Redação Pragmatismo
Barbárie 21/Sep/2017 às 14:23 COMENTÁRIOS

Barbárie: homem admite que cortou pescoço de britânica desaparecida no AM

"Piratas matam, depois roubam". Homem confessa que cortou pescoço de atleta britânica desaparecida no Rio Solimões, na Amazônia

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A britânica Emma Kelty e o ‘pirata’ Artur Gomes da Silva, homem que confessou ter cortado o pescoço da atleta

O caso do assassinato da turista britânica Emma Kelty, 43, desaparecida no Rio Solimões, no Amazonas, desde a última semana, está prestes a ser solucionado.

De acordo com a Polícia Civil, o que ocorreu foi um latrocínio cometido por sete pessoas identificadas como “piratas do rio”. Artur Gomes da Silva admitiu ter cortado o pescoço da vítima, que já havia recebido tiros de arma de fogo.

Na tarde da última quarta-feira (20), quatro suspeitos foram detidos, acusados de participar da morte da turista.

Em depoimento, Artur Gomes da Silva, conhecido como “Beira”, confessou ter cometido o crime junto aos comparsas.

Embora a Polícia Civil tenha confirmado a morte de Kelty, os investigadores ainda não localizaram o corpo.

Kelty era considerada desaparecida desde o dia 13 de setembro, quando seu GPS teve o localizador de emergência acionado nas margens do Rio Solimões, na área de Coari, a cerca de 360 km de Manaus.

“Ele confirmou que cortou o pescoço dela por último, depois que já tinha levado tiros”, conta o delegado de Coari, José Barradas Júnior.

“Eles são piratas do rio: primeiro matam, depois roubam”, afirma Barradas. De acordo com o delegado, Kelty estava acampada à beira do Solimões quando foi abordada pelos bandidos.

Sete homens participaram do assassinato, entre eles um menor. Quatro foram detidos, um foi morto na última terça-feira (19) durante troca de tiros com traficantes e dois estão foragidos.

Na quarta-feira, a Marinha do Brasil entregou à polícia o caiaque de Kelty. A polícia conseguiu recuperar também todos os pertences roubados: uma câmera GoPro, um drone de filmagem, dois celulares, um cartão de memória e o GPS que emitiu o sinal de alerta.

De acordo com Barradas, este tipo de grupo, chamados de piratas do rio, é comum na região. “Eles costumam roubar pequenas embarcações e drogas de traficantes.”

Entenda o caso

Na noite do dia 13 de setembro, uma empresa geolocalização informou à Marinha que o GPS de Kelty havia acionado o localizador de emergência entre as cidades de Coari e Codajás, no Amazonas.

A Marinha iniciou as buscas no dia seguinte. De acordo com o órgão, moradores da região informaram aos militares que tinham visto alguns pertences da britânica às margens do Rio Solimões. Os primeiros objetos foram encontrados no último sábado (16).

Kelty estava viajando sozinha pela Amazônia há quase dois meses. A jornada com o caiaque iniciou-se no Peru, no começo de agosto. “A 1 da manhã, que mudança dramática em um dia… assim é o rio… cada quilômetro é diferente e porque uma área é ruim não significa que….”, diz a última postagem da aventureira no Twitter, no dia 13.

VEJA TAMBÉM: Últimas mensagens de britânica desaparecida indicam terra sem dono e sem lei

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