Redação Pragmatismo
Governo 07/Feb/2017 às 14:14 COMENTÁRIOS

Alexandre de Moraes no STF é o fim da política de faz de contas

Com Alexandre de Moraes no STF, Michel Temer abre mão de intermediários e do faz de conta. Curiosamente, Se todos levassem em conta a tese de doutorado do próprio Alexandre ele não poderia ser ministro do Supremo

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Michel Temer e Alexandre de Moraes (reprodução)

Bob Fernandes, via Facebook

Basta de intermediários e faz de conta. Michel Temer indicou Alexandre de Moraes para vaga de juiz no Supremo Tribunal Federal.

Se aprovado no Senado, onde o governo Temer tem ampla maioria, Alexandre será revisor em certos casos da Operação Lava Jato.

Alexandre é ministro da Justiça de Temer. Temer foi citado 43 vezes em delação da Odebrecht na Lava Jato.

Temer acaba de tornar ministro o secretário Moreira Franco. O “Angorá”, citado 34 vezes na mesma delação da Odebrecht.

Ministro tem foro privilegiado, só pode ser julgado pelo Supremo. Nesse caso, não pelo juiz Moro.

Moro que ordenou gravar conversa da presidente Dilma com Lula quando Dilma nomeou Lula ministro.

Gravação vazada para impedir que Lula obtivesse foro privilegiado ao ser efetivado como ministro.

Gravação ilegal pela captação, e divulgação pelo próprio Moro, de conversa da presidente Dilma, que não era investigada.

Alexandre de Moraes foi Secretário de Segurança Pública do governo Alckmin. O governador de São Paulo, segundo vazamentos, seria o “Santo” em planilhas da Odebrecht.

Novas delações de empreiteiras apontam para propinas pagas em governos do PSDB em São Paulo e Minas Gerais.

Alexandre é o ministro da Justiça. Especula-se que o PMDB herdaria o ministério da Justiça. Que chefia a Polícia Federal.

A Polícia Federal investiga e prende na Lava Jato. Lava Jato a ser “estancada”, segundo célebre pregação do líder do governo Temer, Romero Juca. O “Caju” nas planilhas.

Se Supremo, Senado, Temer e Alexandre levassem em conta a opinião do próprio Alexandre ele não poderia ser ministro do Supremo.

Há 17 anos, para se tornar “doutor” pela USP, Alexandre defendeu uma tese…

Segundo um item dessa tese, quem servisse a um presidente da República “em cargo de confiança” não poderia ser indicado para o Supremo pelo mesmo presidente…

…Isso para se evitar “demonstração de gratidão política”.

A propósito de gratidões…No dia 11 de Maio passado a polícia de São Paulo prendeu Silvonei José de Jesus Souza.
Silvonei invadiu o celular de Marcela Temer, casada com o presidente. Roubou fotos, áudios, e cobrava para não divulgá-los.

Um dia depois da prisão, 12 de Maio, o secretário de segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, foi convidado por Temer para ser ministro da Justiça.

Em 6 meses Silvonei foi julgado e condenado. Ficará preso por 5 anos em “regime fechado”.

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