Redação Pragmatismo
Racismo não 09/Jun/2017 às 12:19
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Estudantes se vestem de Ku Klux Klan na Bahia e causam revolta

Estudantes de escola particular da Bahia, estado com o maior número de negros do Brasil, se vestiram como membros do grupo racista americano Ku Klux Klan. Em uma das imagens, aluno aparece fazendo saudação nazista. Colégio divulgou nota sobre o episódio

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Alunos se vestiram de Ku Klux Klan e fizeram saudações nazistas em colégio de Salvador/BA

Imagens de estudantes do 3º ano do Colégio Anchieta, em Salvador, trajados como membros da Ku Klux Klan (KKK) estão provocando revolta nas redes sociais.

A Ku Klux Klan (KKK) é uma organização declaradamente racista que promove a superioridade dos brancos e pratica atos contra os negros nos Estados Unidos. O grupo já foi responsável por centenas de assassinatos de negros ao longo da história. A ‘KKK’ justifica sua homofobia, xenofobia e racismo com passagens da Bíblicas.

Os alunos da escola particular aparecem em pelo menos duas fotos publicadas na internet. Em uma delas, eles estão ao lado de um outro colega branco que faz uma saudação nazista.

Na outra imagem, os estudantes fantasiados de ‘KKK’ estão ao lado de um jovem negro. Curiosamente, o caso ocorreu na Bahia, estado que tem, proporcionalmente, o maior número de negros no Brasil.

As imagens vieram à tona depois que outros alunos, indignados com a postura dos colegas, resolveram divulgá-las nas redes sociais em tom crítico.

“O pior é que os garotos estavam cheios de orgulho desfilando dentro e fora da escola com essa fantasia. Fiquei extremamente incomodada”, disse uma das alunas em um perfil no Facebook.

“Pelo que foi relatado, esses alunos ‘fantasiados’ foram conduzidos de carro pelos próprios pais até o Colégio Anchieta e assim entraram/circularam pelas dependências sem nenhuma intervenção?”, questionou um internauta.

NOTA

A instituição de ensino divulgou uma nota afirmando que a encenação é “incoerente com os objetivos com a filosofia do Colégio Anchieta”.

O colégio ressaltou que não comunga com a ação dos alunos, mas alega que, “como educadores, sabemos que no trabalho com jovens, vez por outra, eles podem se equivocar no agir e no pensar, o que requer nossa orientação como parte efetiva de intervenção no mundo adolescente”.

As imagens dos estudantes baianos lembra casos semelhantes que aconteceram em duas festas escolares no Rio Grande do Sul. Na ocasião, os alunos se vestiram de empregadas domésticas, mecânicos e garis no evento batizado de “Se nada der certo”, em alusão a atividades que fariam caso seus planos de vida fracassassem.

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