Redação Pragmatismo
Direita 03/Nov/2016 às 15:05 COMENTÁRIOS

Brasileira de 16 anos viraliza nos EUA após ironizar ato pró-Trump

Brasileira de 16 anos viraliza nos EUA após debochar de ato pró-Trump na avenida Paulista. Lara Rotenberg comentou uma imagem que exibia mensagem de apoio de gays e de mulheres ao republicano. Apenas no Twitter a postagem teve mais de 150 mil 'retweets' e 237 mil curtidas

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A publicação de uma brasileira sobre Donald Trump viralizou nos Estados Unidos.

Após um ato na avenida Paulista, em São Paulo, no último sábado (29), uma jovem carioca de 16 anos chamada Lara Rotenberg deu uma resposta engraçada ironizando o apoio de alguns brasileiros ao empresário republicano.

Ao postar uma foto com os cartazes dizendo “Gays for Trump” e “Women for Trump”, sugerindo que mulheres e homossexuais estão apoiando o candidato, Lara comentou: “Trees for Deforestation” (“Árvores pelo desmatamento”). Trump é conhecido por suas declarações preconceituosas contra mulheres e gays.

O tuíte, publicado no mesmo sábado do protesto, já alcançou mais de 153 mil compartilhamentos e 237 mil curtidas até a publicação desta notícia.

Como a frase estava em inglês, a repercussão atraiu tanto brasileiros como americanos, apoiando ou criticando a garota. Ou apenas se unindo a ela na “zoeira”, sugerindo outras frases de apoio contraditórias, como “água pelo desperdício” e “bebês pelo aborto”.

“Pensei em alguma comparação idiota que pudesse se igualar à estupidez dos cartazes e terminei por ficar com ‘árvores pelo desmatamento’. Primeiramente, eu escreveria a legenda em português. Mas, como tinha muitos seguidores que falam inglês, resolvi mudar. Se tivesse me mantido o português, com certeza não teria tido 1% da repercussão que acabou por ter”, disse a jovem em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Viral

Lara diz que não sabe como a onda começou. Entre os comentários que recebeu dos novos “fãs”, muitos eram novas analogias. “Algumas sérias, como ‘negros pela escravidão’ ou ‘judeus por Hitler’, e outras envolvendo humor: ‘Galinhas por nuggets’ ou ‘sexo pela virgindade’.”

Para Lara, Brasil e EUA não estão tão distantes em termos de “desgraça” política.

“Acreditava que, se você tem que afirmar que é gay, mulher, negro, etc e que ‘mesmo assim’ vota no Trump, há uma contradição. Essas pessoas podem ser a favor do candidato, mas ele com certeza não é ‘a favor’ delas. Comparando com o Brasil, seria o mesmo se fizesse um cartaz ‘gays pelo Bolsonaro'”, disse.

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