Redação Pragmatismo
Direitos Humanos 11/Jul/2017 às 10:28 COMENTÁRIOS

As 5 principais crueldades da Reforma Trabalhista

Votação da Reforma Trabalhista está agendada para hoje no Senado Federal e governo se esforça para garantir aprovação. Conheça as 5 principais maldades que acompanham a mudança da lei

principais crueldades reforma trabalhista mulheres direitos clt

Fania Rodrigues, Brasil de Fato

Em meio à denúncias de corrupção envolvendo diretamente o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB), o governo tenta aprovar a reforma trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores para favorecer grandes empresários. O projeto de lei que muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovado na quarta-feira (28), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguirá para a última etapa de votação, no plenário do Senado Federal. Veja o que muda na CLT e como isso afeta sua vida.

1. Grávidas e lactantes poderão trabalhar em lugares insalubres. Se aprovada, a reforma permitirá que mulheres grávidas ou que estão amamentando trabalhem em lugares insalubres de grau médio e mínimo. Só ficará proibido o grau máximo. Nos locais insalubres, as trabalhadoras terão contato com produtos químicos, agentes biológicos, radiação, exposição ao calor, ambiente hospitalar de risco, frio intenso e outros.

2. Assédio moral e sexual será precificado de acordo com condição social da vítima. Caso esse crime seja cometido pelo patrão, a vítima será indenizada de acordo com o salário que ela recebe. As trabalhadoras que ganham menos ficarão mais vulneráveis. “Uma gerente que for assediada ganhará uma indenização maior do que uma secretária. Assim, sairá mais barato assediar as trabalhadoras do chão de fábrica”, explica a senadora Gleisi Hoffmann.

3. Mulheres deixarão de ter direito a descanso. A reforma revoga o artigo 384 da CLT. Na prática, acaba com o direito da mulher descansar 15 minutos, como previsto hoje, antes de começar uma jornada extraordinária, ou seja, a hora extra. No passado, o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu que esse dispositivo é constitucional devido à dupla jornada de trabalho das mulheres.

4. Trabalho de 12 horas seguidas por dia. O governo quer aprovar uma medida que permita que o trabalhador possa ter jornada de 12 horas e descanso de 36 horas, quando a legislação brasileira hoje estabelece jornada máxima de 8 horas. Levando em conta que o patrão tem muito mais poder na hora de negociar, o trabalhador ficaria exposto a jornadas exaustivas que podem comprometer sua saúde.

5. Trabalho intermitente. Nesse tipo de trabalho o empregado não tem vínculo com a empresa, nem horário certo, mas fica a disposição do patrão 24h por dia e só recebe as horas trabalhadas. Funciona assim: quando a empresa chamar, a pessoa trabalha 4h. Se não voltar a chamar o trabalhador só receberá por essas 4h. E se ela não quiser mais os serviços não haverá rescisão de contrato, férias, décimo terceiro. Sindicatos classificam essa jornada como a “escravidão do século 21“.

Leia também:
10 razões para rejeitar a reforma trabalhista do governo Temer
O empresário milionário por trás da Reforma Trabalhista no Senado
Reforma trabalhista propõe inviabilizar a aposentadoria pública no Brasil
Atrizes e atores da Globo vão às redes contra as ‘reformas’ de Temer
Como era a vida dos trabalhadores antes da CLT
Lobistas de bancos, indústrias e transportes estão por trás da reforma trabalhista
“Se a Reforma da Previdência fosse justa, valeria para todos os políticos”
Quem ganha e quem perde com a Reforma da Previdência?

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Modernização das relações de trabalho com respeito Postado em 07/Aug/2017 às 16:01

    […] também: As 5 principais crueldades da Reforma Trabalhista O empresário milionário por trás da Reforma Trabalhista no Senado Reforma trabalhista propõe […]