Redação Pragmatismo
Economia 14/Dec/2016 às 17:21 COMENTÁRIOS

Apresentador e repórter da Rádio Globo batem boca ao vivo

Crise política e econômica desencadeia discussão em programa da Rádio Globo. Apresentador bateu boca com repórter ao vivo e usou argumentação rude para minimizar o desemprego e as demissões que afetam, inclusive, a própria empresa em que trabalham

Rádio Globo crise demissões ao vivo

A crise econômica e política que impera no Brasil provocou um desentendimento ao vivo entre o apresentador Antonio Carlos e o repórter Gelcio Cunha, na Rádio Globo.

Antonio minimizava o atual desastre econômico e ordenava, grosseiramente, que os brasileiros parassem de falar em ‘crise’ e fossem trabalhar.

“Não tem tanta crise assim. As pessoas começam a falar ‘crise, crise’ e aí o negócio complica mais. É crise? Então sai pra rua, vai trabalhar…”, simplificou.

O veterano repórter Gelcio Cunha intercedeu:

“Me permita discordar. Você sabe que eu entro em todas as esferas sociais, na baixa renda, e acho que você está equivocado”, ponderou.

“Não tô, não”, rebateu o apresentador.

Gelcio, então, citou como exemplo a própria Rádio Globo, que vem sofrendo com demissões em massa nas últimas semana.

“Meu amigo, de 500 problemas que eu resolvia no passado, hoje eu não resolvo nenhum. O Brasil tá um caos. Olha aqui na Rádio Globo, quantos funcionários tinham e quantos têm hoje. A Rádio Tupi, hoje, não funcionou…”, desabafou.

“Isso é outro problema. O trabalhador que está me ouvindo neste momento […] Você que está acreditando na crise. Não acredite. Saia pra rua, vá trabalhar!”, disse o apresentador.

Ouça abaixo:

Desemprego

A mais recente taxa de desemprego, divulgada em novembro, revela uma situação alarmante no Brasil. De acordo com o IBGE, o número de desocupados já supera os 12 milhões.

A taxa de desemprego subiu em todas as regiões brasileiras, no terceiro trimestre, em relação a igual período de 2015. Michel Temer já está na Presidência da República há 7 meses (desde maio).

O maior desemprego foi apurado no Nordeste, onde o índice passou de 10,8% para 14,1%. No Sudeste, a taxa foi de 9% para 12,3% e no Norte, de 8,8% para 11,4%. A menor é a da região Sul (7,9%, ante 6% no ano passado), enquanto no Centro-Oeste subiu de 7,5% para 10%.

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