da Noruega, clique aqui.

O sistema de saúde na Noruega é baseado no modelo de Beveridge, no qual o serviço de saúde fornecido é financiado pelo governo através de pagamentos de impostos. Muitos hospitais e clínicas são de propriedade do governo; alguns médicos são funcionários do governo, há também médicos particulares que, por sua vez, também são pagos pelo governo. Este sistema tende a ter baixos custos per capita, porque o governo, como o único financiador, controla o que os médicos podem ou não cobrar dos pacientes.

Eis alguns pilares da saúde na Noruega:

-A saúde é um direito humano e não um privilégio.
-O governo tem propriedade e operação do serviço de saúde.
-A total responsabilidade do governo nacional de prestar cuidados de saúde equitativos e eficazes à todos os cidadãos.
-Acesso pleno a todos, independentemente da situação econômica do paciente.
-Médico Clínico Geral primário como porta de entrada para o resto do sistema e serviços de saúde.

A economia da Noruega segue os rumos da social-democracia, Estado de bem-estar social, caracterizando uma combinação da atividade do mercado e da intervenção do governo. As áreas estratégicas são totalmente controladas pelo estado. O país é dotado com ricos recursos naturais — petróleo, energia hidroelétrica, peixes, florestas e minerais — e é altamente dependente de sua produção de óleo e preços de óleo internacionais. Somente Arábia Saudita e Rússia exportam mais óleo do que Noruega.

Em 2014, pela primeira vez, um país alcançou um Produto Interno Bruto per capita acima de US$ 100 mil: foi a Noruega. Segundo a ONU, jamais uma sociedade havia atingido nível de desenvolvimento humano igual ao de Oslo, capital do país nórdico. O salário mínimo é de R$ 14 mil e o desemprego é de 2%.

Em 100 anos, a Noruega deixou de ser um dos países mais pobres da Europa, convivendo com o gelo e a escuridão por metade do ano, para se transformar em sinônimo de riqueza e justiça social.

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