Redação Pragmatismo
Homofobia 08/Out/2013 às 09:45 COMENTÁRIOS
Homofobia

O País que quer fazer exames médicos para identificar e impedir entrada de gays

Publicado em 08 Out, 2013 às 09h45

Proposta que pretende "identificar" gays a partir de exames médicos será avaliada por comitê central no Kuwait. Objetivo é impedir a entrada de não cidadãos homossexuais

bandeira gay homofobia kuwait
Militantes homofóbicos pisam em bandeira do movimento gay (Reprodução / Reuters)

O Kuwait está desenvolvendo um teste médico para “detectar” homossexuais e preveni-los de entrar em seu território e no dos outros países membros do grupo Cooperação do Golfo – Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes. A medida foi anunciada pelo diretor de saúde pública do Kuwait, Yousouf Mindkar, em entrevista divulgada nesta segunda-feira (07/10) ao jornal local Al Rai.

“Nós vamos tomar medidas mais duras para nos ajudar a detectar gays que vão ser, então, barrados de entrar no Kuwait ou em qualquer outro Estado-membro do GCC”, afirmou, segundo agências internacionais.

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Mindkar explicou que a ideia é incorporar o novo teste à avaliação médica realizada pelos centros de saúde para conceder o visto para não cidadãos dos países. A proposta será avaliada por um comitê central no dia 11 de novembro, acrescentou.

Atos homossexuais já são proibidos nesses países, com a pena podendo chegar a 10 anos de cadeia caso o réu seja menor de 21 anos, no caso do Kuwait. Na Arábia Saudita, a punição é ainda mais severa: homossexuais podem ser condenados à morte, dependendo das circunstâncias. De acordo com informações do jornal Gulf News, em 2011, o Bahrein prendeu 127 pessoas por participar de uma festa “depravada e decadente”, relacionada a atos homossexuais.

Além da explícita repressão, os governos desses países censuram filmes, artigos e livros que abordem o tema da sexualidade. No início desse mês, um jornal de Oman foi censurado por conter um artigo considerado “simpático” aos homossexuais, informou a BBC. Em 2010, os países do GCC baniram o filme egípcio Beddon Rakaba (“Sem Censura” na tradução em português) com a justificativa de “encorajar a depravação”. O longa tratava da vida de jovens usuários de drogas e que travavam relações homossexuais.

Segundo organizações LGBTs da região, casais homossexuais procuram viajar para legalizar sua união, podendo ter represálias de volta ao país natal.

Opera Mundi

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