Redação Pragmatismo
Homofobia 05/Dec/2016 às 16:10 COMENTÁRIOS

O vídeo que serve de lição para os pais que acreditam em 'cura gay'

Vídeo com trechos de 'Orações para Bobby' alerta sobre intolerância de pais que acreditam em 'cura gay'. Diálogo final entre mãe e filho precede o suicídio do garoto

vídeo lição pais cura gay suicídio

Com a repercussão da tag #SerGayÉ, primeiro lugar nos tópicos mais falados no Twitter no Brasil, muita gente está discutindo sobre a resistência oferecida pela comunidade LGBT perante a intolerância.

Um dos tweets mais virais traz uma edição de cenas do filme Orações para Bobby (2009), protagonizado por Sigourney Weaver. O compilado é emocionante.

A história se passa nos anos 70 nos subúrbios dos Estados Unidos.

Mary Griffith (Sigourney Weaver) é uma matriarca evangélica que frequenta a Igreja Presbiteriana e não aceita a orientação sexual de seu filho Bobby. Ela acredita na “cura gay”, bandeira que ainda hoje persiste entre lideranças evangélicas no Brasil.

Este é o diálogo derradeiro de mãe e filho que precede a decisão de Bobby acabar com a própria vida:

– Me aceita como eu sou ou me esqueça.
Eu não vou ter um filho gay.
– Então, mãe, você não tem um filho.
Ok.

Após o suicídio do filho, Mary enfrenta um périplo emocional e espiritual. “Como Deus pode me perdoar?“, ela se questiona por não ter conseguido lidar com a sexualidade diferente de Bobby.

O estudo e uma profunda reflexão sobre suas crenças e valores levam Mary a concluir que “a morte de Bobby foi resultado direto da ignorância de seus pais“.

O filme é inspirado no livro Prayers for Bobby: A Mother’s Coming to Terms with the Suicide of Her Gay Son (Orações para Bobby: A tentativa de uma mãe de aceitar o suicídio de seu filho gay, em tradução livre), de Leroy Aarons. A obra, baseada na história real da família Griffith, não foi traduzida para o português.

Cópias do filme estão disponíveis no YouTube dubladas em português ou em inglês, sem legendas.

Leia também:
Menino morre em sala de aula durante sessão de bullying homofóbico
“Eu creio na cura gay porque sou fruto de um milagre de Deus também”
“Ter filho gay é falta de porrada”, diz Bolsonaro
Defensor da ‘cura gay’ se casa com outro homem
“Se governo interferir na cura gay, haverá rebelião evangélica”, diz Feliciano

Diego Iraheta, HuffPost Brasil

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários