Redação Pragmatismo
Michel Temer 29/Jun/2017 às 13:17 COMENTÁRIOS

Temer teve encontro fora da agenda com Gilmar antes de escolher Raquel Dodge

Acompanhado de outros dois ministros acusados de corrupção, Michel Temer jantou na casa de Gilmar Mendes na véspera da escolha de Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República. O encontro não constava nas agendas nem do presidente, nem do ministro do STF

Michel Temer Gilmar Mendes
Michel Temer e Gilmar Mendes (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer se reuniu, na noite de terça-feira (27), com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera da escolha de Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República.

O encontro não estava na agenda oficial, mas foi confirmado pelo Palácio do Planalto. Ele aconteceu na casa de Gilmar Mendes, durante um jantar.

Os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) também participaram da reunião. Gilmar Mandes também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em seu voto na sessão de quarta-feira do STF, durante o julgamento da validade das delações da JBS, Gilmar Mendes fez duros ataques à Lava Jato, afirmando que a operação está criando o “Direito Penal de Curitiba”.

Já durante o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, foi de Gilmar Mendes o voto de minerva que garantiu a absolvição de Temer.

Raquel Dodge

O presidente Michel Temer anunciou oficialmente o nome da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge para suceder Rodrigo Janot no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A escolha ocorreu nesta quarta-feira (28), 24 horas depois de os membros do Ministério Público Federal elegerem a lista tríplice para a definição do novo ocupante do cargo.

Ao escolher Raquel, Michel Temer quebrou a prática adotada nos últimos 14 anos pelos ex-presidentes Lula e Dilma Roussef de endossar o procurador mais votado pelos membros do MPF na lista tríplice.

Raquel havia sido a segunda mais votada, com 587 votos. Em primeiro lugar, com 621 votos, ficou o o subprocurador-geral da República Nicolao Dino.

Nicolau Dino representava a continuidade do grupo de Janot – com quem Temer está em guerra aberta – no comando do Ministério Público.

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