Redação Pragmatismo
Racismo não 22/Nov/2016 às 16:54 COMENTÁRIOS

Homem ataca mulher da Marcha da Consciência Negra: "Sou machista sim, vagabunda!"

“Sou machista sim, vagabunda! Vem tirar foto do meu pau”. Movimento liderado pelo menino Kim Kataguiri e pelo vereador eleito Fernando Holiday (DEM) realizou ato no mesmo local e horário da Marcha da Consciência Negra. Encontro de manifestações acabou em confusão

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Simpatizante do MBL ataca mulher da marcha da consciência negra na avenida paulista

A 13ª Marcha da Consciência Negra, realizada no último domingo (20) em São Paulo, percorreu a avenida Paulista e a rua da Consolação até chegar ao Teatro Municipal, no centro.

“Para nós agora é um momento de nos organizarmos, para estar em luta porque a conjuntura não está favorável… E também estamos aqui para lutar contra o racismo e o genocídio da população negra”, disse uma manifestante ao final da marcha.

Integrantes de movimentos sociais e de defesa dos direitos da comunidade negra estiveram representados na marcha.

Neste ano, o manifesto teve como tema principal Fora Temer e Nem um Direito a Menos. Uma das bandeiras dos participantes foi a não aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, que propõe o congelamento dos gastos públicos por 20 anos.

Se aprovada, a PEC atingirá principalmente os programas sociais voltados para a educação e a saúde.

Tensão

O Movimento Brasil Livre (MBL) convocou um ato para o mesmo horário e local da Marcha da Consciência Negra no domingo. Por esta razão, houve confusão quando integrantes da Marcha passaram diante do grupo liderado pelo menino Kim Kataguiri e pelo Vereador vernando Holiday (DEM).

Pessoas do movimento conservador vaiaram e insultaram participantes da marcha da Consciência Negra, principalmente os que estavam vestidos de vermelho.

“Vem tirar foto do meu pau. Eu tô louco, sim! E sou machista, sim! Vagabunda”, gritou um homem para uma mulher que participava da marcha que ocorre todo ano naquele local (vídeo abaixo).

Ao Jornalistas Livres, uma integrante do movimento negro rebateu o ódio do MBL. “Eles não acham que aqui é lugar de negro. Quando eles viram a negritude aqui, vieram tomar espaço. Eles se esqueceram que a maior população do Brasil é negra”, disse Malvina Joana de Lima.

VÍDEO:

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