Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 28/Sep/2017 às 17:10 COMENTÁRIOS

Juiz solta homem preso em flagrante por ejacular em mulher

Juiz diz que ejacular em mulher no ônibus não é crime e solta agressor preso em flagrante. Vítima diz que sentiu "nojo e desrespeito"

evandro quessada ejaculou

Um juiz de São Paulo mandou soltar Evandro Quessada da Silva, de 26 anos, preso na manhã da última quarta-feira (27) após ejacular na perna de uma mulher dentro de um ônibus na Zona Leste da capital paulista.

No entendimento da Justiça, não houve crime sexual mediante fraude porque “não houve contato entre o averiguado e vítima que pudesse indicar ter sido ela enganada”. “Sem o emprego de fraude não há crime”, diz a sentença.

Em sua decisão após a audiência de custódia, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo afirmou que “a conduta do indiciado é bastante grave e repugnante, atos como esse violam gravemente a dignidade sexual das mulheres mas, infelizmente, penalmente, configuram apenas contravenção penal. Como essa contravenção é apenas somente com multa, impossível a homologação do flagrante.”

‘Nojo’

A vítima, de 34 anos, disse em entrevista à TV Globo que sentiu nojo com a situação a que foi submetida. Eu senti um movimento, depois senti um negócio caindo na minha perna, pingou no meu pé”.

“Nojo, nojo. É um desrespeito. Não sei explicar direito, nunca tinha passado por isso. É algo muito desagradável. Minha perna tá tremendo até agora.”

Dentro do ônibus, os passageiros, revoltados, agrediram o homem. O motorista viu uma viatura passando e parou o ônibus. Na delegacia, o preso disse que não sabe como isso aconteceu.

Quatro passageiros prestaram depoimento, como testemunhas, contando como o crime ocorreu.

Ejaculações

No mesmo dia, outro homem foi preso após ejacular em uma mulher em um ônibus na Zona Norte de São Paulo.

Segundo testemunhas, um vigia de 31 anos foi flagrado por uma passageira ejaculando nas costas de outra mulher. Quando souberam, outros passageiros agiram e impediram que o homem saísse do coletivo.

O motorista chamou a polícia, que prendeu o vigia. Ele foi encaminhado ao 38º Distrito Policial, na Vila Amália. A delegada o indiciou por violência sexual mediante fraude e pediu sua prisão. O agressor já tinha cometido crime semelhante em 2015, num vagão do metrô.

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