Redação Pragmatismo
Homofobia 25/Nov/2016 às 15:56 COMENTÁRIOS

Menino de 13 anos vítima de bullying homofóbico comete suicídio

Depois de anos sofrendo com o bullying homofóbico, garoto de apenas 13 anos tira a própria vida. Um mês antes do suicídio, o adolescente havia sido hospitalizado após apanhar de outro estudante. Mãe de Tyrone fez última homenagem ao filho e escola também se pronunciou

Tyrone Unsworth suicídio bullying homofóbico
Vítima de bullying homofóbico, Tyrone Unsworth cometeu suicídio na última terça-feira (22)

Um menino australiano de apenas 13 anos cometeu suicídio no último dia 22 de novembro. De acordo com a ABC News e o The Guardian, o adolescente Tyrone Unsworth tirou a própria vida depois de sofrer por anos com bullying homofóbico.

“Tyrone era vítima de gozações por conta da sexualidade. Era um menino afeminado, adorava moda, maquiagem e os garotos viviam apontando pra ele, chamando de bicha, gay… Isso era uma constante na vida dele desde os 5 anos de idade.”, contou a mãe do garoto.

A maneira como ele decidiu tirar sua própria vida não foi divulgada pela família e nem pelas autoridades policiais que já investigam o caso.

Um mês antes do suicídio, Tyrone havia sido hospitalizado após uma briga violenta com um outro estudante fora da escola. A mãe contou que na ocasião, seu filho tinha sido atingido na mandíbula e ficou tão aterrorizado com o acontecido que não queria mais voltar para a escola depois que saiu do hospital.

A mãe de Tyrone ainda fez uma última homenagem ao filho em seu Facebook:

“Nós te amamos e sentiremos muito a sua falta, Tyrone. Vamos lutar e lutar como pudermos pra ajudar outros a não cometerem este mesmo ato e DIZER NÃO AO BULLYING”, escreveu.

O funeral está planejado para o dia 1º de dezembro e sua mãe pediu que todos compareçam com roupas coloridas e brilhantes, da maneira que seu filho gostaria que fosse.

A direção da escola onde Tyrone estudava lamentou profundamente o acontecido, mas afirmou que nunca foi procurada e nem tinha conhecimento sobre os graves casos de bullying que ocorriam na escola.

Um dos líderes do Senado da Austrália, o senador Penny Wong, emitiu nota em resposta ao acontecido.

“As pessoas precisam perceber o quão terrível podem ser as consequências do bullying. Este evento é trágico e meu coração está com a família. É por isso que programas anti-bullying são necessários e por isso temos que defendê-los nos programas de ensino”, disse.

Bullying homofóbico

Não é a primeira vez que jovens são assassinados em função da orientação sexual ou cometem suicídio após serem alvo de bullying homofóbico.

Na Rússia, a morte de um jovem de 17 dentro da sala de aula foi flagrada pelas câmeras do colégio.

No Chile, o jovem gay de 24 anos Daniel Zamudio foi brutalmente espancado por neonazistas durante seis horas num caso que chocou o país em 2012. Ele ficou internado durante dias, mas não resistiu aos ferimentos.

Nos EUA, um menino de 11 anos vítima de bullying homofóbico tentou se matar e foi encontrado por seus pais desmaiado no seu quarto. Ele sofria humilhações por gostar de um personagem cor de rosa.

Ainda nos EUA, antes de cometer alguma ação drástica, um garoto de 12 anos vítima de ataques homofóbicos gravou um desabafo emocionante sobre o seu sofrimento cotidiano.

com informações de geledés — instituto da mulher negra

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