Redação Pragmatismo
Economia 11/Dez/2016 às 01:20 COMENTÁRIOS
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Aliado de Michel Temer chama aposentados de 'vagabundos remunerados'

Publicado em 11 Dez, 2016 às 01h20

Para defender as novas regras da aposentadoria, correligionário de Michel Temer chama aposentados de 'vagabundos remunerados' (vídeo). Alceu Moreira (PMDB) é relator da reforma da Previdência na Câmara

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Alceu Moreira é o relator da reforma da Previdência de Michel Temer na Câmara

Escolhido relator da reforma da Previdência na Câmara, texto cujo propósito central é remodelar a aposentadoria e demais direitos previdenciários, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) classificou como “vagabundo remunerado” o segurado atingido pela medida provisória (MP 739/2016) que visava alterar a concessão de benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tornando mais rígidas as regras para o acesso ao auxílio-reclusão e ao salário-maternidade, por exemplo.

O deputado nega ter se referido aos aposentados. O assunto chegou a ser discutido em plenário, mas a tramitação da matéria não foi concluída até 4 de novembro, quando a MP perdeu a validade, levando o governo a rediscutir a questão por meio de projeto de lei.

Em 24 de outubro, ao subir à tribuna do plenário para discutir a matéria, Alceu Moreira atacou o que chamou de “vagabundização remunerada” e provocou um bate-boca com a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), com reprimenda do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP).

“Aviso aos navegantes: o tempo da vagabundização remunerada acabou! Nós vamos, certamente… Não adianta gritar. É que dói. Vagabundo remunerado não receberá”, discursava o peemedebista, quando ouviu os primeiros protestos de Jandira.

“Olha o respeito aos trabalhadores!”, interveio a deputada. “Eu dispenso o seu conselho”, devolveu Alceu Moreira.

VÍDEO:

Membro da bancada ruralista, Alceu Moreira é um dos principais porta-vozes do governo Michel Temer na Câmara.

O presidente é considerado ficha suja porque, no pleito de deputado em 2014, fez doações acima do teto legal a ele e ao colega de bancada, o também gaúcho Darcísio Perondi.

De acordo com o processo ensejado pelo Ministério Público Eleitoral, Temer doou R$ 100 mil aos membros do ala oposicionista radical do PMDB quando o partido ainda era parceiro da gestão Dilma. Ambos votaram a favor do impeachment da petista em 17 de abril.

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